Sobre a morte

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Vi uma parte do documentário sobre a vida da Farrah Fawcett (acho que foi no GNT) e me toquei quando vi ela dizendo : “Eu não quero morrer! Eu quero ficar viva!“.

Tenho a mesmíssima sensação. O tempo todo. Tomara que Deus me deixe viver o suficiente pra realizar vários sonhos e conhecer muitos dos lugares que ainda faltam. Não vamos pensar na morte porque a vida é ligeira. Não me interessa pra onde vou depois. Tem um coração que bate enlouquecido aqui dentro, querendo sentir tudo, querendo provar o gostinho de todos os encantamentos. Tem também uma alma de criança curiosa, com um desejo ardido de desvendar segredosentender pessoas. Nas partidas, a gente pensa depois. Vamos pensar nas chegadas, nas coincidências, nos sinais. Deixar entrar o sol e filtrar a escuridão. Obedecer só um pouquinho mais aos impulsos loucos que surgem em momentos de epifanias – pode vir tanta coisa boa deles, sabia? Tô-nem-aí pra prazos, remorsos, fofocas. E saudades do que já foi. O que me interessa é ESTAR em todos os acontecimentos. E me sentir ridiculamente VIVA full-time. 

No responses to “Sobre a morte”

  1. Renata Marbella

    ótimo esse post…tb penso assim…acho que é por isso que me bate uma ansiedade inconsciente de vez em sempre… e não querer que os anos voem tão depressa…bjs!

  2. Giovanna Maraolo de Alcantara

    Oi Paulinha!! Eu concordo plenamente com você. Eu estava pensando exatamente nisso hoje, sobre ter consciência de que é claro, a morte (tanto nossa quanto de pessoas queridas) vai chegar, é inevitável, mas também não podemos ficar pensando nisso o tempo inteiro e nos esquecermos do principal, viver.

    Agora, você falou sobre isso e eu vou te fazer uma pergunta: Você acredita em sinais? E em destino?

    Beijos!!

  3. Ismalia Amorim-Goiânia

    Nossa novamente seu post me emocionou .. eu ja escrevi aqui pra vc e vc me respondeu.. muito obrigado… me tocou esse post por que me fez lembrar algo que vivi ano passado, meu namorado faleceu de câncer de pulmão(sem nunca ter fumado)ele morava em Brasilia e eu em Goiânia, nos conhecemos num casamento aqui em Goiania onde fomos padrinhos..eu tinha tinha 26 e ele 52( divorciado pai de 3 filhos, 2 meninos e 1 menina) que me receberam de braços abertos, quando descobriu que estava doente em 2007, pediu que eu saisse do meu emprego( trabalha numa grande empresa fazia 2 anos) e fui cuidar dele em Brasilia, ele fez quimioterapia e radioterapia, quando ia fazer os exames pra ver se estava curado pegou pneumonia e em 3 dias estava na UTI e faleceu..foi muito rapido, faleceu em Março de 2008 e tinhamos decidido casar naquele ano e sua filha caçula vivia pedindo um irmãozinho… enfim , me tocou isso que vc escreveu por que por coincidencia hj estava revendo a filmagem do casamento do meu irmão em Janeiro de 2007 e fomos padrinhos tb.. nossa que lembrança e saudades me deu.. afinal entrei em depressão e fiquei 2007 e 2008 sem trabalhar..agora que estou voltando ao normal… isso me fez pensar como a vida e tão fragil e sendo a familia dele muito catolica, lembro dele tirando o terço toda noite e ele tb queria muito viver, rezava de chegar a chorar.. e isso me toca a té hj….conheci um rapaz recentemente e estou tentando abrir meu coração pra outra pessoa afinal ja faz 1 a 3 meses mas não é facil, inclusive ele sabe da historia e sabe da luta e da dor que passei, e entendi que sentimentos vão acontecendo aos poucos…. mas o que me alivia é saber que a familia dele ( eles mesmo me disseram) que fui um anjoq ue DEUS colocou na vida do meu ex namorado, pra ele não passar tudo sozinho, que sempre estive presente… e como ele era bom e alegre cheio de vida, quer me ver bem e feliz.. e como ele foi namorado amoroso, pai presente e carinhos, amigo dedicado, tenho certeza que ele foi bem recebido por DEUS…então pra mim ficou uma lição: ser boa com as pessoas, tratar bem , ser humilde, ser feliz, ter coração bom, por que por mais que ele tinha condições de fazer o tratamento o dinheiro não pode salva-lo…. enfim, sempre vai estar no meu coração, independente que eu namore e case, ele sempre vai fazer parte da minha vida….por que ele fez parte da minha historia.

  4. Shirley Piccolo Vieira Stamou

    Paula,
    Lindo post!
    beijos,

  5. alda

    Nossa Paula, esse post não têm como ler e não lembrar do meu pai, ele faleceu há 12 anos, de cancer, e essa foi a morte mais próxima e intima da minha vida, acho que é quando percebemos que ela é real, tá ali, próxima da gente, da tua vida mais precisamente! realmente quando se passa por uma experiência dessa é que percebemos que a vida é um presente e precisamos aproveitar essa vida p/ fazer coisas legais, crescermos quanto seres humanos, sabe? não esperar p/ um dia, quem sabe, talvez a gente tente algo que quer muito, diga p/ as pessoas que vc. gosta que ama elas, parece piegas isso, mas só quem passou por uma perda tão grande como essa é que sente que TODOS nós vamos um dia, sei lá quando, não importa o tempo, a data, mas que possamos aproveitar a vida AGORA.
    bjo grande

  6. Daiane Magalhães

    Oi.
    Fui comentar para participar do concurso,e sem querer apertei envio e logo cancelar,mais mesmo assim foi 2vezes o mesmo comentário.
    Bjos e desculpa!

  7. Luanny  Evangelista

    Ei ví no fantástico, parei para assistir.Fiquei bem triste e até me deu uma vontade enorme de chorar.É bem difícil pensar na morte, principalmente de pessoas queridas.

  8. Nícia

    Sinto-me assim todos os dias. Por vezes até é bom lembrar da morte, faz-nos lembrar o quão importante é a vida e ter a certeza de que aproveitamos ao máximo todos os momentos que ela nos oferece.

    Parabéns pelo blog, estou a gostar muito. Sou sua nova assinante. :)

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