Dermatologista

Micoses superficiais da pele

05/05/2012

“As micoses superficiais da pele, em alguns casos chamadas de tineas, estão entre as queixas dermatológicas mais freqüentes. São infecções causadas por fungos que podem atingir a pele, o cabelo (e o couro cabeludo) e as unhas. Os fungos podem ser encontrados por toda parte: no solo, nos animais e até mesmo na nossa pele, convivendo harmoniosamente conosco, sem causar doença alguma. A queratina, uma substância encontrada em abundância na pele, cabelos e unhas, serve como alimento para esses fungos. Quando eles encontram condições favoráveis para o seu crescimento, como o calor e o excesso de umidade, baixa da imunidade do paciente (por exemplo, diabetes) ou o uso prolongado de antibióticos sistêmicos, os fungos se multiplicam e passam a causar problemas. O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, e as vezes é necessário coletar uma amostra da lesão (raspado) através do exame micológico direto, para determinar a positividade da lesão e o tipo de fungo que está causando a doença.

O tratamento depende do tipo de micose e deve ser determinado por um médico. Deve-se evitar o uso de medicamentos indicados por e para outras pessoas, pois isto pode mascarar características importantes para a realização do diagnóstico correto da micose, o que dificulta o tratamento.

Pode-se utilizar medicações locais (tópicas) na forma de cremes, loções, talcos, pós e esmaltes, ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro e da situação clínica do paciente. Uma coisa é certa: o tratamento é sempre prolongado, podendo chegar a 12 meses, como no caso das onicomicoses (micoses das unhas). Nunca se deve interromper o tratamento logo que os sintomas desaparecerem, pois o fungo localizado nas camadas mais profundas pode resistir. A medicação deve ser continuada pelo tempo indicado pelo médico.

Para evitar (ou minimizar) o aparecimento das micoses, devemos sempre após o banho secar muito bem as áreas de dobras da pele, principalmente as axilas, a virilha e entre os dedos dos pés. Evitar permanecer com roupas molhadas ou úmidas por tempo prolongado e não utilizar roupas justas e quentes (como roupas de tecido sintético), pode ajudar bastante. Para as roupas de baixo (calcinhas, cuecas, sutiãs, meias, camisetas), preferir sempre tecidos leves e de algodão. O mesmo vale para os calçados: quando puder, opte pelos mais largos e ventilados. O uso de objetos pessoais de outras pessoas (roupas, bonés, calcados, toalhas, pentes) é desaconselhável e na manicure, de preferência, usar somente o seu material. Por último, deve-se evitar o contato prolongado com água e sabão e sempre mexer na terra calçando luvas, além de não andar descalço em pisos que constantemente permaneçam úmidos, como nas saunas e vestiários.”

Raíssa Londero Chemello
Médica Dermatologista – CRM 27193
Mestre pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Twitter: @DermatoPhysalis

7 amaram.

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1 Comentário

  • Responder Mirella G Sousa 05/05/2012 at 10:29 pm

    Muito bom!Não sabia q elas “comiam”queratina!kkkkkkkkk
    Sério!
    Meu rosto que é oleoso pega facinho facinho!
    bjo
    http://blogdamirellasousa.blogspot.com.br/

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