by Paula Pfeifer Gravidez

Diário de gravidez: a semana 22

10/01/2018

Parece que foi ontem que descobri que estava grávida, mas já estamos no meio do caminho! E agora que a barriga já deu as caras (não tem jeito mais de enfiar pra dentro, rsrsrs) finalmente comecei a me sentir G-R-Á-V-I-D-A! Esperei ansiosamente por essa fase 🙂

Há uns dez dias, pela primeira vez, Lucas me chutou, e foram 3 chutes em sequência. O coração disparou e quase saltou pela boca, e o mais legal foi ver a barriga mexendo. Uma mistura de super susto com emoção gigante que me deixou com as pernas frouxas. E aí veio a constatação: tem um mini ser humano dentro de mim, meldels! Desde então, ele passa o dia inteiro rodopiando lá dentro, mas ainda não consigo uma conexão que faça ele perceber que tô achando o máximo e que pode continuar. Quando quero que continue, ele para. E a maior atividade é durante a noite, como se fosse um aviso dos dias que virão depois!

Comecei a pensar que não quero nenhuma visita no hospital, pelo contrário, quero que esse tempo por lá seja apenas meu, do Lucas e do Luciano. As visitas podem ser em casa, no aconchego do lar e depois que nós três já tivermos nos conhecido um pouquinho. Não quero precisar lidar com social num momento em que só vou querer estar com meu filho e com o pai dele – alguém mais se sentiu assim? Pena que o hospital não deve aceitar visita canina, hehehe. Adoraria o Pikachu por lá conhecendo ele também!

Aliás, algo que vem mudando em mim é o instinto de proteção. Tantas coisas que eu tolerava nas pessoas com um sorriso no rosto agora não consigo mais. Não quero estar em lugares por educação e nem fazer coisas que me desagradam só porque os bons costumes mandam. Parece até que finalmente vou conseguir me colocar no topo da lista de prioridades. Coisas que só a maternidade faz por você!

Ontem foi o ultrassom morfológico, e ele estava muito maior do que da última vez que nos ‘vimos’. O tempo passa rápido demais mesmo. O bichinho já tem meio quilo e 35 centímetros, e agora entra na fase de ganhar peso. 🙂

Ultimamente fico pensando em tudo o que vou ter que alterar em mim, em prol dele, quando ele nascer. Consertar os defeitos, aprimorar as qualidades, aprender coisas que já deveria ter aprendido há muito tempo, passar a proteger alguém que saiu de dentro de mim acima de todas as coisas, escolher as palavras certas para contar histórias do passado familiar. Aliás, escolher quais histórias contar e quais deixar que sejam engolidas pelo esquecimento.

Penso também em todas as coisas que vou querer ensinar a ele, e no quanto outras mães me ensinam sobre a mãe que não quero ser e sobre a mãe que quero chegar perto de ser. 

Na semana 22 da gravidez os sintomas são ótimos: peitos enormes, pele radiante (nunca tive esse glow, que é causado pelo aumento do fluxo sanguíneo), unhas fortes, cabelos que não caem mais (emoção!!), bebê chutando o dia todo, cabeça funcionando melhor, intestino feliz. Tem dias que me sinto cansada sem motivo e com as canelas inchadas, mas nada que chegue perto do primeiro trimestre!

Comprei dois vestidos na Zara daqueles que ficam bem grudados no corpo e fico alternando entre um e outro, confesso que tenho paciência zero pra pensar em looks de grávida. Ganhei até uma bunda, coisa que nunca tive!

Esses dias recebi um elogio do marido que acho que foi bom: “Que grávida tranquila e bem humorada! Que maravilha!“. Tenho tentado levar assim, embora é claro que tenha dias de hormônios loucos e vontade de botar fogo na casa. Mas passa.

Dúvidas & SOS

Já li em tantos lugares que um filho é uma prova de fogo para o casal enquanto casal, como foram as experiências de vocês? Quais conselhos dariam?

Agora vou entrar na fase de escolher carrinho e essas coisas mais importantes, se vocês puderem me deixar dicas sobre isso, agradeço muito.

Alguém aqui além de mãe também é madrasta? Como se deu o vínculo do bebê com os irmãos? Foi instantâneo ou vocês tomaram alguns cuidados específicos para ajudar com isso?

23 amaram.

Você também poderá gostar

15 Comentários

  • Responder Carol 10/01/2018 at 8:43 am

    O melhor que tu faz é não receber visita no hospital. Não tem pq. Curte esse momento plenamente, vcs 3! Beijão e muita luz pra essa família!

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 11/01/2018 at 9:15 am

      To indo por essa opção, Carol…
      🙂
      <3

  • Responder Rose Molina 10/01/2018 at 9:13 am

    Bom dia Paula.
    Primeiramente parabéns pela gravidez, é um momento único na vida de uma mulher, aproveita e curti cada segundo.
    Acabo de ser mãe pela segunda vez e estou muito feliz com os meus filhos. Tenho o Martin de 4 anos e a Manuela que vai fazer 2 meses. Eu os chamo de os meus MM’s. (Rsrsrs)
    Se eu fosse te dar uma dica seria : se você for receber visitas, receba no hospital. As duas primeiras semanas são muito cansativas. É um período de grande adaptação para todos, vocês estarão se conhecendo. O sono e o cansaço muitas vezes tomam conta. Então descanse sempre que puder.
    Neste momento estou com a minha pequena Manu deitada em meu peito, após uma bela mamada, e não existe sensação melhor neste mundo.
    Aproveita cada segundo, pois tudo passa muito rápido!
    Abraços querida.

    • Responder Caroline® 11/01/2018 at 9:07 am

      Eu iria dizer isso mesmo. Visitas em casa, só depois dos dois primeiros meses. Primeiro por conta da adaptação, das dificuldades, do cansaço. E depois pela imunidade da criança. E visita de hospital é limitador: tem que ser rápida, em horário comercial, pouca gente pode ir. Bem mais simples.

      • Responder Paula Pfeifer Moreira 11/01/2018 at 9:15 am

        Mandarei fazer a placa SEM VISITAS kkkkkk
        <3
        Beijos carol!

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 11/01/2018 at 9:14 am

      Amei os MM’s
      <3
      Beijos Rose!

  • Responder Patricia 10/01/2018 at 4:28 pm

    Olá, quanto às visitas no hospital eu tive problema, meu bebê não queria mamar,, estava vomitando, eu estava irritada com aquele monte de visitas…… queria mandar todo mundo ir embora, muita conversa no quarto, muita gente, afff.
    Se eu pudesse, também não queria visitas no hospital, só em casa…… e de preferência depois do primeiro mês, rsrsrs.

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 11/01/2018 at 9:14 am

      To achando que o segredo é não contar pra ninguém que nasceu kkkkkkkk

  • Responder Andrea 10/01/2018 at 4:43 pm

    Que linda percepção! Não sou mãe e não serei por opção, pelo menos por enquanto não pensei nisso! Mas é muito legal ver acompanhar a tua trajetória!

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 11/01/2018 at 9:14 am

      <3
      Bjos, Deia!

  • Responder Eliana Grimm 10/01/2018 at 10:16 pm

    Paulinha, que legal saber que tu tá grávida e ainda por cima que o teu guri vai ter o mesmo nome que o meu! Muito feliz de ver toda tua evolução do blog até virar escritora, parabéns! beijos e muita saúde pra ti e teu Lucas! Eliana (extinto blog Galochas Roxas)

    OBS: grupo muito bom no Facebook chamado Clube de Mães onde podem te ajudar com todas essas dicas, só que é de mamães daqui do RS! 😉

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 11/01/2018 at 9:13 am

      Guria, quantos milêniosss!!!
      Dupla de Lucas 🙂
      <3
      Beijosssss

  • Responder Elisa 12/01/2018 at 9:28 am

    Oi Paula,
    que bom que tu tá se sentindo ótima na gravidez!
    Relacionamento do casal: prova de fogo é pouco. Mas olha vou te falar que nisso a tua família leva vantagem afinal já há filhos, a dinâmica já deve ser bem outra de um casal sem filhos que tem todo o tempo do mundo para ser individuos e também ser casal. Paciência, conversa, amor, se colocar no lugar do outro, aceitar que por um tempo vai ser assim e cavar um tempo na pesada rotina para ser sozinho e para ser casal acho que sao o caminho.
    Vínculo: olha nem em irmaos de pai e mae acontece na hora, é tijolinho por tijolinho. Pela minha experiência de ser nascida em uma grande Patchwork Family quando as criancas moram na mesma casa (digo, sao criadas no mesmo esquema e convivem intensamente) e ainda tem idade próxima nao faz tanta diferenca se sao ou nao do mesmo pai e/ou mae. Para os outros casos onde o esquema de criacao diverge e, seja por pouco convivio ou grande diferenca de idade, as memórias de infância nao serao compartilhadas o trabalho tem que ser a longo prazo, favorecer que esses irmaos (que as vezes nem de sangue sao) se gostem e se procurem na idade adulta. As dicas para integracao do bebê talvez sejam as mesmas de irmaos de mae e pai. O bebê trazer um presente é legal, reservar um tempinho (a madrasta também!) com os mais velhos, demonstrar Amor sempre, incluir os irmao nos cuidados (pedir ajuda para eles, eles se sentem importantes). Acho também importante nao fantasiar muito que o bebê vai ser o parceirao de brincadeira, tem que explicar que bebê pequininho nao faz muita coisa ao nascer e chora bastante. Ah, mostrar fotos de quando os irmaos eram bebês é legal, eles adoram e a gente vai explicando que eles também precisavam de muitos cuidados e tal.
    Li outro dia que cada pessoa se comunica e percebe o amor do outro de maneiras diferentes (palavras, atencao, com favores, presentes e lembrancinhas, contato físico). O texto falava da importância da gente comunicar o nosso amor para as criancas, de uma maneira que eles considerem importante nao somente da maneira que para nós é a mais natural.
    Visitas: acho que só se saber na hora. Eu tive dois partos naturais e estava ótima cheia de energia, mas nao recebi visita no hospital, pois fui para casa no outro dia cedo (minha obstetriz nos acompanhou em casa e foi ótimo). Aprender a dar mamar e o bebê aprender a mamar exige paciência e tranquilidade (consultoras de amamentacao sao anjos). Recebi algumas poucas e próximas visitas em casa no inicinho, mas ia pro meu quarto sempre que queria. Também nao ficamos enfurnados em casa . Os bebês já saíram no terceiro dia para passear com o pai e eu assim que me deu vontade (antes de uma semana de parida), ia encontrando os amigos pela vida. Moro na Alemanha e as pessoas fazem todas mais ou menos como a gente, mas tem a enorme vantagem de ninguém querer ficar pegando filho alheio do nada.
    Carrinho: já empurrei alguns. O Yoyo é maravilhoso, comprei quando meu segundinho já tinha 9 meses entao nao posso falar como é o moisés de RN, mas para bebês maiores e criancas é muito prático principalmente em viagens – vai dentro do aviao – e para levar no carro. Imbatível na portabilidade, facílimo de empurrar, bem construído, lava inteiro na máquina, tem porta-trecos, deita bastante, tem amortecimento nas rodas (coisa rara nos compactos). Uso o meu com filho mais velho na pranchinha (ou por cima mesmo do mais novo – que adora a farra), mochila pesada pendurada, bolso inferior lotado e ele aguenta bem o tranco. A única desvantagem é que se alguma lama entrar nas rodas tem que limpar logo senao aquilo seca, as rodas nao giram mais e só desaparafusando para limpar. .
    Ja tive um Chicco Snappy e nao aconselho esses estilo guarda-chuva, achava bem ruim de empurrar e nao deitava praticamente nada. Usei um Quinny Zapp emprestado e ele, infelizmente, tem um problema de tombar fácil.
    Tenho desde o primeiro filho um Bugaboo Cameleon e é o que a gente usa diariamente nas andancas a pé . Ele, por ser um carrinho robusto é meu burrinho de carga, ali vai o bebezao, compra grande do mercado, filho mais velho na pranchinha, bicicletinha pendurada, etc, seja chuva ou seja neve. 4 anos usando e abusando do carrinho e ele continua em perfeito estado. Da marca só nao recomendo o Bee pois acho muito carrinho para pouca roda.
    Se voce nao for andar com o carrinho em trilhas off-road um compacto tipo o Yoyo+ com o moisés é mais que suficiente e mesmo o Yoyo que é o top de linha nao vai custar tanto quanto um carrinho trambolho de uma boa marca.
    Acessórios ótimos de carrinho sao ganchos (grandes, fortes), porta-bebidas, capa de chuva (normalmente vem junto) e qualquer coisa para segurar um tecido (tipo aquelas fraldas enormes de pano que, aliás, sao maravilhosas e multi uso) para cobrir o carrinho do sol (tenho uns prendedores magnéticos, mas prendedor de roupa também serve). Sombrinha nao me serviu para nada até hoje.
    Agora o que eu realmente aconselho é um sling e/ou outro carregador (só cuida a ergonomia dele!) eu só conseguia tomar café da manha tranquila com o bebê atado em mim. Ter duas maos livres é luxo. Meu marido amava, acho que pro homem é praticamente se sentir um pouquinho grávido. Um carregador bom dá para usar até 20 kg (nas costas – do pai, claro), bom para fazer trilhas e afins.

  • Responder Patrícia 13/01/2018 at 10:37 pm

    Paula, eu não quis receber visitas em casa. Preferi o hospital e dei uma dentro. No hospital as visitas só podem ficar um pouquinho e em casa o povo parece que esquece. É muito cansativa essa nova rotina, vc não faz ideia r eu achobque as visitas atrapalham sim. Só recebi uma pessoa, pq não tive como escapar. Tem toda a questão tb da imunidade. Pode crer que tem gente que não se toca.
    Quanto ao relacionamento, muda sim. Todo mundo fica cansado e fica difícil achar tempo pra pensar nos dois. Perdemos a importância frente ao bebê e inevitavelmente o relacionamento tb.
    Quanto ao carrinho, eu vc não vai escapar de em algum momento adquirir um segundo. Foi o meu caso. Comprei um travel system e depois um guarda chuva. Se vc sai demais de carro te aconselho um guarda chuva e um bebê conforto. O meu guarda chuva é o liteway da chicco. Maravilhoso! E serve desde 0 meses.

  • Responder Caroline 18/01/2018 at 3:29 pm

    Deve vetar as visitas no hospital e primeiros dias mesmo, é tudo tão novo, tanta adaptação.
    Hoje dou risada, mas passei uma situação muito constrangedora no hospital quando meu filho nasceu…um casal de amigos foi nos fazer uma visita no hospital e logo depois chegou a enfermeira com o bebê para me ensinar a amamentar, ela simplesmente colocou meu seio pra fora e esse amigo como também teria bebê logo ficou prestando atenção na amamentação…comecei a olhar desesperada para o meu marido que aí saiu com ele do quarto. O que seria um momento só nosso, foi totalmente conturbado.

  • Deixe seu comentário