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Myself

by Paula Pfeifer Myself

A corrida diária contra o tempo

22/08/2017

Meu dia começou às 6:30. Às 8, saí na chuva para levar um equipamento ao consultório, e de lá fui ao primeiro mercado do dia. Voltei, guardei as coisas, respondi uns quinze emails, ajeitei os posts da semana do Crônicas, almocei, fui pra academia. De lá, direto para dois mercados, duas filas enormes, volta pra casa, guarda tudo, arruma a bagunça, põe roupa na máquina, estende roupa, leva o cachorro pra passear. Depilação, trocentos WhatsApps, lista de “to do” semanal,…

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by Paula Pfeifer Myself

Sobre revisitar o passado

17/07/2017

Revisitar o passado é descobrir que você não mora mais lá. A gente se move porque precisa sobreviver, crescer, expandir – mas nessa movimentação o tempo passa. As pessoas que amamos morrem, envelhecem e mudam de um jeito que nos faz não mais alcançá-las. Em alguns casos abençoados, acontece o contrário: a distância e a mudança nos aproximam daqueles que, quando estavam perto, não estavam, de fato, perto. Demorei um ano e meio para conseguir vir a Santa Maria após…

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Amor Myself

Gratidão

17/10/2016

Li por aí que gratidão é uma carta de amor que você envia para o Universo. Faz sentido. Esses dias sentei no terraço de casa e fiquei olhando as estrelas. Me peguei pensando na minha mãe, se ela está bem onde quer que esteja, essas coisas. Pedi: “Mãe, me dá um sinal!”. Cataploft, uma estrela cadente bem na minha cara, o que me fez cair aos prantos no ato – a última vez em que vi uma foi há quatro…

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Myself Sweetest Things

O que a doença me ensinou

05/07/2016

A doença me ensinou muitas coisas desde que ela entrou na minha vida de um jeito avassalador e mal educado – como se coisa ruim pedisse licença. Às vezes a doença vira cura. Às vezes, vira morte. Perdi minha mãe e minha sogra num intervalo de três meses e meio, o que me fez conhecer dois sentimentos distintos: raiva da vida e profunda alegria por estar viva. Ontem, enquanto caminhava para sair do cemitério após o enterro, passando por aquela infinidade…

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Myself

Carta para minha mãe, 1

18/05/2016

Hoje é dia 18. O dia do mês que não quero que chegue, porque marca mais uma parcela de tempo sem ela. Hoje acordei, abri a janela e, enquanto via a chuva cair lá fora, chorei por duas horas pra ver se ajudava um pouco. A parte mais estranha é ficar tentando lembrar das coisas que tenho medo de esquecer. Coisas banais como o formato do dedo do pé, o toque da mão, o contorno dos dentes, a textura do…

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