Myself

Adeus, mãe

25/03/2016

Surreal. Perdi a minha mãe.

Parece que me colocaram dentro de um liquidificador – não sei o que pensar, sentir, falar. Poucas pessoas conseguiram me confortar até agora, e não que eu espere que alguém consiga. Fiquei sem chão. Minha mãe sempre foi a minha preocupação número 1 na vida, ela vinha antes de tudo e de todos. Nossa ligação era tão forte – para o bem e para o mal – que perdi as contas de quantas vezes passei a noite inteira chorando baixinho desde que saí de casa. Pensando nela, em nós, em tudo o que vivemos e passamos juntas.

Ontem, na missa de sétimo dia, uma amiga de infância que hoje é psiquiatra me disse que fui mãe da minha mãe. E isso é verdade. Por isso talvez essa dor dupla: perdi minha mãe e perdi minha filha. Nos últimos tempos, com ela doente, melhorando muito devagar, sem caminhar, sem sentar, escrevi uma nota no meu celular para mim mesma que reli hoje: “vou ter que abrir mão de ter uma família”. Sim, eu seria capaz de seguir sendo ‘mãe’ apenas da minha mãezinha. Meu amor era desse tamanho.

Quando ela entrou na UTI, passei um mês inteiro ao lado dela, indo em todas as visitas, todos os dias. Quando voltei ao Rio e fui me despedir, ela pegou na minha mão chorando e disse: “Vai minha filha, cuidar das tuas coisinhas. Eu te amo mais que o mundo”.

E ao lembrar disso sinto vontade de desistir de tudo.

Em 2015, lembro de três momentos de um vazio indescritível. O lançamento do segundo livro no Rio, no qual ela não foi, mas ficou quase ‘ao vivo’ comigo o dia todo, querendo saber a roupa, o sapato, o cabelo, o brinco. Me mandou flores. Eu ficava olhando para a fila de autógrafos e esperando que ela fosse chegar de surpresa. Aquele dia não teve um décimo do significado que deveria ter tido para mim. Depois, quando fui sozinha a Belém para o lançamento. Liguei para ela, que me atendeu cansada, não querendo falar no FaceTime, chateada. Lembro de me vestir sentindo um vazio filhadaputa. Esses momentos eram nossos. A gente dividia tudo. Cada alegria era comemorada e compartilhada. No lançamento de Porto Alegre, ela também não foi. E quando cheguei em Santa Maria no dia seguinte, naquela noite ela entrou na UTI. Parece que esperou todos os lançamentos acontecerem para então sucumbir.

Hoje, entre vinho e Rivotril, entre saudade e desespero, comecei a mexer em caixas de recordações. E a primeira coisa que peguei foi uma carta de 01/01/1994, e a primeira frase dizia assim: “Paulinha, eu estou morrendo de saudades de ti e do Dudo, mas às vezes a vida prega umas peças na gente e precisamos ficar separados por um tempo pelo bem futuro“. Entendi como um sinal dela, seja lá onde quer que ela esteja. Assim como também entendi como um sinal agora há pouco quando caiu nos dedinhos do meu pé um troço pesado de madeira na cozinha, logo após eu meter a boca no meu irmão. Ela odiava que a gente xingasse ele, só ela podia.




Eu acredito em sinais. Demais. Recebi uma mensagem de uma amiga que saiu de SM e foi pro Rio meio que na mesma época que eu, e ela perdeu a mãe logo antes de ir pra lá. Ela me disse algo que eu nunca vou esquecer. Que quando viu o caixão da própria mãe indo para o enterro, percebeu que a mãe não estava mais ali. Ela estava agora no coração dela e de todas as pessoas que foram tocadas por ela. Foi como eu me senti. Passei a vida dizendo ‘brincando’ que jamais iria no enterro ou velório de alguém que eu amasse. Quando cheguei no velório da mãe, senti medo de chegar perto. Senti medo que fosse lembrar dela daquele jeito. Graças a Deus pela minha memória horrível. Quase não lembro mais. Só lembro de abraçar o corpinho dela e falar baixinho no ouvido: “Mãezinha, porque tu fez isso comigo?”

Eu estou com raiva do mundo. De mim. De tudo. Não consigo sair da cama na qual ela passou os últimos sete meses. Ela era a pessoa que mais e melhor me conhecia na vida. A gente brigava muito, mas se amava mais ainda. Não sei qual das duas sofreu mais quando fui embora. Nossa última grande conexão foi no Natal de 2014, quando ela me pediu pra ficar com ela um tempinho no quarto. E nos abraçamos e choramos por pelo menos uma hora, uma dizendo para a outra que não sabia como iria lidar com a saudade e o desatino por estar longe. Enquanto ela estava na UTI, uma amiga dela me contou que às vezes ela ligava para ela de madrugada dizendo que achava que estava louca porque ficava olhando para a porta me esperando chegar.

Agora, isso tudo me mata. Fui cobrir a minha avó enquanto ela dormia e peguei sem querer a cobertinha que a mãe usou nos últimos meses. Senti o cheiro, e foi como se tivessem enfiado uma adaga no meu coração.

Eu não sei como vou fazer. De onde a graça da vida vai vir agora. Eu ligava dia sim, dia não, e narrava todo o meu dia e os meus acontecimentos. A última vez que me ligou ela contou que nem criança que estava feliz porque tinha dado dois ou três passinhos com o fisioterapeuta.

Sinto alguma paz quando penso que aquilo não era vida para ela, e que se tivesse sobrevivido teria ficado presa na hemodiálise para sempre. Ela odiaria. Meu desejo é que agora minha periquita descanse. Em paz, coisa que nunca teve nessa vida terrena.

Da minha parte, só me vejo me afogando em memórias, que chegam aos borbotões e acabam comigo. Nós comemorando os 50 anos dela em Buenos Aires que nem duas criancinhas de tão faceiras. Nós comemorando meus 30 anos no Chile e ela chorando porque estava vendo neve pela primeira vez.  Nós dormindo de mãos dadas logo que voltei a ouvir. Nossas infinitas idas e vindas a Porto Alegre. A mensagem que ela me mandou quando eu estava na Alemanha e contei que o Luciano tinha ‘oficializado’ o pedido. A felicidade dela cuidando dos detalhes do nosso casamento. Nós duas de rostinho colado, mania que ela tinha comigo desde que eu era bebê. Nossos infinitos verões em Capão da Canoa. Ela me jogando tarô. Ela me buscando no trabalho, no colégio, na rodoviária, no aeroporto. Ela sendo minha mãe.

Nunca parei pra pensar na morte porque nunca precisei lidar com ela. Na hora em que a mãe morreu, eu estava andando pela rua agoniada com o meu cachorro pra tentar me acalmar, e de repente tive uma visão idêntica à que tive quando ela estava na UTI, mas alguns detalhes foram diferentes. Daquela vez, senti medo do que vi e achei que ela iria partir. Dessa vez, meu corpo gelou e fiquei aos prantos na rua. Meu avô, o amor da vida dela, que se foi quando eu tinha 1 aninho, chegava de smoking na cama onde ela estava e estendia a mão, dizendo “Vem, minha princesa!”. Ela estendia a mão mas quem levantava era a Tizi aos 15 anos, com o vestido de debutante, lindíssima como ela sempre foi. E corria sorrindo e feliz ao encontro do vô.

Vô, cuida da mãe como ela merece. Dá o amor que ela não teve aqui. A gente se vira, mas sei que vou viver esperando o nosso reencontro. Amo muito vocês.

430 amaram.

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46 Comentários

  • Responder Renata 25/03/2016 at 9:33 pm

    Tempo. Tempo. Tempo. Só as boas e lindas melhores ficarão. A dor vai passar e o melhor dela está em ti, tenha certeza!

    • Responder Vânya Pasa 28/03/2016 at 12:33 am

      Paula,
      Sua mãe e você viveram uma amizade e um amor tão lindo, que era sentido mesmo por quem estava distante de vocês. Sua mãe para mim foi uma espécie de musa, ela era a mais linda de todas da minha época aí em SM. Seu avô, um homem fino, educado, muito dedicado à familia…meu pai dizia que o Veras era uma dama! Realmente ele era a pessoa certa pra levar a Tize para um mundo especial, delicado. Retomei o contato apenas pelo Facebook com ela, porque moramos distante agora, depois de muitos anos eu a reencontrei “meio misturada com você”…mas vi que maravilha de mãe e de filha que vocês duas eram uma para outra. Agora não vai ter outra saída: aguentar e esperar que tudo fique menos intenso, que a dor doa menos. O luto demora mas passa, um dia destes você vai conseguir focar na sua vida, fortalecer seus outros vínculos, seus amores que te restaram… e novos também virão para te ajudar a caminhar em busca da felicidade. Aí a Tize vai ser tudo que ela sempre foi para você, mas em pensamento, ela sempre vai te acompanhar de longe e você as vezes vai poder encontrar com ela, por sinais ou sonhos. Falo por experiência própria…tenho estes momentos com o meu pai, que já se foi. Realmente, ela não merecia viver fazendo hemodiálise…para viver é importante ter dignidade e para tal a saúde é imprescindível. Você é uma pessoa forte, vai saber viver sem sua filha-mãe-amiga por um tempo. Força, você consegue! Um abraço carinhoso.

  • Responder Joice 25/03/2016 at 9:44 pm

    Que lindo e triste Paula, me emocionei muito aqui, imaginando esta dor que está rasgando teu coração. Tenha força querida, aguente firme, só o tempo vai aplacar esta dor. Debutei com tua mãezinha, mas sai de Santa Maria e perdemos o contato, até o dia que ela me add no face e nos reaproximamos um pouquinho. Acompanhei todo teu IC, pelos relatos dela no face e vibrei com a felicidade dela e a tua. Paz no coração meu bem. Beijo grande.

  • Responder Larissa K C Schmitz 25/03/2016 at 9:52 pm

    Força Paulinha!

  • Responder adriana ramires machado 25/03/2016 at 10:03 pm

    Só posso dizer para vc muita paz no seu coração, e muita luz para essa estrela chamada de mãe; bjs

  • Responder Carol Juca 25/03/2016 at 10:12 pm

    Perdi
    Minha mãe
    Em
    1.5.15 … E o inicio do seu texto me
    Lembra a relavao com ela… Fui mae da minha mae… Tinha os mesmos sentimentoa que vc… A diferenca é que a minha infartou aos 52 anos e nao deu tempo eu dizer adeus… Adoro escrever, e sei que minha faria bem, como você diz, exorcizar a dor… Mas desde que ela se
    foi não consigo… Tudo o que tenho a dizer: eu te entendo! E queria que as pessoas compreendessem mais…

  • Responder Celina Alves 25/03/2016 at 10:14 pm

    Não existe dor maior que o da perda de quem amamos, eu senti essa dor 5 vezes e 1 delas dói até hoje e acho que vai doer pra sempre, mas ameniza, isso posso te garantir. Vc vai voltar a sorrir, vc vai voltar a ser feliz, mas sempre, eternamente vai faltar um pedaço. Quando vc tiver seus filhos essa dor vai ficar bem menor, mas ainda assim vai estar lá, diferente da que vc sente hoje. Não entendemos muitas coisas, existe muito mistério ainda que ronda a vida e a morte, mas o amor é eterno, o amor nunca vai acabar. As coisas vão entrando nos eixos aos pouquinhos, no tempo de Deus e não no nosso. Estou muito sentida com a partida da sua mãe, eu gostava muito dela embora não fossemos íntimas, mas quando ela solicitou minha amizade no face, provavelmente porque deve ter me visto comentar algo sobre vc, fiquei muito feliz, pois eu amo as mães, as que são mãe de vdd, e a sua era, era mãe no sentido mais lindo da palavra, era nítido o amor dela por ti, e isso ninguém te tira. Sua ficha ainda não caiu, demora um pouco pra cair, parece tudo um grande pesadelo. Se posso te dar uma sugestão, mesmo que nada que se diga agora vai amenizar sua dor, eu consegui me recuperar um pouco fazendo 3 horas de caminhada por dia e chorando muito até as lágrimas secarem, fiz isso 4 meses direto e, nessas caminhadas, eu chorava e conversava com quem perdi e com Deus. Vc vai encontrar forças aos poucos, não em pessoas, mas em si própria e em Deus. Eu oro por vc pra que sua dor não dure tanto tempo quanto durou a minha.
    Bjo enorme no seu coração. <3

  • Responder Paola Beltrami 25/03/2016 at 10:28 pm

    Querida Paula.. Estou em prantos aqui. Muito lindo o que escreveste. Tua mãe foi única. Tantas histórias para contar. Lembro a nossa última festa juntas. Uma festa cigana, fomos de limosine. Nos divertimos muito. Fui visita lá no hospital e ela me prometeu que iria no meu casamento. Infelizmente não conseguiu. Ficarão só lembranças boas, e muitas gargalhadas. Um abraço grande para ti.

  • Responder Anita Durand 25/03/2016 at 10:29 pm

    Saudade é o amor que fica! E tenho certeza que tu nunca vai esquecer da voz dela, pq ela vai sempre estar contigo, na memória, no coração e espiritualmente. Mãe tá sempre junto, em qualquer plano ela nos guia. Sei que esse momento é dificil e cada pessoa tem o seu tempo, mas quando passar, não esquece de viver, pq certamente é o que ela queria e quer pra ti. Fica bem!

  • Responder Fernanda Trajano 25/03/2016 at 10:29 pm

    Paula há tempos não me emocionava tanto em um relato tão sincero. Nunca lidei com a morte mas acho que mente quem diz que vai passar mas mente também quem diz que acabou. Espero que ela continue sempre viva no seu coração! Ela me seguia no insta. Acho que me via curtir todas tuas postagens . Querida! Como vc disse talvez não haja conforto nesse momento mas espero que vc fique bem e vcs mantenham essa ligação, agora por um outro canal. Fique com Deus.

  • Responder Renato 25/03/2016 at 10:30 pm

    Paula, a conexão de vcs duas sempre foi perceptível. Que você consiga transformar essa dor horrível numa saudade boa. Você ainda tem muito o que viver e eu tenho certeza que ela gostaria de te ver sendo muito feliz. Um beijo!

  • Responder Milena 25/03/2016 at 10:35 pm

    Paula, tá doendo em mim! Let her go, sweety!!! Beijo grande.

  • Responder Elisa 25/03/2016 at 10:37 pm

    Chorei litros! Sinto muito por sua perda! Fique bem, bjos

  • Responder Juliana Vargas 25/03/2016 at 10:37 pm

    Oi Paula, tenho 27 anos e minha mãe faleceu há 2 anos de câncer. Passei pelos mesmo processos e sentimentos que vc, e te digo uma coisa, a ficha nunca cai. Mas nada mesmo como o tempo. As vezes nossa vida precisa de uns ajustes, as vezes a missão delas ao nosso lado terminou e que nós já somos fortes o suficiente para seguirmos com as nossas vidas. Nada como o tempo pra nos mostrar isso. Mas elas estarão sempre olhando por nós, nunca duvide disso. E sinais, vc terá sempre, pode ter certeza.

    Fique calma, esse vazio será preenchido pela certeza de que você ganhou um anjo da guarda especial rs!
    Paz e luz!
    Beijos

  • Responder Cybele Costa 25/03/2016 at 10:42 pm

    Chorando aqui emocionada Paula. Nem te conheço mas consigo sentir sua dor pelas suas palavras. Que o tempo te dê conforto. Que o amor de vcs traga seu sorriso de volta e que a vida seja suave com vc para que vc seja feliz até o dia desse reencontro tão feliz! Sinta-se abraçada! Fique com Deus!

  • Responder Lilian 25/03/2016 at 10:52 pm

    Por pior que seja a sua dos, você tem memórias lindas pra te consolar.
    Somente o tempo, esse compositor de destinos, para fazer vc aprender a domar essa dor.
    Ofereço as linhas orações a vc e sua família, em especial a sua avózinha, para que Deus console o coração de vcs e acolha sua mãe, dando a ela paz e descanso.
    Um grande beijo.

  • Responder Tatiana Almeida 25/03/2016 at 10:56 pm

    Paulinha, perdi meu pai menininha, com 11, 12 anos. E a gente tinha uma ligação tão linda que eu senti que ele ia morrer.
    Imagino o que você esteja sentindo.
    Só me resta pedir a Deus que te conforte!

  • Responder Amanda 25/03/2016 at 11:02 pm

    Me emocionei demais… Estou aki com lágrimas bos olhos… Força para vc.

  • Responder Gabriela 25/03/2016 at 11:09 pm

    Também perdí a minha maezinha, só que isso já faz 5 anos.
    Saiba que um dia, essa dor vai passar!
    Voce vai sempre se lembrar dela com muito, muito amor e sim, as vezes o coracao vai dar uma apertada absurda, mas depois de um tempo, voce vai poder entender esse sentimento e transforma-lo em aprendizagem!

    Viva esse momento como quiser e fique em paz!
    Um grande beijo!

  • Responder Bruno Celidonio 25/03/2016 at 11:20 pm

    Ela teve amor sim…ela foi muito amada. Posso te garantir que você amou ela o suficiente! Fez valer cada minuto. E te garanto que ela sempre falou isso, deixou claro…foi o que ela me disse no teu casamento: que ela era a pessoa mais feliz, pq em tão pouco tempo ela te via feliz em constância! Força, xuxu! Nao tem como vc sucumbir, se cada alegria tua fazia da Tizi a pessoa mais iluminada que existe! ❤️

  • Responder Mariana 25/03/2016 at 11:56 pm

    Coração partido querida, chorei e choro contigo.. dói demais a despedida!! te cito uma frase do pequeno príncipe que acalenta meu coração e espero que o teu ‘e quando tiver te consolado – a gente sempre se consola – se sentirá contente de ter me conhecido. Será pra sempre meu amigo. Terá vontade de rir comigo. E às vezes abrirá a janela, por simples prazer. E seus amigos ficarão surpresos ao vê-lo sorrir olhando o céu. E então você dirá “Sim, as estrelas sempre me fazem rir” e eles te julgarão louco’ .. um abraço, meu carinho, meu sentimento, sou testemunha de todo esse amor, ela te via nela e talvez (certeza) quisesse pra ti toda felicidade e conquistas maiores que as dela!! vocês eram e sempre vão ser muito parecidas, agora ela é um pedaço de ti, tu um pedaço dela.. fica bem, fica em paz!! ela tá bem.. to aqui por vocês pro que precisar..

  • Responder Amanda viedo 26/03/2016 at 12:01 am

    Paula!!!
    Morei um ano no Mato Grosso e deixei minha mãe aqui. Tua mãe mesmo de longe e me conhecendo tão pouco me ajudou muito em longas conversas de facebook e palavras de apoio e carinho.
    Uma mulher que tive o prazer de conhecer e embora não convivesse fisicamente tinha um carinho enorme por ela.
    Muita força pra ti e pra teu irmão.
    Que Deus conforte o coração de vocês é que ela esteja sempre a iluminar e cuidar de vocês lá de cima!
    Beijos!

  • Responder Adriana Nunan 26/03/2016 at 12:32 am

    Paula: lindo texto. Realmente neste momento não ha palavras que confortem, mas lembra que existem muitas pessoas que gostam de você e que estarão ao seu lado neste momento tão difícil. Você não está sozinha. Aceita a ajuda e o colo daqueles que te amam e que amavam a sua mãe também. Agora ela mora dentro de você. Isso a gente nunca perde. Se precisar estou aqui. Beijo grande.

  • Responder Sabrina raposo 26/03/2016 at 1:57 am

    Não temos mesmo o que dizer pra consolar… É mesmo um momento inconsolável.. Você provavelmente se sentirá assim ainda muito tempo, respeite isso.. Siga em frente com seus projetos, terás recaídas ocasionalmente até que o espaço de tempo entre elas vai se alargar… Que bom que teve uma boa mãe, que bom que sempre terás boas lembranças com ela.. Que Deus conforte seu coração.. Só Ele é capaz disso.. Seu texto mostra mesmo o quão angustiada estás.. Sinta-se abraçada!! Meus sentimentos..

  • Responder Jess 26/03/2016 at 4:04 am

    Muita dor q sinto lendo isso msmo n tendo perdido a mãe. Mas só de pensar… Fique forte, a vida é bela e continua. Sua mãe estará sempre torcendo por vc! Muito amor q te envio! Bjs

  • Responder Marília F. 26/03/2016 at 7:24 am

    Li seu texto e fui me identificando, perdi minha mãe aos 19 anos, ela tinha 39. Fui mãe também: troquei fraudas, comida na boca, dei carinho e todo amor do mundo.
    Ao contrário de você, não tive meu luto. Acordei no outro dia, passei maquiagem e fui trabalhar. As pessoas não entendiam muito o motivo de eu “não ligar”, eu acreditava que se eu “esquecesse” não doeria tanto. Mas não é bem assim… Quando chegava em casa e tomava banho eu desabava! Parecia que o mundo estava caindo. O meu maior erro foi não ter ficado de luto. Fico feliz que esteja fazendo o contrário.
    Posso afirmar que é uma dor que nunca passa, nós nos adaptamos com a ausência do outro, mas não passa. A ausência é sempre presente, infelizmente. As vezes eu pego o celular pra ligar pra minha mãe, e caio no choro quando lembro que ela não vai me atender. Tudo que eu queria ouvir era sua palavras de amor, ouvi-la chamar meu nome mais uma vez.

    Que Deus lhe conforme! Força!

  • Responder Rosana Maia 26/03/2016 at 10:48 am

    Oi, Paula. Sabe, eu mesma estou passeando por esta estrada tortuosa q vc esta agora a atravessar. Minha mãe, a mulher mais poderosa é emblemática q pude conhecer nesta vida resolveu nos pregar uma peça. Ela foi dormir e assim, como um ser evoluído q era, seguiu viagem. E nos deixou a todos aqui, sem direção, sem chão. Meu pai, q havia vivido praticamente toda a vida dele ao lado dela perdeu o horizonte, o olho perdeu o brilho. Eu e minha irmã, q nunca havíamos cogitado a possibilidade, viramos adultas de repente, aos 43 e 41 anos. A gente teve q virar mãe do pai. E a gente teve q segurar a nossa onda pq afinal fomos criadas pela nossa mãe e a gente não podia fazer feio. Hoje eu te falo q sua mãezinha, assim como a minha, não morreu! Ela apenas mudou de estado: onde era sólido, agora é rarefeito! E ela nesta condição pode estar em todos os lugares, principalmente dentro do seu coração! Serenidade, amiga. É tudo o q posso te desejar hoje! 😓

  • Responder Anelise Stoever Bassotto 26/03/2016 at 1:24 pm

    Paula! Sei bem como é essa dor. A minha relação com a minha mãe era como a de vocês duas e ela partiu quando eu tinha apenas 19 anos. A vida nunca mais foi a mesma pra mim, dizia que nunca iria casar, que nunca teria filhos, porque nada teria sentido sem a presença física dela, mas o tempo passou, casei e tive a minha filha Maria Julia, mesmo nome da minha mãe, e em todos os momentos sinto a presença espiritual dela ao meu lado me dando muita força. Não é fácil, mas o tempo acalma o coração e as lembranças vem a todos os momentos. Fica bem para ela também ficar bem. Muita força pra ti, para o Paulinho e dona Theresinha.

  • Responder Cláudia Souza 26/03/2016 at 3:23 pm

    Nossa!!!
    Chorei….Hoje eu também sou mãe da minha mãe, cada minuto com ela é um minuto a menos…mas não quero pensar nisso agora.
    Nada nem ninguém poderá amenizar essa sua dor, essa sua falta, esse buraco enorme que fica no peito….só o tempo que fará você se acostumar a ausência, mas a saudade será pra sempre.
    Só posso te dizer uma coisa, Chore!!!
    Chore toda vez que sentir vontade, não se importe se alguém irá falar para não chorar, não importa o lugar…se der saudades, se der aperto no coração e a vontade de chorar fluir…Chore, chore e chore muito…essa é a única forma desse vazio ser “amenizado”, um pouco….
    Fique com Deus!!!!

  • Responder Norma Rios 26/03/2016 at 3:39 pm

    Paula! Lendo tua dor, explícita em palavras, dói . Quando se perde uma mãe, fica um “buracão” dentro do peito da gente. Uma sensação muito estranha, entre o vazio e o cheio, de dor. Não vou te consolar, sei disso, pois isso só ela conseguiria. Mas quero te contar o que tu sabe, ela tinha tanto amor por ti, ela tinha tanto orgulho de ti, a Paula, a Paula, a Paula, assim começavam as frases. E os olhos brilhavam, eu admirava o amor q ela tinha nos olhos ao falar a Paula, o Dudo… Olha nessa foto, que colocastes, viu o brilho??? Essa era a TTizi mãe, qq outro brilho não era tão lindo! Como te disse, fiquei chocada, pq a “fortaleza” tinha me contado q estava voltando a andar, que estava melhorando. Me dói, quando lembro da minha visita a ela na CTI, ela chorou e falou: – Não acredito q conseguiram tirar a Norma de casa!
    Mas querida, pela força, pela fé na vida, pela personalidade dela, com certeza ela está melhor! Se tu falas que ela teria q fazer hemodiálise, não seria a Ttizi. Desejo que todos os espíritos de luz, que todos anjos, estejam ao lado dela, dando-lhe a chance de espiar seus filhotes as vezes. TTizi minha querida muita luz e paz. Paulinha que tenhas serenidade, que teu coração enlutado, guarde sempre muitas lembranças maravilhosas, pq vocês viveram muitas coisas juntas! Bjo.

  • Responder Carina 26/03/2016 at 5:16 pm

    Quando vamos à um Jardim colher flores, escolhermos a mais bonita. Assim faz Deus para embelezar o seu Jardim.
    E apenas uma passagem. Cumpriu sua missão aqui. Um beijo querida!

  • Responder Ana 26/03/2016 at 6:08 pm

    Meus profundos sentimentos pela sua mãe Paula. Conheço a sua dor, também já sofri a perda da minha.
    Eu não sei se você é uma pessoa religiosa mas gostaria de compartilhar dois textos com você e um pensamento que me conforta muito:

    “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais tristeza, nem choro, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Apocalipse 21:4)

    “Não fiquem admirados por causa disso, pois está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho do Homem (Jesus) e sairão das suas sepulturas.” (João 5:28,29)

    Acredito que muito em breve poderemos nos reencontrar com aqueles que tanto amamos e que poderemos viver junto a eles em paz, sem tristezas nem dores. Isto não é uma utopia usada como muleta para consolo, como muitos possam pensar. É uma promessa divina, verdadeira e real.

    Fique bem querida Paula, sua mãe está descansando e em breve retornará.

    Um beijo com muito carinho.

  • Responder Andrea 26/03/2016 at 6:42 pm

    Perdi a minha há alguns anos. Parece que foi ontem, assim como meu pai, ela morreu de repente. Ele de enfarto fulminante e ela atropelada em frente ao Barrashopping. Sabe, Paula, pode parecer louco o que vou escrever, mas durante muito tempo eu via as pessoas que tinham a oportunidade de cuidar de seus pais doentes como privilegiadas. Não pude cuidar dela, não pude ir me despedindo, não pude mostrar o tamanho do meu amor. Tudo aconteceu de repente, de repente o chão desapareceu bem debaixo dos meus pés. De manhã ela estava lá e a noite não mais. O que posso dizer é que não passa, ameniza. O tempo suaviza a dor bem aos poucos e me parece hj que foi somente com a perda deles que me tornei realmente adulta e acredite, isso não é pior nem melhor, é apenas diferente. A força virá da lembrança e de tudo que sua mãe ensinou para vc. Confie nisso e viva todas as etapas que precisar viver. Chore, desanime, fique sozinha, se levante e reaja. Tudo a seu tempo pq é assim que é.

    Meus sentimentos!
    Andrea

  • Responder alcione flores do amaral 27/03/2016 at 1:23 pm

    Paula querida, entendo o teu sofrimento. Tu acompanhaste a partida da minha mãe. Pensei que não iria aguentar, mas hoje entendo que Deus e Jesus, em sua infinita bondade, nos abençoam e confortam. Ela deu o que ela tinha de melhor para vocês. Cumpriu sua tarefa. Pensar na Tizi numa cama indefinidamente não é cristão. Ela foi na hora que estava marcada e ainda (mais ou menos) bem. Esquecer a tua mãe não é possível. A gente vai viver com elas sempre. Mas com lembranças doces, como as que citaste. Hoje tu tens uma nova pessoa ao teu lado. Dedica o teu tempo a esta pessoa. Segue o teu trabalho quando sentires que estás preparada. E vamos em frente. Saudade sim, tristeza não. Um abraço.

  • Responder Raquel Machado 27/03/2016 at 11:24 pm

    Paula. Sinto muito, sei bem o que está passando. Minha mãe já fazem 12 anos que me deixou e a dor continua, pior, parece que só aumenta. Que Deus te conforte nesse momento e te muita força daqui pra frente. Lembro da ultima vez em que a vi, ela me disse: Raquelzinha, como tua filha esta linda. Sempre querida, sorrindo. Que Deus a tenha.

  • Responder Renata 28/03/2016 at 10:44 am

    Paula..nem sei o que te falar..mas tenha a certeza de que a morte não existe e o reencontro é certo..
    Fica com Deus.

  • Responder JOISSI 28/03/2016 at 2:03 pm

    Paula querida…se como dou…e essa dor,tenha certeza,um dia se acomoda…nao passa.Aprendemos a conviver com ela..apenas isso…Choro ate hj..5 anos depois q meu pai partiu…as lagrimas vao brotar dos olhos o dia inteiro..todos os dias..e precisamos chorar..para q um dia a dor procure um cantinho e se acomode dentro do teu coraçao….como se acomodou no meu um dia.Um beijo…

  • Responder Mauren 30/03/2016 at 4:14 pm

    Paula querida, sinto muito por vc e por teus familiares.
    Um beijo com muito carinho.

  • Responder Valma 01/04/2016 at 8:43 pm

    Tão lindo e tão triste! Que Deus conforte seu coração e de toda a sua família.

  • Responder Yse Marques 05/04/2016 at 11:43 am

    Não existe nenhuma palavra que te conforte nesse momento. Só posso dizer que lamento demais, mas que Deus sabe o que faz… Li teu texto com lágrimas nos olhos. Um sentimento de mãe e filha é além da vida! Deixa ela descansar em paz, ela merece e tu deve seguir com força e fé! Um beijo Paula, se cuida e que Deus conforte o teu coração!

  • Responder Nana 06/04/2016 at 7:25 pm

    Meu Deus do céu, estou aqui em prantos terminando de ler seu relato e nem sei o que te falar para consolar tamanha dor. Tenho uma ligação extremamente parecida com minha mammy e Deus sabe a dor que senti ao sair de casa para casar. Ela é meu norte, meu tudo, minha rocha, minha força e nem sei o que faria se não tivesse ela aqui por perto.

    Que Deus derrame força e conforto pra você, sei lá de onde. Mas que o tempo te ajude a substituir a dor da perda pela melancolia da saudade.

    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://nanaeosamigosvirtuais.blogspot.com.br

  • Responder Alexsandra 09/04/2016 at 6:49 pm

    Paula querida , não te conheço, na verdade, por um acaso entrei em seu blog e vi sua narrativa de sofrimento com a partida da sua mãe, de fato, nenhuma palavra poderá consolar vc nesse momento, mas um dia essa dor se transformará em saudade e lembranças de tudo que vc viveu com sua mãe, vc lembrará dela com saudade e não mais com esse sofrimento que abate o teu ser. Você certamente não entende o porquê, mas Deus sabe de todas as coisas. É muito difícil ser forte quando estamos em frangalho, é muito difícil pensar em seguir em frente, mas faça isso para honrar a sua mãe, onde quer que ela esteja. Como toda mãe, ou a maioria faz, ela deve ter sacrificado alguma coisa pela sua felicidade então, não deixa que isso tenha sido em vão, quando todo sacrifício dela foi por sua felicidade. Sua mãe continuará viva em cada lembrança sua, nesse momento, não fale dela no passado, fale dela no presente e isso fará com que ela torne pra sempre viva com vc. Entenda, esse foi o tempo que Deus queria que ela passasse na terra contigo, mas Ele precisou dela e a chamou para Si.
    Deus te abençoe.

  • Responder Carla 13/04/2016 at 11:35 am

    Paula, sou leitora antiga, vibrei com todas as lindas mudanças da tua vida. Esse texto me tocou profundamente. Quanta sinceridade, vontade de te dar um abraço. Graças a Deus minha mãe está comigo, passei por um grande susto nesse ano quando ela descobriu um câncer, felizmente, em fase muito inicial, e tive tanto, mas tanto medo de perdê-la, mesmo sabendo que o prognóstico é muito bom. A possibilidade de dar algo errado me deixou apavorada, fiquei nervosa e emagreci, não consigo sentir a sua dor, ela é só sua, mas consigo me colocar no teu lugar , mãe é sagrada, a pessoa mais importante dessa vida. Que bom que tu tens lindas memórias com ela, dizem que lembrar os bons momentos podem apaziguar a falta. Que Deus te ampare nesse momento difícil. Mães deveriam ser eternas… Torcendo demais para que o sol volte a brilhar nos teus dias. Um sopro de carinho no seu coração!

  • Responder luciana santos 11/05/2016 at 11:52 pm

    ola paula, hoje pela manha visitando o seu blog, me deparei com este triste post. Chorei muito, estou no mesmo pesadelo que voce pois, tambem perdi minha querida mãe a apenas 1 mes. Estava sentindo tudo o que esta acontecendo com voce, estou sem chão, a tristeza tem sido minha fiel companheira . Quando voce diz que as vezes chorava baixinho a noite, eu tambem muitas vezes fiz o mesmo, tinha panico, pavor de perder minha mãe, mas infelizmente o dia mais temido chegou em nossas vidas . Paula sabe onde tenho encontrado forca e refugio? Em Deus. Nas horas que acho que não vou suportar, ele me ajuda . Quero te dizer que ele tambem te ajudara, seu amor pela sua, era como o meu pela minha . Ouça um louvor, ore, voce encontrará forças em Deus, assim como eu . Um grande abraco !

  • Responder Fer 21/05/2016 at 8:02 am

    Chorei feito criança, q dor, não imagino a partida da minha nem por um segundo! Muita força, q dor!

  • Responder Desire 09/06/2016 at 5:44 pm

    Caramba…li com lágrimas nos olhos… li pensando em minha mãe… Vou sair do trabalho hoje e ir direto para casa dela, abraça-la, beijá-la, levar um bolinho para tomarmos café juntas e agradecer a Deus por ela ainda estar aqui comigo…

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