Dermatologista

Manchas na pele: como tratar?

03/04/2014

“Sempre após o verão uma das queixas mais freqüentes no consultório é o aparecimento de manchas. De vários e todos os tipos. Vamos esclarecer algumas delas:

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Melanoses e sardas: são manchas de vários tamanhos, acastanhadas, geralmente arredondadas também, mais comuns em áreas fotoexpostas, que escurecem com a exposição ao sol e atenuam um pouco no inverno. Não evoluem para câncer de pele, mas denotam uma pele com uma sensibilidade maior ao sol e/ou exposição solar em demasia. O melhor tratamento é o uso continuo do protetor solar, embora ácidos, laser e luz pulsada possam ser usados com excelentes resultados.

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Leucodermia em confete: são manchas bem brancas, sem pigmento nenhum, bem pequenas e quase sempre bem redondinhas que aparecem nas áreas expostas ao sol, como pernas, braços e colo. Não representam perigo do ponto de vista do câncer de pele, mas significam que área de aparecimento destas lesões é uma área bem fotodanificada. Respondem muito mal ao tratamento, que no caso, ao contrário de todos os outros tipos de manchas, se faz no verão.

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Melasma: odiado por 11 entre 10 mulheres, são manchas que variam do marrom claro ao marrom escuro que aparecem na face de mulheres geneticamente predispostas expostas ao sol e ao calor. Geralmente aparecem sobre o dorso do nariz, região malar, fronte, buço e queixo, podendo as vezes confluir e formar uma verdadeira mascara. Existe relação com fatores hormonais também. O tratamento não é muito complexo. Geralmente o uso de ácidos ameniza o problema. A parte difícil é o controle das manchas que geralmente findo o tratamento acabam voltando, muitas vezes rapidamente. Atualmente existe uma modalidade de tratamento a laser específico para o melasma, já que até então os outros tipos de lasers eram contra-indicados para este tipo de dermatose.

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Ceratoses seborréicas: não são propriamente manchas, uma vez que têm relevo, mas como são percebidas mais no verão, serão descritas aqui. Caracteristicamente  são lesões levemente elevadas, com aspecto verrucoso, que podem ser castanho- amarelo-alaranjadas até marrons quase pretas. Geralmente se localizam na linha abaixo das mamas, abdômen dorso superior, pescoço, lateral da face e raiz do couro cabeludo. Aparecem mais após a 4ª década de vida. Não denotam risco de câncer de pele e podem ser tratadas com crioterapia, curetagem, eletrocoagulação e laser.”

Raíssa Londero Chemello

Médica Dermatologista – CRM 27193 Mestre pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Santa Maria: (55) 3221-2838

9 amaram.

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2 Comentários

  • Responder Carlinha Salgueiro 04/04/2014 at 10:44 am

    Gostei do post, mas fiquei mesmo curiosa é com o tipo de laser específico para melasmas. Sofro do mal e sei que terei que cuidar eternamente.
    Beijos!

  • Responder Barbara medeiros moreira 03/10/2016 at 8:35 pm

    Gostaria de saber se o ada tina dual clear max para melasma pode provocar leucodermia em confete?

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