Sexo e tabu

“Gosto de pensar no desejo como algo flutuante e no tesão como energia que movimenta. Sendo assim, não há como rotulá-los. Eles simplesmente são e logo podem deixar de ser, como podem voltar a ser novamente, sem forma alguma ou equação predefinida.

Numa sociedade burguesa, patriarcal e machista, ao homem é permitido vivenciar essa flutuabilidade e vazão sem maiores entraves. Crescem aprendendo a buscar o seu próprio prazer.  Não os condeno, pelo contrário, tenho é certa inveja da liberdade que sempre tiveram e que nós mulheres, precisamos, individual e coletivamente, conquistar.

Individual, digo porque a conquista do prazer como seu é algo que se atinge com certo amadurecimento. Não menosprezo a vivência das mais novinhas, mas eu mesma não possuo nenhum tipo de saudosismo em relação aos tempos passados. Considero minha atitude sexual atual  mais desprendida de algumas regras e culpas que me atormentavam quando mais jovem, e tenho achado isso muito bom.  Hoje tenho consciência de que conheço meu corpo melhor que qualquer parceiro e que cabe a mim a busca pelo meu bem-estar ao invés de ficar esperando que o sujeito magicamente adivinhe o que eu espero que ele faça. Hoje, me coloco nesse lugar de meu-querer ativo. Não quero menos. Não aceito menos. Meu desejo também está em campo, minha vazão também está em jogo. Eu também estou e eu também quero, portanto.

Coletivamente, digo por ser uma jornada que, para além do individual, fala também do coletivo do gênero que precisa se apropriar da liberdade dita masculina de forma e se permitir viver livre de certas amarras mas também sem desfazer o feminino que o define. Creio que ainda seja um longo caminho e que tanto homens quanto mulheres estejam um tanto perdidos e alguns talvez até equivocados nesse percurso. Mas também penso que faça parte da jornada se perder.

Me pergunto que evolução sócio-cultural estamos vivendo se a grande maioria das mentes ainda permanece do mesmo tamanho – um tamanho que realmente faz diferença, afinal – prostradas perante tantas coisas que podem ser boas ou que, no mínimo, não deveriam ser motivo de rechaço e, sim, de diferença e tolerância.

Se o desejo é flutuante, não há molde.

Se o tesão é energia, não há porquê não ser extravasado.

Vale o trivial, vale o ousado. Vale tudo, vale todos. Vale o que você quiser e o outro permitir.

Pecado é manter adormecido o que pode arfar.

Com todo o respeito: foda-se o tabu.”

Aline Bäumer-  Psicóloga – CRP 07/13627 – e Sócia Diretora da Plural Psicologia e Consultoria| Santa Maria- RS | (55) 3225-1632)

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Guia de compras em Buenos Aires 2012

A Argentina pode ser meio deprimente para nós brasileiras de corpo normal. Uma argentina padrão veste taller 0, ou seja, o tão distante da nossa realidade size zero. É brabo. Todas as que eu media de olho (invejosa, hehehe), juro que os dois braços juntos não davam meia coxa minha. Ou as bonitas não comem, ou a genética foi muito legal com elas… O resultado disso é que todas as roupas expostas nas araras das lojas são, invariavelmente, size zero – no máximo, um taller 1. Aí tem que pedir do nosso tamanho e esperar, esperar…

A melhor parte de ir pra Buenos Aires no verão são as rebajas. Sale. Liquidação. A cidade inteira dá descontos bem bons, e com sorte você encontra exatamente aquilo que procurava por um precinho amigo. Pagando em dinheiro vivo eles são mais generosos (até por ali, já que não emitem nota né) no desconto. Não vou dar dicas de compras na Recoleta porque Hermès e afins não são a minha praia – meu negócio é Palermo. :)

Algumas lojas de roupas são clássicas (nomes e endereços abaixo). Mas a sensação que tenho é que entrei numa loja de departamentos superfaturada e metida a besta. Os tecidos não me convencem, e quando convencem, não acho que valham o preço que é pedido. Até hoje, em todas as idas a BA’s, 90% do que encontrei foram trapinhos. Aquela roupa que dura anos, não. Tanto que as únicas que comprei foram no outlet da Vitamina+Uma na Calle Humboldt (post sobre esse outlet aqui), e só comprei porque valeram muito a pena. No mais, BA’s é perfeita pra encontrar aquele casacão de inverno glamouroso – esse sim, vai custar metade do que custa no Brasil.

A.Y.Not Dead: Gurruchaga, 1637 (e na Calle Soler fica a Garage AYNot Dead, dica da Lívia Facirolli)
Chocolate: Honduras, 4928
Jazmin Chebar: El Salvador, 4702
Las Pepas: Gurruchaga, 1573
Maria Cher: El Salvador, 4724
Paula Cahen D’Anvers: Honduras, 4888
Rapsodia: Honduras, 4872
Complot: El Salvador, 4731

Couro em Buenos Aires: fui bater perna na tal de Calle Murillo, que é a rua com altíssima concentração de lojas de artigos de couro em Buenos Aires. 75% das jaquetas e casacos têm aquele corte dos anos 90, tipo um blazer (aaarrrrgh). Alguns até têm perfectos e outros modelos mais moderninhos. Eu tocava, tocava e tocava nas peças e nada me convencia de que não era couro fake. Média de preço, 1500 pesos – levando em conta que 100 pesos= 40 reais. Não dá pra parcelar no cartão, o que me fez achar que é preferível comprar no Brasil, modelos cem vezes mais bonitos, 12x sem juros e coisa e tal. Pros homens dá pra encontrar bastante coisa, já que os modelos que eles usam não varia muito, rsrsrs!! Uma decepção no nível “deu vontade de chorar” foi a loja da Prune. Só couro fake, daqueles que se você der um puxão sem querer ou enganchar a jaqueta em algo de repente, inutiliza pra sempre pelo tamanho do rasgão que vai fazer. Nada contra couro fake, tudo contra couro fake com preço de couro normal e vendedores que te vendem gato por lebre. Vale muito mais a pena comprar couro fake na ASOS, palavra de quem já fez isso mil vezes. E vai continuar fazendo!

Outlets: a Calle Gurruchaga e a Calle Aguirre são os points. Os melhores da Calle Aguirre são os da Complot, Vitamina, La Martina, Lacoste e Paula Cahen D’Anvers. Aqui tem um post completo sobre os outlets de Buenos Aires.

Maquiagem: a loja da Kryolan tem preços maravilhosos em comparação aos preços praticados no Brasil. Fica na Calle Gallo, 500. Dá pra marcar cursos de maquiagem, e o preço médio é de 500 pesos por pessoa por 3 horas de aula. As Galerias Pacifico têm Bobbi Brown e MAC, mas com preço de Brasil. A melhor pedida é o freeshop da MAC no Aeroporto de Ezeiza (só tem na saída, na entrada não tem). A loja da Kiehl’s fica na Calle Armenia.

Roupas de criança: Las Oreiro (Honduras, 4780), La Folie Jeans (Malabia, 1670). Não sou entendida do assunto, mas essas tinham as vitrines mais fofas e convidativas.

Acessórios: é bom prestar atenção aos vendedores de rua, que têm verdadeiras pechinchas. Muitas coisinhas que você sente vontade de comprar nas lojas de Palermo Soho é melhor deixar pra comprar dos ambulantes, por um terço do preço. Várias vezes eu estava em algum barzinho ao redor da Plaza Serrano e passou um ambulante cheio de coisinhas interessantes e baratinhas!! Aí você chama o moço, bate o papo, pede um desconto e economiza tempo, já que dá pra trazer uma lembrancinha para cada amiga super em conta!!
Compañia de Sombreros: Armenia, 1587
Humawaca: El Salvador, 4692
Nik Nok: Armenia, 1631
Luria: Thames,1787
Anne Bonny: El Salvador, 4719

Óculos: quem não quer fazer maratona em freeshop de aeroporto e está disposto a pagar uns pesos a mais pode se esbaldar em três lojas fantásticas.
Carla di Si: Gurruchaga, 1677
Infinit: Thames, 1602
Orbital: Armenia, 1572

Sapatos: particularmente, não curto os modelos de sapatos argentinos. Sabe pata de elefante? Pense numa pata de elefante média, e é o que se encontra em 95% das lojas. Mas dá pra achar mocassins lindíssimos de camurça colorida por 350 pesos, sapatilhas de animal print por 250 pesos e por aí vai. Pagando em dinheiro (en efectivo, como eles dizem) rola desconto.
Alfonsina Fal: Gurruchaga, 1741
Centrico: Acuña de Figueroa, 1800
Chicco Ruiz: Thames, 1780
Converse Store: Humboldt, 1665
Cool Dreams Melissa: Gurruchaga, 1785
Divia: Armenia, 1489
Huija: Armenia, 1780
Lineal: El Salvador, 4390
Peplos: esquina da Costa Rica com Gurruchaga

Outras boas idéias são a feirinha da Plaza Serrano, a feirinha da Plaza Francia, o Alto Palermo Shopping e o Paseo Alcorta. E, para antiguidades, roupas vintage e óculos de décadas passadas, o lugar ideal é San Telmo. Preste atenção nas lojas que reúnem uma infinidade de marcas alternativas diferentes, são elas que têm os preços mais baixos e as peças únicas que voce não encontra em lugar algum. Sobre Calle Florida, só digo o seguinte: me recuso!! Sair do país pra passar perrengue numa rua muvucada, suja, cheia de gente chata e batedores de carteira só pra ir atrás de ‘pechinchas’ que você acha no centro da sua cidade seja ela qual for, pra mim, não dá. Ah, antes que eu esqueça, numa tarde gastei uma grana em táxi e fui até um tal brechó famoso lá na Marcelo T. de Alvear. Ô dureza!! Sabe aquela sensação de “ah se arrependimento matasse!“?? Não conseguir parar de espirrar, não deixam você entrar com a própria bolsa (WTF?), e só encontrei velharias surradas, horrorosas e que não valhiam a porrada de dinheiro que a etiqueta pedia.  :)

Quem tem mais dicas de compras em Buenos Aires??

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O freeshop da MAC no aeroporto de Ezeiza

Há quem tope passar pelo perrengue de voltar de Buenos Aires pelo Aeroporto Internacional de Ezeiza só por causa de um motivo. É, um só. Que obviamente envolve maquiagem e estouro de cartão!! O insubstituível freeshop da MAC, delírio de consumo de qualquer mulher no planeta que goste de make. Afinal, se a gente tem a oportunidade de pagar, sei lá, U$21 por um pigmento da coleção Daphne Guinness que no Brasil vai custar mais de R$150, tem que ser louca pra não aproveitar, né?

As vendedoras do freeshop são super atenciosas e alegres, ao contrário da galerinha que trabalha na MAC das Galerias Pacífico (lá tudo tem o mesmo preço do Brasil). O estoque é bem servido, tem de tudo, em todas as cores. No domingo, quando peguei meu vôo, encontrei toda a coleção da Daphne Guinness e a coleção Metal-X. Jurei que não ia comprar nada, mas pela foto acima fica claro que não me aguentei. #shameonme

Só uma dica MUITO IMPORTANTE pra você que pretende comprar horrores lá e vai com listas de parentes e amigas: vá com muita, mas muuuuuita antecedência. Só um exemplo: meu vôo decolava às 6:15 da manhã. Cheguei em Ezeiza às 3:45. Até conseguir passar por aquela imigração desorganizada das trevas malignas, eram nada menos do que 5:45!! Por Deus! A coisa é tão trash naquele aeroporto que as pessoas perdem seus vôos porque a fila simplesmente não anda. E ai de quem vir com xororô pra quem tá lá no início da fila de pé há 2 horas com aquele papinho de “vou perder meu vôo se você não me deixar passar na sua frente!”. Presenciei nada menos do que 6 pessoas que tentaram e foram veemente gongadas por todo mundo. Não há sequer um funcionário pra dar uma ajuda, nada! É entrar na fila e começar a rezar pro tempo passar e o ciático não estourar. Eu sempre volto pelo Aeroparque (só que lá não tem freeshop da MAC), mas da outra vez que voltei por Ezeiza foi até pior.

Resumindo: quer fazer suas compras em paz, trate de chegar muuuito cedo. Até porque o freeshop de Ezeiza é muito grande, com milhares de marcas e opções, e é preciso um par de horas até escolher o que queremos e depois enfrentar a fila pra pagar. E lá não há nenhum tipo de aviso ou chamada pelos alto-falantes, só pela TV – e com isso, a pedida é ficar de olho no relógio pra não esquecer da vida e perder o vôo!!

Já já mostro minhas compritxas, incluindo um pigment da Daphne Guinness  e duas sombras Metal-X cujas cores são alllgo.

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Rosa-claro: o tom da feminilidade

Quem não acorda às vezes com vontade de estar o mais feminina possível?? E que cor melhor que um rosinha claro para isso??

As loiras de pele bem clarinha ficam lindas com roupas deste tom. As morenas que gostam de se bronzear no verão, também. Mix com jeans, camisa branca e pecas caqui sao uma ótima pedida!!

Seja um blazer informal, um vestido suntuoso ou uma camisa de seda, qualquer uma fica bem de rosa claro – o que nao acontece com os rosas exageradamente fortes, que requerem (muita) moderação. E quem nao gosta de roupas desta cor ainda tem duas opções: esmaltes ou batons! O meu batom preferido e o Pink Plaid, da MAC.

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