by Paula Pfeifer Dieta Opinião

Perder alguém para a obesidade

23/10/2016
obesidade

Você imagina como é perder alguém para a obesidade? Minha intenção com esse post não é julgar ninguém, mas sim contar uma história. A minha história. Minha mãe faleceu há 7 meses, e foi tudo culpa da obesidade cobrando a conta. Para quem acha que obesidade é algo super ok, aconselho assistir a este vídeo.

Quando meu irmão nasceu, minha mãe engordou. Depois disso, por um tempo, oscilou na gangorra da dieta: ora encarava o dragão e perdia todo o peso que precisava, ora ganhava tudo de novo. Mais perdia do que ganhava, e em algum momento desistiu de tentar. Alguns meses antes dela morrer, encontrei uma foto nossa: eu de patins com uns 10 anos, meu irmão jogando bola e ela nos vigiando, de camiseta e legging, pesando uns 65kg. Lembro de olhar a foto e pensar: ‘que diabos aconteceu que a a mãe não permaneceu assim?

Não tenho lembranças nossas em atividades ao ar livre, correndo, praticando esportes e coisas do tipo. Quando criança, eu queria muito fazer essas coisas. Me entristecia o fato da mãe não se esforçar pra vencer a guerra contra a balança, não perceber como a gente desejava estar com ela de um jeito ativo e como nos machucava ela não querer voltar a ser a mulher lindíssima que sempre foi. Estar acima do peso nunca trouxe nada de bom nem para a vida dela, nem para a nossa.

E assim foi, até que o tempo passou.

Em 2009, ela completou 50 anos. Fomos juntas a Buenos Aires e as fotos são ótimas. Ela estava gordinha, mas nós caminhamos horrores. Gastamos bastante sola de sapato por quilômetros, dando risada, nos divertindo, aproveitando o momento. Foi tão bom e fui tão feliz naqueles dias. Eles são a lembrança mais bonita nossa juntas que tenho. Voltei de lá pensando no quanto queria viajar com ela pelo mundo inteiro, pois quando estávamos só nós e ela estava bem de saúde e de espírito, nada poderia ser mais legal.

Em 2010, íamos nos encontrar no Rio de Janeiro. Peguei uma ponte aérea e, ao chegar em Congonhas, achei esquisito aquela mulher numa cadeira de rodas que era tão parecida com a minha mãe. Olhei mais de perto e…era ela. Me contou rindo que o joelho estava doendo (era tudo culpa do joelho, always) e achou mais fácil ser empurrada numa cadeira do que caminhar.

Em 2011, completei 30 anos. Fomos juntas para o Chile. Aí, o bicho pegou. Comparando as fotos, não sei dizer quanto peso ela ganhou em dois anos. Ela praticamente não saiu do quarto na viagem. ‘Ah, minha filha, to com dor no joelho, pode ir que vou ficar aqui’. As raras vezes em que saímos, eu ficava p.. da vida porque ela já entrava numa loja e pedia uma cadeira para sentar. Pior que isso só quando íamos ao Barra Shopping em POA e ela pedia uma daquelas cadeiras de rodas elétricas para ‘caminhar’ sem esforço – eu ficava louca da vida!

Em 2012, levei minha vó para uma viagem de um mês pela Europa. A mãe ficou possessa que não a convidamos. Eu expliquei: como alguém que fica mal ao subir um lance de escadas pode achar que consegue fazer uma viagem de 30 dias que requer horas de caminhadas diárias? Não tinha como.

Ela me pedia ajuda para coisas bestas, como vestir um sapato. Quando a gente ia se arrumar pra sair, era um parto: só de vestir a roupa e se ajeitar, dava um suador do cão, tudo era um perrengue. Aquilo de irritava demais, porque beirava o egoísmo. Se você coloca dois filhos no mundo, deveria, no mínimo, zelar pela própria saúde. Mas convencer uma pessoa de que ela precisa emagrecer e está destruindo a si mesma é uma das tarefas mais difíceis que existem.

Assisti a minha periquita comer sentimentos durante 34 anos. E sentimentos têm muitas calorias, que acabam grudando na alma da pessoa e não vão embora nunca mais. Nunca vi minha mãe sentar e comer um churrasco, ou comer uma super feijoada, ou comer feito um porco. Ela tomava muita Coca-Cola, comia muita bolachinha recheada, salgadinhos, bombons e porcarias do tipo. Alimentação saudável nunca foi pauta lá em casa, pelo contrário, sou uma sobrevivente da Bono Doce de Leite e de todas as tranqueiras industrializadas das décadas de 80 e 90.

A gente brigava muito. A mãe era baixinha e a parte do corpo dela que mais crescia era a barriga. Eu dizia: ‘Mãe, perde essa barriga, parece uma terceira pessoa!‘. Às vezes, ela ria e me prometia que faria isso; às vezes, ela me xingava e ficava três dias sem falar comigo. Ver a minha mãe enorme me incomodava demais. Não lembro como, mas uma vez a convenci a ir num cardiologista. Ela foi, mas não me deixou participar da consulta, fiquei no carro esperando. Quando acabou, entrou no carro aos prantos, tremendo, e prometeu que a partir daquele dia seria outra pessoa. E foi! A barriga até entrou pra dentro, mas rápido ela voltou ao ‘normal’. Ela nunca me contou o que o médico disse na tal consulta.

A gente se amava muito. O abraço de urso quentinho dela era a única parte da obesidade que não me incomodava.

Implorei diversas vezes que ela tentasse a redução de estômago. Minha dinda fez a redução, emagreceu, ficou bem – mas nem isso animou a mãe de tentar. Um belo dia percebi que havia chegado num ponto em que não sentia mais vontade de brigar com ela sobre algo que não era da minha alçada. Ela era a obesa, ela se alimentava mal, ela mentia para si mesma, ela não enxergava o óbvio, ela enfiava a própria saúde no lixo. Passei a vida tentando salvá-la, e não consegui. Ela nunca quis, não dependia de mim. Mas não vou mentir, ainda carrego essa culpa: podia ter insistido mais, feito uma intervenção, levado à força no médico. Sei lá, qualquer coisa que tivesse feito com que hoje ela ainda estivesse aqui.

No verão de 2008, estávamos na piscina do clube, quando umas crianças fizeram um comentário que ela ouviu: ‘Mas olha só aquela gorda de biquini!‘. Na hora, deu um sorriso amarelo constrangido mas, depois, chorou. Pode vir o Papa me dizer que está feliz e contente com a obesidade, que não vai me convencer. Acompanhei quase 3 décadas de obesidade da minha própria mãe. Levei incontáveis vezes para o pronto-socorro quando a pressão subia. Fiz muitas coisas sozinha porque ela estava cansada ou com dor. Acompanhei milhares de frustrações banais como o anel que não entrava, o zíper da bota que não fechava, a calcinha GG que ficou pequena, a roupa de festa que não existia. Ela sofria, e eu sofria junto. Ela negava, eu escancarava, a gente batia boca.

Quando a pessoa passa do ‘gordinha’ para o ‘obesa’, a auto-enganação começa. ‘Meus exames de sangue estão ótimos’, ‘Está tudo bem comigo’, ‘Sou gordinha mas não tenho nenhum problema de saúde’, ‘Eu me amo do jeito que sou’, ‘Posso morrer atropelada na esquina, não vou morrer porque estou gorda’. Só que não. Quem convive com a pessoa conhece TODAS as limitações, que vão do joelho às costas, os sapatos que não entram, pressão alta, taquicardia por quaquer coisinha, suador interminável, necessidade de estar sempre sentado ou deitado, caminhar praticamente se arrastando, não conseguir vestir uma roupa ou fechar um sutiã, e por aí vai.

Olhar as fotos do meu casamento me machuca mais do que qualquer coisa: não reconheço minha mãe nelas. Ela estava tão inchada no rosto (foi o mix de obesidade com corticóides) que parecia outra pessoa. Aliás, nesse dia, quase que não participa da festa: levou um tombo no quarto e não queria descer pra cerimônia. Fui pro bar do hotel, pedi um uísque e fiquei rezando pro tempo passar e ela estar lá, pra não correr o risco de não tê-la por perto no meu dia mais importante. Ela estava lá, mas não levantou da cadeira em nenhum momento. Aquilo me entristeceu e me irritou muito, também. Só conseguia pensar: como ela não percebe que assim não dá mais?

Ah, eu estou bem. Ah, eu me gosto assim. Ah, ser gordo não é problema, me deixem em paz. 

Ah, a pqp.

Levei minha mãe para o hospital dia 10 de junho de 2015, direto para a UTI. Ela faleceu dia 18 de março de 2016. Foi tipo uma gravidez ao contrário: durante 9 meses, vi o amor da minha vida definhar, emagrecer forçadamente e perder todos os músculos do corpo sem nunca mais conseguir recuperá-los. No velório, não vou mentir, senti muita raiva: aquele corpo magrinho não precisava ter sofrido tanto. Justo eu, que sempre achei que perderia minha mãe para um ataque cardíaco fulminante, tive que enterrá-la pesando o que sempre sonhei que pesasse. Aquilo acabou comigo. Não fazia sentido. Por que ela não morreu obesa na UTI? Por que ficou 9 meses presa em cima de uma cama perdendo todo aquele peso? E só tivemos esse tempo extra juntas porque ela nunca fumou e nunca bebeu.

Alguns dias depois da morte dela, decidi arrumar os armários para doar as roupas e tudo o mais. Foi então que descobri que sempre fez compras para a pessoa que queria voltar a ser, jamais para a pessoa que era. Uma infinidade de botas de salto alto lindíssimas. Vestidos tamanho M ou G, quase todos com etiqueta. Aquilo me doeu bem fundo. Quem era mesmo que se gostava do jeito que era? Quem era mesmo que não estava nem aí de ser gorda? 🙁

Desde que ela se foi, só apareceu nos meus sonhos magra. E sorrindo. E, de alguma forma, isso me conforta e me traz certa paz. Nos sonhos, ela me olha, linda que só, com a aparência que tinha aos 21 anos. Espero que esteja assim, leve, onde estiver. Chega de peso, de sobrepeso, de obesidade. Deus sabe o quanto odeio essa palavra, que me tirou tão cedo a pessoa que eu mais amava.

Perder alguém para a obesidade é desumano.

Como disse no início, não estou aqui para julgar. Só queria mostrar pro mundo como é a dor ser filha de alguém que desiste dessa luta, que não enxerga o que o sobrepeso faz com a saúde, com a família e com toda uma vida.

180 amaram.

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26 Comentários

  • Responder Cybele Costa 23/10/2016 at 6:23 pm

    Paulinha que lindo! Foi justamente o amor pelo meu filho que me fez bater o pé e decidir que não serei mais obesa, que viverei de maneira saudável para viver muitos anos cuidando e amando meu Felipe.
    Obrigada por colocar em palavras exatamente como eu me sentia!
    Que sua mãe esteja linda, leve e feliz até o dia que vcs se reencontrarão!
    Beijo!

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 03/11/2016 at 10:19 am

      Cy, muito feliz de ler isso!

  • Responder Tassi Barreto 23/10/2016 at 7:26 pm

    Era tudo o que eu precisava ler. Sofro com o mesmo problema em casa, a obesidade de minha mãe, que já vem de anos. Me dói ver que a cada dia que passa, uma dor nova aparece. Apesar de ela ser a pessoa mais amável, mais alegre, eu como filha vejo a tristeza dela. E não adianta falar. Médico? Nem pensar! Obrigada, Paula, por dividir tua dor conosco. Com certeza vou te-la como exemplo para brigar pela saúde da minha mãezinha.

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 03/11/2016 at 10:19 am

      Briga pela saúde dela!

  • Responder Daiane Boeira 23/10/2016 at 7:51 pm

    Voltando a me fazer chorar, minha mãe esta obesa e esse é meu maior medo…perde-la para esse maldito excesso de peso…mandei o texto pra ela, pra q ela tente entender q só quero prolongar a vida dela aqui na terra…😢😢

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 03/11/2016 at 10:19 am

      Dai, espero que o texto ajude!
      <3

  • Responder Marcela de Vasconcellos 23/10/2016 at 8:41 pm

    A sua raiva é legítima, sua saudade, sua culpa, sua dor e sua frustração também são. Só que você não esteve e nem nunca vai estar sozinha, sei que tem um monte de gente que quer teu bem e eu faço parte desse bolo. todo amor que tenho hoje vai pra você. Parabéns pelo grande passo, aos poucos você vai dando outros.

  • Responder Sua egoísta de merda. 23/10/2016 at 9:20 pm

    Puxa querida, eu lamento muito, muito, muito… pelo fato da sua mãe ter tido uma pessoa como você como filha. Você é uma vaca.

    • Responder Larissa 24/10/2016 at 6:58 pm

      Filha, emagrece e deixa de amargura.

      Quando alguém de dizer que estás gorda e se preocupar contigo, não é egoismo, é amor.

  • Responder Pilar 23/10/2016 at 10:21 pm

    Paula, que triste tudo isso. Acho injusto que tenha sido assim, mas por um lado entendo tua mãe, somos só humanos e nem todos somos capazes de enfrentar nossas dores e vencê-las. Tu é realmente muito forte, é incrível ver tudo que tu sofreu e mesmo assim não esmaeceu. Ao contrário, tu é uma vencedora e não naquele sentido clichê dos americanos (não me ocorre outra palavra ou expressão para descrever como te percebo). Acho que tu já falou muito do quanto tua mãe te apoiou e o quanto ela te ajudou a ser essa mulher que tu é. Vocês juntas tiveram muitas lutas e em algum ponto ela tinha que se apoiar, uma pena que tenha sido desse jeito e tenha tido esse desfecho. Acho que o melhor que tu pode fazer pra honrar tua mãe é seguir essa mulher incrível que tu é e ser sempre muito feliz. E que forma linda a que vocês se encontram hoje, e tomara que num futuro quando estejam juntas outra vez seja assim.

  • Responder Mariele 23/10/2016 at 11:12 pm

    Chorei. Me identifiquei.

  • Responder Carol 24/10/2016 at 3:02 pm

    A sina de não saber o que é pior: brigar com a pessoa que a gente gosta pra que se cuidar, pelo bem dela, ou tentar não brigar e aceitar que cada um é responsável e consciente das suas escolhas. Realmente acho que tu não tinha nada mais pra fazer, pois cabe a cada um fazer suas escolhas. E cada um é o único responsável pelas decisões que toma ou deixa de tomar na vida. Um beijo!

  • Responder Vivi 24/10/2016 at 6:56 pm

    Oi Paula!
    Sinto muito pela tua mãe, já escrevi isso algumas vezes.

    Espero que o teu relato sirva de alerta para mães e filhas que passam por aqui. Sou profissional da saúde e travo uma batalha diária contra a obesidade.
    Cada vez que vejo imagens ou propagandas sobre “gordofobia” ou autoestima de pessoas com sobrepeso ou obesidade, fico desolada. Não é questão de estética, não estamos falando de padrão, estamos falando de saúde. E obesidade é um problema de saúde pública, as doenças decorrentes da obesidade são as que mais matam no mundo e diminuem gradativamente a qualidade de vida das pessoas.
    Não quero que ninguém se odeie, ou se puna por ser gordo ou gorda. Desejo sinceramente que as pessoas busquem comer bem, se exercitar e buscar qualidade de vida.

  • Responder Andrea 24/10/2016 at 10:53 pm

    Só quem conheceu a Tizzi entende as tuas lindas palavras. Teu texto me deixou pensativa e ele será útil para muitas reflexões em muitos cantos do mundo! Bjo

  • Responder Rena Almeida 25/10/2016 at 5:02 pm

    Um dos posts mais lindos e sinceros que já li. Obrigada por dividir conosco!
    A cada dia sou mais sua fã!

  • Responder Jucileny 26/10/2016 at 9:54 pm

    olá Paula, tenho uma filha de onze anos que pesa 74 kg. Faço atualmente um curso de técnico em nutrição para entender onde está o erro na alimentação. Jamais desistirei da minha filha, vou tentar sempre e sei que vou conseguir porque desejo muito isto. Voce fez o seu melhor, aquilo que podia, que sabia fazer. Não se sinta culpada porque para ajudarmos alguem é necessário que esta pessoa queira ser ajudada. Mas sofremos muito quando assistimos de camarote todo o sofrimento causado pela obesidade.

  • Responder lucy almeida 27/10/2016 at 1:14 pm

    oi linda, estou passando por isso com uma amiga, com 150 k asma e devoradora de doces.
    esta na uti do hospital do servidor, teve 3 paradas cardiacas.
    saiu do perigo maior, anda de oxigenio direto ha anos e teve de pedir aposentadoria,, e dizia sempre quando
    parasse de trabalhar, enlouqueceria
    soube que ela quer morrer. nao adianta a gente insistir nao escutam.
    lucy

  • Responder Gabriela Bis 31/10/2016 at 12:01 pm

    Como é triste ver a obesidade por essa perspectiva.
    Minha mãe descobriu ser portadora de esclerose múltipla na minha infância, e essa limitação física associada aos hábitos antigos (nunca fiz esportes na infância, sempre comi tudo o que quis, não sei o que é passar vontade de algo…) a tornou obesa e sem consciência do próprio tamanho. Não por estética, que é o menor dos problemas, mas pela total falta de autonomia que ela abriu mão! Hoje quase não encontramos alguém para cuidá-la pelo peso que ela tem e ela simplesmente não se importa!
    Lendo o seu texto me fez pensar sobre como eu lido com tudo isso… e na verdade eu sou uma cópia dela, comedora de sentimentos!
    Por não ter aprendido limites para comer e a importância de atividade física, vivo desde que me entendo por gente fazendo “só o que eu gosto”. Meu medo é que uma hora tudo isso será cobrado.
    Obrigada por compartilhar sua história e suas dores conosco. Suas palavras fizeram diferença no meu dia.

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 03/11/2016 at 10:03 am

      <3

  • Responder Suzana 31/10/2016 at 1:01 pm

    Oi Paula! Meu marido é obeso, não faz nenhuma atividade física, tem esteatose, 33 anos. Já melhorou bastante a alimentação, mas continua ganhando peso, ama doces. O reconheci em várias falas da sua mãe e em outras imaginei quando tivermos os nossos filhos. Já cansei. É um desgaste emocional enorme. Também engordei desde que casei, mas esse ano deixei de ser sedentária e comecei a fazer atividade física. Perdi peso e consegui alcançar minha meta. Os conflitos começaram, mas não a ponto de estragar nossa relação. Vou mostrar a ele seu texto e sei que ele não vai gostar. Te entendo totalmente. É doloroso não ver nas pessoas que mais amamos o cuidado consigo mesmas e é uma coisa que só eles podem fazer por eles mesmos. Mas eles sempre precisarão de nós, do nosso apoio, do nosso amor e isso sua mãe teve e meu marido tem!

  • Responder Lilian 02/11/2016 at 12:27 am

    Obrigada pelo post, Paula! Estou super triste mas foi um tapa pra eu acordar, parece que descreveu a historia minha e de minha mãe, vou pedir pra ela ler tbm! Bjos minha querida, Deus abençoe VC!

  • Responder Silvia 02/11/2016 at 7:47 pm

    Paula, muito obrigada pelo soco no estômago. Estava precisando disso.
    Minha filha nasceu em abril. Engordei 10 kg na gravidez, super aceitável. Mas eu já estava com 93 kg. E, na licença maternidade, engordei mais 5kg! Resumindo: ultrapassei a barreira dos 100, coisa que não acreditei que aconteceria.
    Quero ver minha pequena crescer e quero que ela se orgulhe de mim. Ser um exemplo e companhia.
    Passou da hora de procurar ajuda. Seu depoimento foi muito importante! Obrigada

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 03/11/2016 at 8:30 am

      Silvia, pela felicidade da tua filha e pelo tempo de vcs juntas, retoma a tua saúde!
      Como gostaria que minha mãe tivesse feito isso!
      Beijo,

  • Responder Marielne MG 03/11/2016 at 12:03 am

    Não entendi do que ela morreu e porque ficou 9 meses no hospital.

  • Responder Ana Paula 03/11/2016 at 4:25 pm

    Paula, acabo de ler com lágrimas nos olhos e a sensação de ter levado um soco no estômago. Me identifiquei em tudo o que escrevestes.. Comecei a engordar um pouco antes da gestação, durante ela engordei 22kg. Minha filha nasceu, emagreci e aos poucos voltei a engordar. Hoje me olho no espelho e não me reconheço. Estou fazendo tratamento pra tentar controlar essa minha ansiedade, para tentar emagrecer.. Mas está difícil. Obrigada pelo desabafo. Tudo que mais quero é ver minha filha crescer e poder acompanhá-la em todos os momentos.
    Um abraço!

    • Responder Paula Pfeifer Moreira 04/11/2016 at 9:21 am

      Ana, retoma a tua saúde, é a melhor coisa que você fará pelas duas – e por todas as outras pessoas que te amam!
      Beijos

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