Quem lê esse blog há tempos sabe que sou completa e perdidamente apaixonada pelos livros do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu. Minha ‘história’ com ele vem da infância, quando encontrei um exemplar de Morangos Mofados em casa – que, aliás, foi arrancado das minhas mãos na hora porque era livro de ‘gente grande’. Quando soube que “Para sempre teu, Caio F” havia sido lançado, saí correndo para comprar – ou melhor, comprei online mesmo! Fiquei tão feliz quando o livro chegou e vi que era enorme, com quase 500 páginas!! Li devagarinho, não queria que acabasse nunca – isso é tão raro de acontecer comigo, não querer chegar ao final de um livro! Tive crises de choro homéricas (pode??) durante a leitora e me identifiquei demais. E senti inveja (branca, of course) da Paula Dip, porque ela foi uma grande amiga e confidente do Caio. Juro por Deus que, se ele fosse vivo, eu moveria montanhas para ser amiga dele, faria o possível e o impossível para que isso acontecesse. Me senti honradíssima quando a Paula aceitou dar essa entrevista para o blog!


Todas as pessoas que são tocadas pela literatura do Caio gostariam de ter conhecido ele. Como foi ter sido amiga íntima de um dos escritores mais sensacionais que esse país já teve?
Quando convivíamos com o Caio,nos anos 70 & 80, não dava ainda para saber que ele seria um ícone literário de nossa geração. A paixão dele pela escrita era muito evidente e estava presente nos contos, romances, peças de teatro que criava e nas cartas que não parava de nos mandar. Era comovente ver a dedicação dele à sua obra. Mas ele também sofria muito: ser escritor implica num processo bastante solitário, e Caio só foi reconhecido muito perto de sua morte. Nunca teve um tostão e nem um amor duradouro, que era o que mais buscava. Mas ele sempre soube que seria famoso (sempre foi meio bruxo) e que não estava escrevendo em vão. Era maravilhoso ser amiga íntima dele, e às vezes também era difícil, como são todas as amizades; mas a gente esteve perto um do outro nos momentos felizes e também nos mais complicados. Ele era um amigo muito especial.
Caio era tão intenso quanto seus livros, na vida real?
Ele era muito intenso tanto quando se apaixonava por pessoas ou coisas, como quando as detestava.E sabia expressar muito bem suas emoções. Nunca deixava de dizer o que sentia.Ele não tinha emoções rasas…ou melhor, às vezes tinha, é claro, uma espécie de ”humor fútil” muito divertido, que era a cara dele, mas mesmo na futilidade e na hora de falar bobagens ele era intenso, e extremamente engraçado. Mas o outro lado da moeda era igualmente intenso: triste, ele era de uma tristeza tocante, dizia que queria morrer, se escondia no quarto, e ficava lá, morgando até melhorar o humor. Caio viveu apenas 47 anos, mas com certeza foram anos muito intensos em todos os sentidos.
Quando idolatramos uma pessoa, só enxergamos suas qualidades. Na tua opinião, qual era o principal defeito dele e porque?
Caio tinha uma sensibilidade muito aguçada, sofria como poucos, e não sabia valorizar a vida enquanto estava vivo. Ele reclamava de tudo: não se gostava, não gostava de Porto Alegre, nem do Rio, nem São Paulo, reclamava até de Londres, Paris. Nenhum lugar estava bom o suficiente para ele. Reclamava dos amores, dos amigos, dos editores, queria sempre mais. Acredito que ele tinha uma insatisfação permanente com a realidade, que está presente na vida de muitos artistas, e resolvia isso criando mundos paralelos em sua literatura. Ou seja, o defeito de Caio para mim, era ter dificuldade de aceitar a realidade da vida, que nem sempre é agradável mesmo. Ele perdia muito tempo com isso. E essa perda de tempo com reclamações e tristezas ficou muito clara para ele mesmo quando se decobriu doente, portador do virus HIV. Quando a gente peguntava se ele se arrependia de alguma coisa, ele dizia: “Me arrependo de ter perdido tempo“.
Porque você acha que ele acabou nunca encontrando um grande e/ou definitivo amor?
Ele mesmo disse, certa vez, que se encontrasse o amor que tanto buscava talvez parasse de escrever. A falta do amor era o que movia a sua literatura. E de fato, em seus textos, essa busca do outro, da paixão, da felicidade, fica muito evidente e torna sua obra universal e perene. O seu maior caso de amor durou 9 meses: ele não conseguia ir muito além disso. Tinha dificuldade de se entregar e também não acreditava na entrega do outro. Era ciumento, inseguro. Questionava tudo, não era feito para as emoções mais banais da vida: não consigo imaginar o Caio casado por 20 anos com a mesma pessoa. Ele gostava de gente, no melhor sentido da palavra, adorava conhecer, procurar, descobrir e inventar pessoas e personagens. Acho que uma pessoa tão criativa e com essa ânsia de infinito tem mesmo uma certa dificuldade de se envolver de forma mais estável com alguém. Mas Caio teve amigos, inúmeros e grandes amigos, para toda a vida, e a amizade, sem dúvida, é uma forma de amor, que deu muito certo na vida dele! Ele era um amigo como poucos.
Qual é a tua lembrança mais querida dele?
Ah, são várias. Ele sabia presentear, mandava flores, escrevia cartas magníficas, guardei tudo o que ele me deu. Mas talvez a lembrança de que gosto mais, foi a de uns dias que passamos juntos numa casa de praia que eu tinha no Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele adorarava o mar. Nossa amizade sempre foi mais urbana, de trabalho, de sair à noite, nunca havíamos passado um tempo assim juntos, dividindo a mesma casa. Minha filha era pequena, e estava conosco. Ele era muito discreto, elegante, suave, fácil de se conviver. Fizemos longas caminhadas pela praia, rindo muito, falando mal dos outros (ele adorava isso)e fazendo nossas confidências.Acendemos a lareira à noite, tomamos conhaque, que ele amava. Era Julho, acho. Foram dias inesquecíveis.
Conta pra gente uma das coisas mais bonitas – e sábias – que ele já te disse.
As coisas bonitas e sábias que ele disse a mim e a outros amigos, estão todas no meu livro, PARA SEMPRE TEU, CAIO F. , da editora Record, que acabo de lançar e as pessoas estão gostando de ler. Isso me emociona muito, pois meu livro é uma forma de manter viva a memória dele e da nossa geração. No livro relato com detalhes nossa amizade e faço um perfil afetivo dele. Caio dizia coisas incríveis, sempre, como por exemplo a frase que está no início do último capítulo do livro: “A gente passa a vida inteira achando que é imortal”, ou a frase “Rejeição, sentimento contra-mão”, que não é dele, mas ele dizia sempre. São coisas quase óbvias, mas ele as usava de forma profunda. Sabia brincar com as palavras. Ele também dizia coisas engraçadas, como inventar apelidos para as pessoas, e criar palavras que formavam um verdadeiro léxico particular, tais como “lasanha”, “saia justa”, “naja”, entre outras. Eu adorava quando ele encerrava as frases dizendo : “E tudo e tal…” como se estivesse meio distraído e não tivesse mais nada a acrescentar.



Para participar dessa promo, basta deixar – apenas nos comments deste post – uma resposta para a seguinte pergunta : “O que você gostaria de dizer ao Caio Fernando Abreu, se pudesse?” A autora escolherá a vencedora, que será premiada com um exemplar do livro “Para sempre teu, Caio F“. Aceitaremos inscrições até o dia 23/08!! Participe!
Be the first to like.
Como nunca li nenhum livro dele, conheço só pelo que vc fala e por algumas citações do twitter que eu sigo por sua indicação (e adoro)…acho que a primeira coisa que eu falaria com ele, se pudesse seria:
“Conheço uma pessoa que é sua fã!! Ela escreve um blog e vive falando de vc!! Posso marcar um encontrinho pra ela te conhecer??”
kkkkkkkkkkkk…
Beijooooooooo
Eu nunca realmente li um livro dele mas gostaria de ler. O que já li foram apenas trechos de livros, frases e passei a gostar e usar as frases no dia-a-dia.
Bom, eu gostaria de ganhar o livro e assim poder dizer que sou fã dos livros dele.
Se eu pudesse dizer uma coisa para ele eu diria para ele continuar escrevendo pois seus livros servem de inspiração e alento para vários.
Bjs
“Aos caminhos, eu entrego o nosso encontro.”
Acho que eu faria uma pergunta: Caio, é possível aprender a ser menos intenso ou essa ânsia que existe dentro da gente nasce, vive e morre conosco, perpetuando-se para todo o sempre?
Caio, ainda não te conheço, mas estou ansiosa por isso, e o livro da Paula seria um bom começo, você não acha?
“O que você gostaria de dizer ao Caio Fernando Abreu, se pudesse?”
Caio, obrigada por me desvendar e me traduzir em palavras.
Caio,não te conheço,mas quero conhecer através do livro…Quero saber sobre tua carreira,de sua vida em si!
Eu escreveria:
Caio,
a gente trata a vida com muitos “quases”, eu quase consegui, quase fiz isso, mas quem quase morreu viveu e quem quase se apaixonou não se apaixonou de verdade. Obrigada por essas histórias, que nem que fosse num mundo paralelo ao seu, me deram sensações e emoções as quais eu pude me entregar e vivê-las totalmente.
O que eu diria pra ele? O que eu diria? Uau! Bom, se o Caio aparecesse pra mim, feito anjo, se eu conseguisse balbuciar alguma coisa, claro que me valeria da spalavras dele memso e diria:
“Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança.Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.” aliás, eu ia dizer a ele que eu quero sim, quero esse livro, pra conhecê-lo ainda melhor! Adoooooooooooooooooooooro o Caio!
Arrasou, Paulinha!
Eu diria para o Caio:
Trimmmmmmmmm… (telefone tocando)
- Alou. (Caio)
- Irmão, sou eu. (eu)
- Não posso agora, estou ouvindo Billie Holliday e tomando um conhaque com ela.
- Preciso de suas palavras confortáveis e doces!
- Hoje estou mais azedo que jiló perdido.
- Mas eu tô mals, C.
- Toma uma garrafa de conhaque, coloca o disco do Caetano e chora.
- Mas não aguento mais chorar!
- Vezenquando isso acontece, chèrrie. Vezenquando.
- Te amo assim mesmo, jiló.
Tutututututututu… (telefone desligado)
O Caio é foda. Nem para ler “Para uma avenca partindo” para me consolar. (Eu pensando).
Obs: Porque se o Caio fosse vivo eu seria íntima dele, tenho certeza.
Que engraçado temos algo em comun.. Caio ando comigo por todo canto. ele veio ate morar nos Estados Unidos.
Bem eu falaria:
“caio, a verdade da visíveis da vida são efemeras, as invisíveis são eternas, como a saudade.”
Manu
Ain, morri. Confesso que sempre leio o blog mas tenho vergonha de comentar. Caio F, mais que nunca, é o que eu tenho lido. Sempre fui apaixonada pelos contos dele, tenho todos. Já chorei muito porque na maioria das vezes parecia que ele consegui traduzir com todas as palavras aquilo que eu sem sucesso tentava dizer.
Bom, o que eu diria é:
“Caio, só se pode encher um vaso até a borda. Nem uma gota a mais.”
ô paula, pode ficar quietinha e só olhar bem fundo nos olhos do caio? isso diria muito mais que só uma frase… :’)
:*
Muito Obrigada! As suas palavras cresceram em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se elas fosse apenas uma semente e você as plantasse dentro de mim.
bjos.
Obrigada por me fazer descobrir sentimentos ao ler suas palavras.
“te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo.
a escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. um retrato enorme de Virginia Woolf. e posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. umas reproduções de Picasso. outras de Da Vinci.
um biscuit com um pierrô tão patético. uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. todos os meus pedaços aqui. e você não me conhece, eu não conheço você. te escrevo por absoluta necessidade”
c.f.abreu
Fique tranquilo, Caio.
Não és uma naja!
És uma lasanha!
E eu amo o teu garotismo
E eu te amo!
E eu te entendo.
Sou s u p e r fã do autor..
Raramente comento em blogs mas fiz questão de responder essa, rs .
Bem, eu diria..
” Caio, se me permite parafrasear…
Gosto (muito) das tuas histórias. E gosto da tua pessoa( que não conheço, embora pense que você me conhece e muito bem) . Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto. ”
Bem, é isso .
Beijos, sucesso com o blog!
“O que você gostaria de dizer ao Caio Fernando Abreu, se pudesse?”
- Caio, alguma vez você suspeitou que poderia viver, além da vida, dentro de outra pessoa? É metade da minha alma. E vive.
“Para sempre, tua fã!”
Que sorteio bacana!
Se pudesse, eu diria a ele:
“Caio, as nossas palavras e ações diárias são as mensagens espirituais que deixamos ao mundo…e o que vem da tua alma nos surpreende de tantas formas, porque você é assim…vários no mesmo…um mundo que não cabe dentro dos espaços físicos que conhecemos. Você é imortal sim cara, só não se deu conta disso ainda.”
Caio, voce sempre teve razão. O mundo não é mesmo bom o suficiente para quem transcende o universo parco das massas. A ignorância é um acalanto. E a sabedoria um grande sofrimento. Agora, na espiritualidade infinita, voce vai encontrar a paz de que precisa.
c/ amor.
A minha pergunta seria:
Caio como você gostava muito de presentear, ouve algum cartão que você escreveu que o marcou demais, ou seja, o emocionou muito?
Abraços,
Eternamente, Eliana.
“Existem realidades que nunca seremos capazes de escrever ou falar sem o recurso da arte! Por isso, a arte não precisa ser racional, ela não pode ser racional… ela apenas é ARTE!!
Você é arte, respira arte!”
Caio, tu é o cara. Me arrepia. Me revolta. Me encanta. Tu é tudo. E de tudo um pouco. Um fenômeno natural. Não um fenomenozinho qualquer, mas um daqueles de grau 6 na escala Saffir-Simpson. Deixa marcas por onde passa. E por onde te passam. Enlouquecedoramente apaixonante, intrigante, tu é ao mesmo tempo verdadeiro e surreal. Pau-ferro e reconfortante. Leio pra ficar com raiva, leio pra me inspirar. Leio pra passar o tempo, ou quando quero que ele pare. Pra querer o amor, mesmo sendo ele essa imperfeição. Tu é o cara…
Caio,
A sua inquietude me inspira , lendo-te, leio-me.
Por gostar demais de Caio e saber que vc também o ama e adoraria ter tido a oportunidade de conhecê-lo (mas nunca cruzamos nossos caminhos) ao encontrá-lo apenas citaria outro grande e saudoso escritor e poeta apaixonado: o nosso Vinícius, que sabiamente disse: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”….
“O que você gostaria de dizer ao Caio Fernando Abreu, se pudesse?”
eu gostaria de dizer que eu sou fã dele desde pequena e sempre que posso compra os seus livros compro e tem uns que eu pego na biblíoteca mais fui na
biblíoteca e não tinha ”Pra sempre teu, Caio F” e por isso a minha mensangem pra ele é: Que ele me inspirou a escrever livros!
Olha, Caio, senta aqui! Quero te dizer que é estranho te ver real. Sempre pensei que foste eu e eu foste tu. Tanto chorei te lendo, tanto descobri te sentindo e agora, que estas aqui, penso que talvez a gente nem precise mais das letras, das palavras, de pensamentos.
Caio, meus morangos estão mofandos… Estou lambendo a sola do fracasso…
Meu Escorpião já traçou um dos Gêmeos, estou me transformando em uma geminiana de uma cara só… A vida é cansativa demais para os impacientes…
Alegrias fartas pra ti (vc há de abundar alegria por onde passar)
Bjo no joelho,
Lila Lee (meu nome de pax)
Caio, meus morangos estão mofandos… Estou lambendo a sola do fracasso…
Meu Escorpião já traçou um dos Gêmeos, estou me transformando em uma geminiana de uma cara só… A vida é cansativa demais para os impacientes…
Alegrias fartas pra ti (vc há de abundar alegria por onde passar)
Bjo no joelho
Não conhecia o autor…
E apesar de estar sempre aqui no Sweetest, não lembro de ter lido post seu sobre ele.
Enfim, como não o conheço muito, pela entrevista percebi que ele era intenso, verdadeiro, e até, talvez, perdoe-me a audácia, parecido comigo.
Se eu o tivesse conhecido, conhecido MESMO, talvez eu falasse pra ele pra que ele não perdeu o tempo dele, e mesmo que tivesse perdido, não teria problema. A vida não é nada, ao mesmo tempo que é tudo. Nós somos um sopro, estamos vivendo e de repente, “acabamos”. Que ele continuasse sem amor, porque a inspiração vem da falta de amor. O gostoso da vida é sofrer por amor. Caio viveu como teve de viver. Não haveria de ser diferente.
“Qual livro teu, vc achar o melhor? Qual vc indicaria pra quem ainda não eu nenhum livro da tua autoria?”
Inaiá Padilha
inaia@ymail.com
Caio, como você consegue descrever sentimentos tão profundos, que nem mesmo eu consigo definir? Parece que seus livros foram feitos sob encomenda pra mim, como se você pudesse enxergar meu interior.
“Na minha memória – tão congestionada – e no meu coração – tão cheio de marcas e poços – você ocupa um dos lugares mais bonitos.”
“O que você gostaria de dizer ao Caio Fernando Abreu, se pudesse?”
Só você me entende! Porque?
Eu diria: ” te vejo em outra vida, quando formos gatos”
ACHO, QUE ELE DEVERIA SER UMA PESSOA DEBOCHADA NÃO? SE CHEGASSE E FALASSE QUE ELE ERA O MÁXIMO IRIA RIR,NÃO ACREDITAR, TAMBEM ACHO QUE ESTA DOENÇA APARECEU PARA NÃO TERMOS UM MUNDO MELHOR, PERFEITO COM PESSOAS PENSANTES AO NOSSO REDOR,SINTO MUITO TODO DIA,NÃO A MESMICE E SIM AO NOVO, VIVA CAIO.
Ficaria muito feliz em poder conhecer a sua obra e desde já agradecer por fazer esta promoção que é importante pois distribui conhecimento para quem não tem condições de adquirir livros.Meus Cumprimentos!
eu diria: “que seja doce…”
Acho que de todas as promoções que você já fez aqui, essa é a melhor, não só por ser um livro do Caio, mas por ser a sua xará Dip que vai escolher a vencedora.
Se o Caio fosse vivo eu ia querer dizer muitas coisas pra ele, mas acho que seria um encontro como o que ele teve com a Clarice Lispector, eu sentiria algo muito forte e intenso, mesmo que ele não fosse o CAIO FERNANDO ABREU e aí seria difícil me expressar em palavras. Caio pra mim é o que tem de mais bonito na literatura brasileira, é o que me compreende de todas as maneiras, sempre tenho um trecho dele na manga pra me consolar ou consolar alguém, pra me fazer pensar ou pra simplesmente agradecer. Acho que agradeceria muito a ele por ter escrito tanto, e publicado, por ter sido realmente verdadeiro e possibilitar encontros de almas para os leitores!
Nossa, todos os dias antes de dormir eu penso em muitas coisas pra dizer ao Caio! O quanto ele mudou a minha vida, o quanto eu aprendi com tudo que ele disse… eu costumo dizer que Caio Fernando Abreu é minha religião. Minha primeira tatuagem será “que seja doce” em homenagem a ele. Então, se eu tivesse a oportunidade de encontrá-lo, sonho que eu já tinha antes mesmo de ele morrer (e olha que eu tinha dez anos em 96!), muitas coisas passariam pela minha cabeça! Mas, no fundo, acho que nenhuma palavra ia ser suficiente, então eu diria apenas obrigada e deitaria no colo dele, sabendo que assim como Júpiter encontrou Saturno, um dia eu o encontrarei e colorirei a minha história!
Diria o seguinte:
“Já vivi a Adelina de “Sapatinhos Vermelhos” em cena e tenho certeza que você estava lá, na primeira fila… Um arrepio, uma dor contida, um estravazamento, uma certeza!”
Sou atriz e o meu encontro com a obra do Caio foi mágico, ainda o é. Conheci o Luciano Alabarse e fiquei ainda mais apaixonada pelo Caio diante do que o Luciano falava, do Caio na intmidade, da convivência dos dois… Ele simplesmente preenche minha alma, me deixa “parada, pateta, sentada num bar…”. Amo o Caio.
Diria o seguinte:
“Já vivi a Adelina de “Sapatinhos Vermelhos” em cena e tenho certeza que você estava lá, na primeira fila…”
Sou atriz e o meu encontro com a obra do Caio foi mágico, ainda o é. Conheci o Luciano Alabarse e fiquei ainda mais apaixonada pelo Caio diante do que o Luciano falava, do Caio na intmidade, da convivência dos dois… Ele simplesmente preenche minha alma, me deixa “parada, pateta, sentada num bar…”. Acho que se o visse, olharia para ele com encantamento de criança…
Ainda não pude ler nenhum dos livros dele. Mas sempre ouço falar dele pela Carol Teixeira.
Lendo as respostas da Paula sobre ele, me lembrou bastante o Cazuza, um dos caras que eu queria muito ter conhecido!
Bom, eu diria que o que mais chama atenção nas pessoas é a intensidade. Conheço poucas pessoas assim, e as acho fascinante por isso. Gosto de pessoas que se expressão através da escrita, e que com certeza ele devia ser um cara fascinante. Por não ter medo de expressar seus sentimentos, e por gostar de viver dentro do que ele julgava bom, mesmo que para os outros isso não fosse a mesma realidade.
[II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente.]
Guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
É Caio, assim sem mais nem menos, de repente você mudou minha vida..
“Obrigada por me livrar tantas vezes dos poços e becos de mim mesma”.
*Essa promoção é linda, parabéns.
Eu diria: Agradeça à sua mãe por mim, por ter te trazido ao mundo.
“Você mudou a minha vida, depois de tuas palavras ela é, sem dúvidas, doce…”
Eu diria: Queria poder viver a vida tão intensamente quanto você viveu…
Em busca de inspiração, encontrei à sua obra literária. Parabéns pelo seu ótimo trabalho.
“Pra sempre tua, Caio.”
CAIO …
EU CAIO E LEVANTO …
SE EU CAIO…E PORQUE ME ENCANTO…
TUAS PALAVRAS SEMPRE ME FORAM PROFETICAS OU MAIS QUE ISSO VC PSICOGRAFAVA MEUS SENTIMENTOS DAS DECADAS DE 80… AO SOM DE SMITH,CURE ,U2,LEGIAO,TITAS ,VC LITERALMENTE UM DOS MEUS ICONES VICERAIS E DAS ENTRANHAS DO RISO , DO CHORO DO MEDO DO AMOR E SOLIDAO MAS DA PAZ E AMOR …
CAIO VC E UM ANJO DA GUARDA DOS ANOS 80
A DECLAMAR NOSSOS SENTIMENTOS NA NOSSO OUVIDO COMO SE A PENETRAR NAS NOSSAS MENTES E CORAÇOES…NUMA ENIGMATICA PROFECIA …E ESCREVENDO NOSSAS EMOÇOES COMO SE A DECOBRIR NOSSOS SOMNHOS E INQUIETUDES …CAIO ICONE , ANJO …E UM DEUS DA NOSSA LINDA JUVENTUDE ….
Acho q tu foste a pessoa mais plural q conheci…. Talvez conhecer seja uma distancia muito vaga entre o conhecer e o ler, mas acredito que tuas palavras resumiam o quanto tu era vários dentro de um só. Sempre a procura daquele sentimento “i want more” nas situações, na vida. – sempre a procura de algo que nem tu sabias o que realmente era…
Acredito que seja por esse teu sentimento inexorável e plural q me apaixonei ‘literaturalmente’ por ti. Tuas palavras vão muito mais além do convencional e é por isso e por muito mais, que minha paixão por ti rompe essa barreira ilusória de morte e vida. – uma paixão de toda hora, uma ligação de almas.
Obrigada.
-Não presto pra fã, só pra amante. Mas que ainda seja doce, sete vezes.
-Não presto pra fã, só pra amante. Mas que ainda seja doce de algum jeito, sete vezes.
” A maneira como você escreve , suas palavras , seus sentimentos,
entram em minha vida , como uma resposta para tantas duvidas ,
como um alento para meu coração”.
[...] Inscrições aqui: http://sweetestpersonblog.com/2009/08/13/paula-dip-autora-de-para-sempre-teucaio-f/ [...]
eu diria à ele: “abracei a minha loucura antes que fosse tarde demais e agora estou aqui, com você à minha frente, a minha loucura em pessoa e quero abraçar-te…”
Lembro de ler em algum lugar uma frase dele, em que ele dizia que gostaria de ser amado pelo que ele escreveu.
Eu diria: “Caio, você é amado.”
Nunca li um livro dele , olha qe faço jornalismo heem
, mais vamos la…
‘Estimado Caio ,
Apesar dos pesares , voce provou em um tempo qe ja se tornava dificil , qe o ser humano e dotado de sentomentos puros , qe se corretamente expressados , poderiam trazer a grandeza ao ser humano. muitas pessoas do seculo XXI deveriam sim ler seus livros , para repensarem um pouco mais em seu modo de viver . Sou tao intensa qnto voce Caio , e gostaria de poder ter algum tipo de relação contigo.
Atenciosamente ,
admiradora secreta
‘Diria vou abrir a roda das encarnações pra voce , pqe voce merece voltar . :*’
Farei minhas as suas palavras:
“Abraçe a sua loucura antes que seja tarde demais”
Minha alma te reconheceu no dia que Júpiter encontrou Saturno… e desde então, sou para sempre teu!
Se eu encontrasse Caio F na minha frente, nossas almas se reconheceriam e eu ficaria olhando… admirando… apenas acompanhando os movimentos dele… pois ele já dizia que ‘no momento-quando não acontece nada dentro dele’, apenas viveria a presença iluminada deste ser! …e seria doce!
O que você gostaria de dizer ao Caio Fernando Abreu, se pudesse ?
Eu declamaria para ele uma modinha de Dorival Caymmi que adoro muito.
…” Eu nasci assim
Eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim…”
Esse é a essência de ser simplesmente Caio F.
Minha vida se resume em a.C e d.C (antes e depois de Caio), então lhe diria:
Caio, querido! Eu e você somos sobreviventes deste deserto de almas, pois as nossas se reconheceram quando peguei teu livro pela primeira vez… assim a aliança foi concretizada! Neste momento, Júpiter encontrou Saturno e passamos a sentir juntos os gostos dos Morangos Mofados da vida. Mas você me ensinou a acreditar naquela coisa chamada ‘impulso vital’, e a partir de então, desejo todos as manhãs (7 vezes para dar sorte): ‘que seja doce’…
Obrigada!
Para sempre tua, Mari.
Eu diria para ele que acabei de ler coisas tão interessantes a seu respeito que fiquei com muita vontade de conhecê-lo melhor.
Que seja doce…
Trago vários livros de Caio como fossem meus consultores emocionais particulares. Às vezes, cito uma ou outra passagem sua, como se fosse dito por um amigo, que certa vez me trouxe um conselho sussurrado num bar esfumaçado, sobre algo que eu não teria coragem de contar a mais ninguém. Como na minha imaginação, se ele ainda estivesse entre nós, perguntaria, “diga então, Caio. Valeram mesmo a pena? Todos esses amores, os dissabores, nem tantos pudores nessa vida nada econômica? Devo eu buscar um cantinho confortável, sem pressa pra ver tudo, sentir tudo, tocar tudo, despida daquele medo desesperado decriar bolores nesse tipo de vida nada instantânea?”. Ele daria então uma risada alta, um belo e carinhoso tapinha na cara e diria “Vai viver, menina, que é o melhor que fazes; mesmo que a tua vida seja cercada dessas rimas pobres e fracas, que é melhor que viver no singular e sem rima alguma”.
Eu falaria: “Caio, tenho todos teus livros… mas me dá um autógrafo neste livro “Para sempre teu, Caio F” que a Paula Dip escreveu sobre ti e que ganharei na promoção do sweetestpersonblog? Obrigada”
É Caio, continua à procura de você mesmo. Sempre.
Eu sei que assim como eu anda nos mais diversos lugares e possui estranhos sentimentos que se alternam. Somente nós, que não nos consolamos com o simples olhar para as coisas da nossa vida, precisamos matutar pelo que há por trás de todas essas reações humanas, inclusive as nossas, o tempo todo. E como as coisas sempre mudam, continuamos nessa constante busca da verdade sobre nós mesmos.
Mas não se ofenda com a minha simplória observação sobre você, aliás, sobre eu e você, quero dizer só sobre a vida…
Melhor mesmo é me calar e te escutar!!
com carinho…
Luciana.
aimmmmmm
acabo de postar as 23:19 do dia 23 e aparece como se já fosse dia 24.
Oi, estou no aguardo ansiosa para o resultado da promoção. Até quando sairá o resultado?
Diria a ele que foi um dos caras mais incríveis que já existiu, que me vejo nele, como em um espelho, em relação à personalidade.
Obrigada por um dia ter escrito por mim: “Frágil”, mesmo sentindo o mesmo as vezes, eu nunca conseguiria organizar as palavras com tamanha perfeição.
E usando suas próprias palavras: “sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir. Voltar, depois, quase impossível.”
Mesmo não voltando, sabia que você se eternizou entre nós através dos seus pensamentos tão bem descritos e escritos.
estava passando por prateleiras de uma livraria, estava pensando, triste, e só. Não tinha nada pra fazer nas quase 2 horas a frente. Fiquei a olha livros, porcurando algo bom pra se ler, algo pra passar o tempo. Algo pelo nome me chamou atenção, era um nome, o meu estenpado na capa de um livro. A principio o pguei apenas pra ver do que se tratava, mais ai então em poucas linhas conheci alguem que pelo que escrevia era amado e respeitado. Caio F. era o nome, e assinatura, li por cerca de 1 hora, pois se podia fazer isso. Fiquei realmente encando pelo que li, mais o tempo passou e a minha ora chegou. Sai dali e não mais o li. Penso em voltar para le-lô novamente, talvez um dia, talvez inteiro não sei. Era alguem q não conhecia, mais passei a desejar conhece-lô… Excrevi por voltade de expor esse fato, um livro deixa de se livro quando se lê , e passa a ser uma vida, quando se entende…
Não sei quem é esse tal Caio F. , nunca tinha ouvido falar , na verdade sou praticamente um ignorante literário , gosto mesmo é de televisão e me lembro com saudades do programa da Paula Dip no Paulista 900 , era inteligente mais leve ,sem ser “intelectualoide” , além de divertido , passava uma espécie de intimidade com o público , pena que saiu do ar .
Diria simplesmente.
Caio Fernando Abreu
Quem me dera, ser digna de psicografar palavras tuas…
temos tanta coisa em comum, temos amigos únicos, uma vida cheia de alegria. Será que se juntassemos todos os amigos mais loucos pra tomar uma dose a mais de uma vida cheia de acontecimentos únicos, deixaria a nossa vida ‘mais doce’?
@tammuzs http://sweetestpersonblog.com/2009/08/13/paula-dip-autora-de-para-sempre-teucaio-f/
Que ele (assim como uma fã incondicional dele, a Paula rss) sabe passar em palavras muito bem os sentimentos mais intensos, as coisas obvias da maneira mais profunda. E ia pedir um beijo, uma foto, um autógrafo e ia dizer “É por pessoas como vc que o mundo fica mais interessante!”