Pequenos Escritos
Pequenos Escritos XXVII
Você me ensinou a cuidar do meu coração. Porque ele bate, as memórias ficam, o sangue corre. Você, do sorriso de criança. Dos olhos verdes e sotaque carregado. Te imaginava todo cérebro – quem diria. Naturalmente, te quis afobada. Beleza e ternura demais, meu bem. Resistir, pra quê? Há tanto tempo querendo, não pedi permissão. E as lições…
Continuar Lendo»Pequenos Escritos XXVI
Por trás das sombras, o que fica? Aparentemente sentimos, aparentemente tocamos. E na tentativa de chegar perto, um abismo. Meus caminhos são labirintos doces. Neles me perco, me encontro, me permito. Não evito dores, apegos, afetos. Mas quero prazer, presença, impulsos. Anseio pelo aleatório certeiro. Que, quando chega, arrebenta. Depois, são novas estradas. Com curvas…
Continuar Lendo»Pequenos Escritos XXV
Alguns poucos segredos não podem ser revelados. Ficam no meio do caminho, ardendo. Aqui e agora ou lá adiante? Quem sabe, tudo a seu tempo. Um sorriso maroto e uma sobrancelha arqueada guardam em silêncio as chaves do meu coração. Ele acha, eu sei. Ninguém desconfia. Erram todas as suposições, perdem qualquer aposta. Pouco importa. Segredos bons são…
Continuar Lendo»Pequenos Escritos XXIV
Não estou contigo. Mas estamos juntos. Me apetece saber que é em mim que pensas antes de dormir. Que sou tua última vontade, que adormeces querendo me encontrar nos teus sonhos. Quero acreditar que te inspiro. Que te comovo. Fecho meus olhos e te imagino a me imaginar. Talvez venhamos a descobrir que somos um…
Continuar Lendo»Pequenos Escritos XXIII
A fumaça de vinte cigarros não dissipa o teu rosto. Um perigo, essas lembranças. Deleite amargo. É o suficiente, por ora? Ou quero mais, felicidade de volta, flashbacks de sorrisos, mistérios, tua voz? Busco as Três Marias no céu da noite – elas ficavam bem na tua janela de madrugada. E assim me sinto próxima, perto,…
Continuar Lendo»Pequenos Escritos XXII
Foi sem roteiro, improvisação total. Tudo novo, coisa de louco. Um frio na barriga, tontura desconcertante. Cheiro desconhecido, pele a desvendar. Não me afobo. Desfruto. Não tento parar o tempo. Aproveito. Não choro a saudade futura. Sorrio o momento. O momento presente, esse cretino. Me olha em tom de deboche como se dissesse ‘mocinha, já tens…
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