Literatura

Dicas de livros de dezembro

16/12/2016

Os livros de dezembro foram lidos em novembro e comprados num daqueles momentos deliciosos de ócio dentro de uma livraria carioca. Continuo firme e forte com a velha teoria de que são os livros que nos encontram e, com esses dois, não foi diferente. O primeiro relata a depressão e o tédio de uma autora portuguesa (não sei vocês mas morro de amores pelo português de Portugal) e o segundo, é uma biografia daquelas que a gente lê devagar rezando para que não termine nunca.

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Em Ana de Amsterdam, a portuguesa Ana Cássia Rebelo faz, a partir de seu blog, uma espécie de diário íntimo imensamente literário, falando sobre trabalho, a relação com os filhos, o passado e sentimentos como a solidão, ao mesmo tempo em que permeia elementos ficcionais.

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Por quase trinta anos, entre 1969 e 1997, a sociedade brasileira foi desnudada pela escrita espirituosa do jornalista Zózimo Barrozo do Amaral em sua coluna diária no Jornal do Brasil e depois em O Globo. Muito além dos registros sociais, ele oferecia um noticiário que flertava com a economia, a política e o esporte (sua paixão), em um estilo elegante e sem qualquer cerimônia. Fez muitos amigos, ganhou uns poucos desafetos e chegou a ser preso duas vezes durante o regime militar. Joaquim Ferreira dos Santos reconstitui toda a trajetória do colunista, desde sua infância, no bairro carioca do Jardim Botânico, passando por seu começo de carreira quase acidental no jornalismo, até conquistar uma coluna assinada no Jornal do Brasil, aos vinte e sete anos. Enquanto se tornava a mais respeitada grife do colunismo no país, Zózimo registrava nas páginas dos jornais as imensas mudanças ocorridas na elite carioca. As festas saíram dos salões dos grã-finos e instalaram-se em casas noturnas como o Regine’s e o Hippopotamus. A animação movida pelo champã ganhou aditivos como a cocaína. Ao mesmo tempo que retratava o agito social, Zózimo enfrentava os próprios demônios. Viveu amores, momentos de turbulência familiar e sérias questões de saúde. Mas até o final foi um homem apaixonado pela vida, como ele gostava de dizer – Enquanto houver champanhe, há esperança.

15 amaram.

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1 Comentário

  • Responder Nana 16/12/2016 at 7:14 pm

    Hum, duas dicas bem interessantes de livros bem no meu estilo.
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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