Dermatologista

Acne da mulher adulta

09/03/2012

A acne freqüentemente está relacionada ao adolescente. Entretanto, especialmente no sexo feminino, pode manifestar-se na idade adulta com características próprias. O tema foi publicado pela primeira vez em 1942 – e desde então, novos estudos apresentam uma incidência cada vez maior da patologia assim como um aumento na média da idade das pacientes atendidas por esse fim.


Na França, estudos mostram que a acne está presente em 41% das mulheres entre 25 e 40 anos e 17% das pacientes têm lesões inflamatórias.

Infelizmente, a acne da mulher adulta é caracteristicamente recidivante e localiza-se, diferentemente da adolescente, na região mandibular e mentoniana (área da “barba”). A maioria das mulheres afirma manipular as lesões, o que pode levar em muitos casos a manchas escuras e cicatrizes profundas, de difícil remoção.


O mecanismo de aparecimento dessas lesões é o mesmo da acne juvenil. São fatores precipitantes o sol, o estresse e o uso inadequado de produtos cosméticos. Também são fatores importantes a genética, o hiperandrogenismo (aumento dos hormônios masculinos) e o tabagismo.


Algumas evidências sugerem que uma alimentação pobre em glicose e gorduras pode melhorar a acne, bem como o consumo de alimentos que regulam o hábito intestinal (fibras, grãos integrais, produtos como Activia® {ou assemelhados} ou Yakult®).

O tratamento da acne da mulher adulta compreende tratamentos tópicos com ácidos (como a tretinoína ou o adapaleno), peróxido de benzoíla, antibióticos como a eritromicina e a clindamicina, e suas associações. Os tratamentos orais podem ser realizados com antibióticos orais (sendo que nesses casos devemos atentar para a resistência bacteriana), antiandrogênicos (como a espironolactona e a ciproterona), anticoncepcionais orais e isotretinoína (mais conhecido por um dos nomes comerciais, Roacutan®).

Os tratamentos envolvendo novas tecnologias, como laser, radiofreqüência e terapia fotodinâmica, possuem resultados por curto prazo. Porém, os estudos raramente usam outros tratamentos a fim de comparação e são carentes de dados a longo prazo. Não é recomedado o uso desses métodos de uma maneira rotineira, principalmente pelo seu custo elevado.

O mais importante é a avaliação caso a caso e avaliar a percepção por parte do paciente e o impacto da resposta ao tratamento na qualidade de vida do mesmo.”

Dra. Raíssa Londero Chemello
Médica Dermatologista/Mestre pela UFRGS/CRM-RS 27193

16 amaram.

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7 Comentários

  • Responder Ana Ponick 09/03/2012 at 10:28 am

    ain nem fale! na tpm então, surge bastante. Ainda bem que depois dos 20, nós temos mais consciência e sabemos como tratar.

    ;*

  • Responder Priscila Caldas 09/03/2012 at 11:44 am

    Eu fiz tratamento com antibiótico oral e tópico tb. Funcionou!
    Ir ao dermatologista neste caso é indispensável. O problema é resolvido de forma criteriosa e segura.
    Bjuxx
    Pri

  • Responder Camilla F. 09/03/2012 at 12:32 pm

    Ótimo post!
    Tenho 29 anos, pele muito oleosa e rosada e acne nessa região mandibular que a Dra. Raíssa falou. Já fiz peeling, limpeza de pele e antibiotico via oral. Resultado: CONTROLE da acne por um curto período. Agora faço uso de peróxido de benzoíla 10% todas as noites e o resultado está me surpreendendo, diminuiu muito o aparecimento de acne e as já infeccionadas estão “morrendo”. Parabéns por levantar uma questão que a gente acha que só acontece coma gente!

  • Responder Paula 09/03/2012 at 12:42 pm

    Dra. Raíssa é uma fofa… pela primeira vez em muito tempo, estou notando uma diferença significativa na minha pele, para muito melhor!!!

  • Responder greize 09/03/2012 at 6:02 pm

    Não tenho espinhas, mas vou na dermatologista mês que vem , aparecendo manchinhas tipo “pintas” no rosto perto do nariz.E olha que uso protetor solar direto e não tomo sol.
    Qdo ando na rua, e esta mto quente e sol demais esses últimos dias, uso sombrinha, isso mesmo.Ria horrores da minha avó qdo a via fazendo isso e eu era criança.HJ ela tem 80 anos e que pele.
    Seguindo os passos!!!

  • Responder Milis 10/03/2012 at 11:05 pm

    E não é que é verdade… Durante minha adolescência, nunca sofri com acne… Mas as malditas das espinhas têm aparecido agora, nos meus 27 anos… Ninguém merece!
    Beijinhos!

  • Responder Roberta 05/12/2012 at 9:23 pm

    Atravessei a adolescência praticamente sem problemas de pele, mas aos 23 anos comecei a ter espinhas. Desde então, o problema só tem se agravado. Coincidentemente – ou não -, notei alterações no meu ciclo menstrual na mesma época em que o problema da acne começou. Já fiz dosagem hormonal e não foi detectada nenhuma alteração, a não ser uma baixa de progesterona lá pelo final do ciclo. Estou com 26 anos, três espinhas inflamadas e várias marquinhas das falecidas no rosto (agora, todas que aparecem deixam marca). Nesse meio tempo, mudei de cidade, de hábitos de vida e alimentação, o que só piorou ainda mais o problema. Amanhã embarco pra passar férias na minha cidade e minha primeira providência será marcar consulta com um bom dermatologista. Obrigada por abrandar o desespero de quem achava que tinha voltado à adolescência sozinha!

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