Depois de dias maravilhosos em San Sebastián, foi a vez de conhecer Biarritz, no sudoeste da França. Apesar das duas cidades estarem pertinho uma da outra (uns 50km), quem não está de carro se vê encurralado, já que a ida de trem é bem perrengue feelings (são dois países diferentes e não tem trem direto). Optamos por contratar um transfer até lá, já que nossas malinhas eram pesadas demais pra enfrentar as escadarias intermináveis das estações. A viagem foi bem rápida e, se não me falha a memória, o transfer custou uns 30 euros por cabeça, numa van Mercedes enorme e confortável – só vamos abafar o motorista trololó nervoso que foi roendo os cotoquinhos de unha que ainda tinha o trajeto inteiro, arrrrgh.
Não sabia o que esperar de Biarritz, e acabei me deparando com essas imagens assim que botei os pés lá. Foi tipo ‘é sério que vim parar nesse lugar?? Eta Jesus maravilhoso!!’. Abstraindo o fato de estar em território francês, no qual o turista é estuprado assaltado $$$ continuamente e uma Coca Cola custa singelos 5 euros (!!!) em qualquer restaurante muquifo, foi uma das escolhas mais acertadas da trip. Logo que chegamos, fomos dar uma banda pelo centrinho para almoçar e, bobos, escolhemos um restaurante quase em frente às Galeries Lafayette. Pelo óbvio, vocês já devem ter entendido: restaurantes no coração do centrinho estão proibidos. O bife do meu amigo veio cru e o garçom era um grosso – e a conta foi bem salgada por um bifezeco com batata frita. Dali seguimos, putos da cara, para tomar um sorvete. Encontramos uma sorveteria, exatamente na frente da Lafayette, cujos sorvetes não tinham corantes nem conservantes e eram daqueles de comer ajoelhado. O mais legal é que a mulher serve o cone no formato de uma flor, com pétalas de sorvete, e dá pra escolher quantos sabores couberem nelas. Com essa ‘flor’ em mãos, nosso humor melhorou que foi uma beleza!!
Biarritz é um destino de surfistas. Você se depara com eles o tempo inteiro pelas ruas. Optamos por conhecer a cidade no trenzinho cuja primeira parada ficava logo acima do morro da plage du Port Vieux e foi bom pra ter uma visão geral – no meu caso foi ótimo pra perceber que meu lugar ali era a praia em frente ao hotel mesmo, zen, sem surfistas e sem muvuca. Aliás, as praias são públicas! Você vai precisar de um certo aparato: toalha, cadeira, guarda-sol. Mesmo quem é preguiçoso não tem opção porque, diferentemente da Riviera Francesa, não há ninguém alugando essas coisas na orla. Um local muito bonito é o Rocher de la Vierge (estava em reforma quando estive lá), que foi feito para proteger os pescadores em 1865.
Além de surfe, rola um certo glamour, e a loja Hermès instalada em local estratégico é a prova disso. A cidade surgiu como destino dos muito endinheirados, embora nos dias de hoje seja um destino democrático. Quem gosta de jogo pode se esbaldar no cassino. Em Biarritz não há aquela ostentação desesperada da Côte D’Azur, as pessoas são mais low profile e os preços, infinitamente mais em conta.
Escolhi um hotel às pressas e, totalmente sem querer, acabei no único que vi por lá com adesivo indicativo do Michelin. O Hotel Marbella está a alguns passos da melhor praia para quem não surfa: la plage du Port Vieux (das fotos lá do início do post). É uma praia pequena, de areia fina e pedrinhas toleráveis, mar calmo em variados tons de verde e pôr do sol espetacular. Se o seu objetivo é descansar, tomar banho de sol e esquecer da vida, sua praia é essa. Se quiser sensualizar um pouco e fazer people watching, rume para a Grand Plage.
À tardinha, a cidade vai revelando cenas gostosas. Os amigos se reunem nos terraços das casas para beber e bater papo, os restaurantes do porto começam a encher de gente. Se você ficou com saudade do País Basco, vá jantar no Chez Philippe para relembrar as maravilhas da cozinha basca.
Quando ir? Do meio da primavera até o final do verão europeu.
Porque ir? Porque os preços são razoáveis, os surfistas são lindos, o clima é ameno e o mar é estonteante – e fica só a 50km do País Basco.
Indicado para: quem não curte a ostentação da Côte D’Azur e prefere um estilo mais low profile para as férias.

















Que delícia de lugar!!! Fiquei com muita vontade de ir, hehehe, especialmente porque estou morrendo de saudades de uma praia…
Beijinhos!
Um sonho! estou com saudades do verão….. bjoooo
Matando a pau no Viaje na Viagem!!!
Parabéns!
Muuuita emoção ver meu ÍDOLO escrevendo sobre mim!
Beijo peruahhhh
Paula, passei perrengues nas duas vezes que fui à Paris, coca a 8 euros é assalto ou estupro mesmo… e comida ruim e cara pra quem não está com tempo de escolher e entra em qualquer birosca. Podia ser um pouco melhor…
Nem fala, foi a minha quarta vez em Paris e te digo que nao sei se vai haver uma quinta!
:/
Beijo!
Paula, adorei essas dicas! Fiquei com muita vontade de fazer esse roteiro e também de voltar à Lisboa com suas dicas de bares e restaurantes na bolsa… E a descrição do Ricardo Freire sobre seus posts de viagem foi perfeita! Reflete exatamente a sensação que tive ao lê-los. Aliás, descobri o site do Ricardo Freire no início desse ano e foi super útil para planejar nossa viagem à Punta Cana – já indiquei para algumas amigas, agora vou indicar você também.
Beijo
Adorei o blog! Que lugar lindo! Estarei indo pra Paris no próximo mês e achei super legal suas dicas! Quem sabe não dou uma esticadinha até Biarritiz !
Muito legal o post.
Normalmente não me encarno em ir para a Europa visando férias no litoral (aqui no Brasil mesmo tem um monte de opções), mas depois de ler o relato já começo a considerar, rs..
Abs.,
Ótimas dicas!
Estou indo para San Sebastian no mês que vem e darei uma esticada para Biarritz.
As dicas foram preciosas.
Abs,
MUITO LEGAL
Realmente e uma cidade linda pena que tive apenas um dia para conhecê-la, e o motorista do ônibus que nos levou do país Basco para Biarritz foi maravilhoso, pena que eu peguei um frio fora de época lá