Síndrome da Ryca Brega

Imagino que muitas de vocês acompanhem o ParkAvePeerage, just like me! Foi lá que aprendi a observar melhor o estilo das ricas e bem nascidas americanas. No início, confesso que fiquei deslumbrada, achando tudo o máximo. Com o tempo, passei a bocejar de sono. Parece que 90% das fofas necessitam de uma bolsa milionária combinando com uma sapatilha e uma roupinha básica-porém-de-griffe. Please, vamos combinar, o barato de nadar na grana é poder se divertir e…ousar!! Scott Schuman esteve em terras brasileiras há pouco e – de novo!-  não se emocionou com o que viu. Até declarou que “falta ousadia para a mulher brasileira!”. Eu concordo com ele. Falta ousadia. Falta coragem de sair da zona de conforto.

Uma porcentagem enorrrme das gatas milionárias – tanto gringas quanto brazucas – sofre da “Síndrome da Ryca Brega‘. Os sintomas são claros: vício em bolsas caríssimas (sempre as mesmas, diga-se! Birkin, Chanel 2.55, Louis Vuitton….sono!), necessidade de perfeição (falta naturalidade, não há um fio de cabelo fora do lugar, e os sorrisos amarelos…),maquiagem indefectível (blush de rica não é sempre igual??) e looks entediantes (so dá pretinho básico e roupas que enfatizem a magreza excessiva). Tire as roupas e bolsas griffadas dessas pessoinhas e…será que sobra alguma coisa? Um pingo de personalidade, de estilo?

Tempos atrás, as rycas antigas e as novas rycas gostavam de excesso. Muito dourado,muita logomarca aparecendo, cabelo bufante. Hoje em dia, a ordem é ser basiquinha-monocromática-de-griffe.

Porém, existe luz no fim do túnel!!

Arden Wohl merece um prêmio pela sua ousadia fashion. Ela é colorida, ousadíssima e modernérrima. Marcas registradas: acessórios chamativos na cabeça,meia-calça berrante e sapatos nada convencionais para o padrão das rycas.


 

Não, ela não é linda. Porém, quando capricha, fica uma boneca (é só olhar bem a segunda foto da esquerda para a direita, de meia-calça azul). Admiro a Arden porque ela tem noção da sua beleza não convencional e não tenta (jamais) parecer a ryca perfeitinha (ou um robozinho loiro platinado feio, como a irmã da Tinsley Mortimer). Arden é luz, é cor, é humor. Adoro! E vibro a cada nova foto dela lá no ParkAvePeerage. A única coisa que falta é um blushzinho e uma make mais cuidadosa nos olhos. Lindas ou não tão lindas, nenhuma mulher pode se dar ao luxo de sair por aí de cara lavadíssima,combinado?

Tem mais sobre a Arden num post antiiiigo intitulado “As loucas se divertem mais?”. Ah,sim, definitivamente.

Outra que adooouro é a Fabiola Beracasa. Ela é a prova de quer dá pra ser discreta sem ser monótona. Adora um pretinho, porém…que pretinhos! Brilhantes, bufantes, elétricos, mega acessorizados.

 

Fabiola é tão divertida quando a Arden. Basta olhar os looks acima. Sabe porque as fofas são admiráveis? Pois, no meio de tantas mulheres-robô-perfeitas, todas com o mesmo tom de cabelo, o mesmo size zero, os mesmos Louboutins, as mesmas bolsinhas-lançamento, é preciso ter muita personalidade para ser diferente. Não concordam? Basta observar que as rycas de cada cidade seguem um padrão (aqui na minha city é fácil identificar uma ryca brega:  é cabelo cheio de luzes, bolsas Victor Hugo, botas country caríssimas, brincões de strass,megahair e scarpin preto de bico fino). É preciso ser poderosamente ousada para sair do lugar comum fazendo parte desse meio.

Enfim, na vida real, ryca ou remediada, todas recorremos àquelas roupas com as quais não temos medo de errar. O pretinho básico, a bolsinha chique,  o colar de pérolas. A diferença é que elas podem correr muito mais riscos do que nós – que trabalhamos pesado o dia inteiro e ainda queremos estar bonitinhas para algum evento noturno.

A ‘síndrome da ryca brega’ é basicamente isso: se apegar demais a griffes (que não dizem quase nada sobre quem somos, dizem apenas sobre quanto podemos gastar) e morrer de medo de ousar.

O que é uma ryca brega para vocês, sweeties?

E qual o padrão que as rycas das suas cidades seguem?

PS: todas as fotos são do ParkAvePeerage.

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41 responses to “Síndrome da Ryca Brega”

  1. 1Kathrin

    É um desperdício de dinheiro ficar comprando uniforme só pra se parecercom todas as outras ricas! Eu entendo Scott S… até porque não é nos lugares qeu os masi ricos frequentam que estão os looks mais ricos, pq é fácil estar linda com as melhores roupas e melhores produtos, mas se virar gastando pouco , isso sim é coisa pra gente de estilo

  2. 2Priscila Sganzerla (Pri...)

    Muito pertinente a sua reflexão. Uma vez que moda e maquiagem são instrumentos de autoexpressão, percebemos uma deturpação: ou as pessoas não estão sabendo utilizar o que está disponível no mercado para se expressarem ou está havendo uma “pasteurização” triste e uma despersonalização completa! Dinheiro não faz com que a pessoa adquira estilo e personalidade. E o receio em ousar pode estar numa incapacidade de se mostrar muito grande: por falta de conteúdo mesmo ou por receio de comprometer-se. Esse assunto dá pano pra manga. Super bem colocado por vc. Adorei!

  3. 3Laura

    Tentativas de padrão são normais no comportamento humano.
    Tanto faz se o estilo é clássico, moderno, boho, punk, gótico, trendy… tanto faz! Mesmo!
    E a tentativa de não se encaixar em grupo algum também é um estilo e é um esforço pra nada. Então, e daí? Desculpe a palavra, mas foda-se o que os outros vão pensar!
    E veja bem, o povo brasileiro tem essa cultura de colônia. Estava tentando se livrar do estigma, mas aí meu amor, veio a crise. E o mundo inteiro ficou assim sem vontade, ou com medo mesmo, de inovar. E o clássico virou fashion.
    Aí eu te pergunto: o que é fashion e o que é brega? Não seria o tempo o determinador?!
    Não é por nada não, mas sabe essas leggings “efeito molhado” que todo mundo tá usando? Já estão começando a gritar brega.
    Ah, e tem o agente status também. Querer demonstrar status demais lembra o que? De novo, cultura de colônia. Provincianos…
    Acho que o negócio mesmo é não se importar. Não só em não se importar com o que dizem, mas também com o que os outros fazem! E deixe as “rycas” da sua cidade pra lá… elas te irritam tanto assim? Então olhe pro seu umbigo, meu amor, pq “onde há fumaça, há fogo”.

  4. 4Lola

    Bah Paulinha, basicamente o que usam por aí também.
    Muito brinco de strass, muito scarpin de bico fino preto, muita bolsa Victor Hugo (cruzessss!), ahh colar de strass também, muita pele, chapinha e luzes em diversos tons, superr largas…
    Adorei teu post. É incrível o uniforme, o padrão, a falta de personalidade.

    Beijooo.

  5. 5renatabatata

    Concordo plenamente com o que vc disse: essa mulherada é tudo igual!! E quer sempre parecer mais igual a fulana, à ciclana e à mulher daquele cara etc etc. Falta personalidade, falta noção. É sempre a mesma coisa: dinheiro compra bolsa, mas não compra identidade.
    Aqui em Sampa é o que todo mundo conhece: dasluzetes neutras, formas soltinhas, apagadinhas de grife. Todo mundo copiando o que se usa lá fora e nada de olhar pra nossa produção, especialmente artesanato, que é super desvalorizado. É uma falta de critividade e cor desesperadora. Aqueles sorrisinhos amarelos de sempre, os óculos escuros cobrindo metade da cara, enfim, não dá né?
    Adorei o post!! e as meninas selecionadas por vc!
    Beijinhos!

  6. 6Alessandra Machado

    Concordo quando falas em “robôs”. Aqui em Porto Alegre é só ir no Parcão no domingo ou na Padre Chagas em qualquer dia que é possível visualizar vários protótipos.
    Engraçado que até no parcão as finas vão de salto e bico fino…socorro!
    O cabelo é muito comprido e com luzes da Miragem (tipo as gurias do progama baga Studio Pampa), olho muito preto (de dia acho que vale um esfumaçadinho), tudo muito justo e bosinha VH. Nunca comprei nenhuma Victor Hugo pq acho a coisa mais brega do mundo, peguei nojo quando fiz direito na PUC/RS (convivia com muitas ricas bregas) e, para mim, as piores eram aquelas que tinham uma bolsìnha dessas. Prefiro as minhas Datellis.
    Beijo!

  7. 7Carmen Martins consultora de imagem

    Oi Paula! tudo bem? acabei de conhecer teu blog por intermédio de uma cliente e AMEI tudo por aqui. Já virei uma “seguidora” para receber todas as novidades. Adoro blog assim: cheio de bom humor e moda! parabéns e um beijo grande. Vai lá me fazer uma visitinha também..vou adorar!

  8. 8Carol

    Concordo com vc com relação à forma igual que todas as rycas se vestem, elas assumem um só estilo como se não tivessem cada uma o seu. Mas não concordo que devam ser espalhafatosas para serem estilosas…..eu particularmente não usaria nenhum dos looks da Arden Wohl……tudo é questão de gosto, mas esse definitivamente não faz o meu. Prefiro me vestir com um estilo basiquinho e um acessório marcante (não de griffe, afinal não sou uma ryca!!hahaha)…mas sempre coisas lindas e que têm algum significado pra mim…acho que isso que importa!!!

    Quanto ao Scott ter dito que nós não somos ousadas, isso é mto verdade!!! Sempre que vou arriscar alguma coisa nova, fico morrendo de medo de parecer baranga e mesmo achando lindo e gostando, acabo não usando pra não atrair olhares maldosos!! Nós mulheres, somos mto observadoras umas com as outras e não deixamos passar nada despercebido…isso criou uma cultura “negativa” que sempre é dita e eu concordo – “Nós mulheres nos vestimos para outras mulheres!!! “…várias vezes já me peguei escolhendo minha roupa pensando nas mulheres que estariam lá…

    Queria muito não me importar com a opinião dos outros, completamente…confesso que muitas vezes não me importo mesmo, mas outras me travo pensando no que os outros vão pensar!! Sempre tentei trabalhar isso na minha cabeça de forma a desligar desse tipo de influencia externa, tanto que muitas vezes já fui julgada e criticada e não me importei algumas vezes, outras sim, talvez por isso é difícil desligar completamente…mas o que interessa mesmo não é o que vestimos ou deixamos de vestir…se estamos com bolsas e roupas de grife ou não, se a pessoa pode pagar, o que é que tem??? Quem sabe se a gente tivesse dinheiro tbm não se entupiria de Chanel, birken etc????……..como ia dizendo, o que importa mesmo é o caráter, a criação, o que vem de dentro!!! Isso é mais importante do que qualquer coisa do mundo!!!!

  9. 9Patrícia Lemos

    Amoo esses posts. Eu e minhas amigas estávamos discutindo dia desses sobre as meninas “feitas em série”. Loira, cabelo chapadérrimo ou de escova anelada, magérrima, scarpin…e todos os outros itens que tu já comentou. Gosto da diversidade, desde o espalhafatoso ao básico, é isso que compõe uma sociedade interessante. Uma pena essa cegueira fashion que faz com que todas fiquei iguaizinhas e que cada uma jura que está abaphando! Por mais que tenham personalidades diferentes (o que é 99% provável), nunca saberemos, pois estão todas escondidas detrás do mesmíssimo modelito.
    Bjão!

  10. 10gabis

    Exatamente Paula, você falou tudo!
    Fácil é estar igualzinha a todo mundo, difícil é mostrar o que tem por trás das marcas.
    Aqui na minha cidade não é muito diferente disso, só que as ricas além de bregas são piriguetxis! Sério, o nível de piriguetismo é tanto que a moda aqui é juba loira oxigenada até a bunda e escorrido, pelo menos duas partes do corpo a mostra (barriga, peitos, pernas) brincões até o ombro, colarzão… enfim faça chuva faça sol por aqui elas sempre tão assim, o pior de tudo é que muitas vezes estão beirando os 40 e bem que poderiam ter um pingo de bom senso né?
    Ah e não é só de Laguna que estou falando, basta dar uma volta em floripa… morena/ruiva, loira natural e/ou cabelo curto é coisa rara.
    Ah mais concordo com a menina aí em cima, o caráter é mais importante do que qualquer coisa, e estilo já vem no pacote.
    Chega de robôs e mulheres frutas! rs
    Beijos e uma ótima semana

  11. 11Natalie

    Como já disse uma vez, não costumo comentar nos blog… mas adorei esse assunto!!!
    Moro em São Caetano mas só saio para SP e infelizmente esse comportamento se repete aqui, é só observar as baladas mais famosas da cidade… vc chega só ve rodinha de mulheres loiras (no máx um castanho claro) todas com cabelos lisérrimos blush terracota e um gloss… os homens então parecem clones,jeans diesel agarrado umapolo listrada ou no máximo uma camisa lisa com a manga dobrada! Não há interessão entre as pessoas, a menos que o “grupinho” já se conheça….

    Anyway, frequento esse lugares(os que me agradam) mas não sou clone… hahahahaha..assumo meus cabelos cacheados e tenho meu estilo! Assim como também frequento botecos da augusta e por ai vai!
    bjos

  12. 12Marcela

    Cruzess….preciso dizer que só gostei de uns dois looks do post.

    Com certeza esse padrão robotizado de se vestir não é bom. NA minha opinião cada um tem que vestir o que gosta e ponto. Eu jamais sairia de vestido laranja e meia calça rosa só pra ousar…

    Se você não se sente bem, não use!

  13. 13Rúbia Vieira

    kkkkkkkkkkkkk

    Todas as rycas idênticas!!! Chapinha no cabelo, olhos beeem marcados, batom cor de boca, pérolas nas orelhas, regatinha com cachecol enoooorme (só assim mesmo para usar cachecol com o calor que faz aqui!), calça justéssima e bota rasteira até o joelho com mega bolsas de cores básicas!!!

    Morri de rir pois estava comentando justamente isto com meu esposo durante uma balada no sábado e ele ainda brincou comigo que eu que não gostava de seguir padrões pois estava com uma bolsa amarela e brincos ousadíssimos que eu mesma desenho pois odeio a mesmice!!

    Muito bom seu post!!! Amei!!

  14. 14Tati

    Em primeiro lugar, queria diser que acho que você tem cara de phina e sustenta isso, o que é muito legal!

    Acho que muita coisa na vida é postural, no sentido de saber portar-se; agir de acordo com sua idade, sua profissão, tudo bem que com 20 anos ou menos queremos marcas, ou o que a atriz badalada usa, mas com o tempo, temos obrigação de melhorar, de crescer. Não precisa nadar em dinheiro -ajuda muuuito, mas não é tudo- para sair-se bem, para parecer rycca, a nossa postura conta muito, nossos conhecimentos, nossa inteligência.
    Acho que parecer rycca é isso: ter personalidade. E educação, por favor, muita educação, vejo gente podre de rica e podre por dentro, sem um pingo de respeito pelo próximo, achar-se superior não é ser superior.

    Minha cidade me dá VA (interiorrrr do RS) , revista de coluna social é simplesmente cansativa: sempre o mesmo cabelo, a mesma calça, a roupa da novela… o que teoricamente deveria ser chique é brega e tediante. Tenho pena dos pobres fotógrafos que tem que ver as mesmas caras por horas a fio.

    Adorei o post!

  15. 15Paula G.

    Hahahaha..muuuito bom esse post!!!! Aqui em Porto seeempre “brincos de fio de ouro com perolas ou pedras + colar tbm de fio de ouro com perolas; cabelo longo + luzes + escova; esmalte vermelho cereja; blush laranjinha (sabe?!); aahh e bolsa agora eh “moda” qquer uma da guess…ou seja, todas iguais seeeempre!!! Uma criatividade absurdaaaa aqui. Nao vou negar que nao tenho alguns desses itens (menos hair), mas nao saio como se fosse um “uniforme de ryca dos Pampas”. Jah fui “ryca brega”, quando tinha uns 17/18 anos, loira, chapada, VH e blablabla. Mas gracias evolui. Hahahahahah. Amo moda, roupas, sapatos, joias, bolsas, make…sou suuuper consumista, me visto suuper bem com muito bom gosto, estou sempre arrumaderrima, mas nao sou “robo”, sou Eu. As vezes fico pensando: sera que pensam igual tbm??? Hehehehe…brincadeiras e verdades a parte, tbm nao acho que estilo eh ser uma “arvore de Natal”, muito menos ser “feita em serie”, mas sim usar aquilo que realmente gosta e cai bem, nao algo para ser a “diferente/exotica”, nem algo “par de vaso pq demonstra que tenho dindin.”

    Como disse a Renata: dinheiro compra bolsa, mas não compra identidade.

    Beijoooos

  16. 16Eliana

    Segundo meu amigo Flavio e colunista social, na última coluna desta semana, ele disse que elas usam ” o pretinho básico”, como uma Land Rover, marca inglesa por ser considerado um dos melhores do mundo.
    Uma das mais socialites da minha cidade e muito linda, hoje mora fora,no exterior foi a que namorou o Pedro, filho do cantor Leonardo.
    As rycas que conheço são fashion mesmo, uma inclusive trabalha no mesmo escritório em que meu esposo advoga, mas tem mania de não comer, kkkkkk. Só come porcaria, principalmente no horário de almoço.
    Paulinha querida, acho que o que vale mais é ter atitude, não necessitar mostrar o que é.
    Beijão …

  17. 17Carol

    Muito bom esse post!!! Tenho questionado muito isso também. Mais do que nunca estamos falando em construir uma identidade própria no guarda roupa, mas também tenho a sensação de que a moda está mais uniformizada que em qualquer outra época. Percorrendo o álbum de fotos de qualquer evento social (uma festa de lançamento de um gadget, da coleção de uma marca de roupas, ou qualquer coisa que envolva a “nata” da sociedade) já dá pra imaginar o que vai se encontrar por lá: preto, branco e nude com bolsa chanel, sandália pesada, muitos colares (pérolas ou correntes) e algum acessório com tachas. Tédio!!! Um tempo atrás adorava percorrer os blogs e ver as imagens pra bvuscar um pouco de inspiração, mas, como você mesma disse, perdeu a graça e é tudo muito igual.

  18. 18Gabriela

    Não só as rycas! Basta ver a maioria das mulheres na faixa de 20~25 anos aqui em Curitiba, parecem ter saído de uma fábrica.
    Todas com as mesmas roupas de marca, a mesma bota, o mesmo cabelo loiro.
    Falta – e muito! – ousadia às mulheres brasileiras.
    Fora que essa modinha que elas usam é tããão breguinha.

  19. 19Maria Ester

    Para ousar é preciso ter muuuita personalidade. Nem todas podem.
    Quanto a reclamação do Scott, acho que ela procede até certo ponto, pois pessoas padronizadas existem em tooodo lugar do mundo. E apesar de ele ter reclamado da falta de originalidade e do cabelão liso, no que totalmente concordo, das mulheres
    daqui, é só dar uma olhadinha no blog dele, e constatar que, tirando uma ou outra figura em geral tirada nas semanas de moda e que caem para o exótico, a maioria das mulheres que ele fotografa são altas de pernas finíssimas e compridíssimas , cabelos compridos, vestindo saias ou shorts curtos, ou calças justas, com uma bela bolsa colorida, ou um lenço gigante……enfim, sempre mais do mesmo.
    Bjss.

  20. 20MONICA

    Paula, ando com essa mesma impressão que vc. Sábado fui num barzinho da moda por aqui e chamei muita atenção! Eu era simplesmente a única a estar usando peças diferentes (leia-se vestido p&b, meia calça opaca preta, jaquetinha de couro preto ) simplesmente todas as outras garotas, estavam de uniforme , calça jeans , blusinha e salto. E eu que me achava básica e sem criatividade….

    bjs

  21. 21Bruno Celidonio

    ok, vamos a um comentário masculino taxativo de alguém q estuda mkt e tá vidrado em marcas de luxo e consumo em massa…

    Paulinha, ontem vc me perguntou o q q eu achava e, na hora, num saiu muita coisa, mas depois eu fiquei pensando…e saiu umas idéias legais…

    Na mesma onda de se imaginar o que é chique, já dá para se tirar uma noção do q é brega.
    O problema para mim não é usar preto com bolsas VH ou LV. Se torna brega o fato de não saber medir o quanto é aceitável logotipos, standard e moda, transformando o corpo num cabide de marcas ambulante.

    Muito do chique vem da mesma raiz do educado: berço. Você pode ser filha de “Gerdau” ou do Ike Batista, ter milhões na sua mesada mensal, e cair no marasmo dito “brega” pelo simples fato de entrar aqui em POA na Conte Freire e comprar um vestido Versace com sapato Manolo, bolsa da Stella Mcartney, tudo em dourado e branco, e sair como um verdadeiro outdoor ambulante…mas se você tivesse berço, sairia com as mesmas marcas e se daria bem…vai depender de QUEM tá usando, e COMO está usando. Uma Elke Maravilha da vida sustenta armações metálicas cromadas no corpo aos 70 anos pq ela é a Elke! Ela tem personalidade…é aceitável nela…se espera isso…
    Claro, como seguidoras de tendência, muitas meninas perdem a noção do aceitável, e esquecem que segurar o peso de marcas, griffes, trends, looks, enfim, o considerado “chique” (e o que é ser chique?), é difícil e requer uma coisa muito simples, mas esquecida na maioria das vezes: Parcimônia. Não é que vc não possa estar bem vestida de Channel dos pés até a cabeça, mas cabe também saber que, sempre, juízo é fundamental, e quando se erra em marcas, se erra feio! A possibilidade de se sair vestindo apenas doisa C’s espelhados é imensa.
    A tia Glória Kalil tem um dizer importante, que se vc se olhar no espelho e duas peças chamarem atenção no seu visual, tire uma delas…vc estaria num protótipo de overdressed. É a mais pura realidade…afinal, o que vc quer esconder com tanta peça chamando a atenção? Ou melhor, o que vc quer dizer com tudo isso? Algo que vc próprio, rosto, corpo, não conseguem sustentar…e dae pra cadeira de um psicólogo, se vc não é bem resolvido, é um pulo!

    Ok…mas dae vc quer pq quer comprar marcas e ficar uma Blair da vida…bem, o custo é alto, pq como disse, segurar marcas com suas criações feitas para chamar atenção exige berço, exige CLASSE!

    E veja bem, classe não tem NADA a ver com dinheiro, bufunfa…vc pode ser pé rapada, entrar em uma magazine tipo MARISA, gastar menos de 80 reais, e sair hiper bem vestida…sim, vc pode, pq vc teria classe e saberia o que fica bem em vc, como se vestir, o quanto vc quer passar percebida, e onde vc quer o foco das atenções, descobrindo qualidades e cobrindo pequenos defeitos…

    Agora, vc pode entrar na Dior, gastar 30000 reais, e sair de lá parecendo o destaque “sinfonia verdes das noites orientais do agreste” da Unidos do Tucuruvi em dia de desfile com chuva!

    Então, além da classe, de ser parcimonioso, outro fator é fundamental: PERSONALIDADE! A construção mais difícil para se estabelecer a linha entre o chique e o brega.
    Vejamos assim…pessoas que seguem a tendência apenas esquecem do q elas são para seguir o que está na moda…falta personalidade…podem usar o que é cool? Sim, desde que não sobrepasse aquilo que elas são, ou seja, desde que não esqueçam de quem está vestindo quem: Fulana veste X, ou X que veste a fulana? Pior, usar uma “fantasia” pra uma festa pode ser metáfora para pessoa errada, lugar errado, look errado!

    E pra piorar, brega não é mais coordenação, é convenção…brega é desatenção a si mesmo…pq, convenhamos, a Joelma é brega? Nos padrões do Pará, quem é brega, ela ou vc? Quem tem a personalidade, a noção de usar um calipsovest daqueles? Lembre-se, pessoa certa, lugar certo e vestido pra ocasião. Nos padrões comuns, do marasmo, do mais do mesmo, concordo…a Joelma é Breguíssima…nos padrões específicos do Pará, vc, de sapato alto preto, vestido preto básicão e cara “maquiadamente lavada” é o Godzilla!

    Parou tudo então…depois de tudo isso, existem regras? hahahaha…pior que na minha concepção não…parcimônia, berço, personalidade se resumem no quesito NOÇÃO! Saber o que é certo e errado. Não há regras, há o saber usar e ter capacidade para sustentar o que se está usando por mais ridículo que possa parecer…e então, quem sabe, na próxima estação, aquela sua calça geriátrica saruel estampada que vc dizia te deixar bonita não esteja na moda, ou aquelas bocas de sino que sua mãe te deixou no armário e vc insite em usar pq são confortáveis também, ou aquele colar que te diferenciava pq a pedra era um topásio da amazônia não apareça nas vitrines da H.Stern, e aquela sua sombra roxo hematoma seja comercializada em massa pela maybeline. Vc estava chique antes, pq usava o que gostava e servia a sua personalidade, e não sabia que estava na moda…na sua moda, no seu ESTILO.

    E vejam, meninas…nós homens sofremos com isso tbm, ou vcs acham que a quantidade de surfista de aquário em POA cresce a cada dia pq tá dando onda no Guaíba? Alguém me explica o boom de marcas “surf” em uma cidade sem NENHUMA praia? Ficam aqueles seres, de Hurleys, Billabongs, circulando no parcão…só faltando uma prancha ou uma praia pra fincar a tal prancha…

    Tenho um grade amigo meu que trabalha na Trópico surf shop daqui de POA, esta que é a loja que mais tem filiais na capital…perguntei a ele se ele surfou algum dia: “nunca”, foi a resposta. Ele, um bicho-de-goiaba, vestido como o Teco Padarazi…nada a ver…mas pra ele, ele é surfista!

    Pior, pra mim, só a onda “maurício-boy” da Tommy Hilfiger…é um exército de guris saindo do seu Golf, levantando a bandeira de uma marca que nem mais é do seu Hilfiger e que nem mais tem alguém sério no design para lançar produtos diferentes…e o que temos? uniformes, em branco, azul e vermelho!

    É por estas e outras que sou a favor das marcas próprias, dos Brechós, e também das osklens, dos Fraga da vida: Apostam na não convenção pq sabem que a segmentação de seu consumidor é específica.

    Logo chego a conclusão do texto: Vi, não gostei, não uso…Fulano viu gostou, comprou! Em mim ficaria convencionado brega…mas fulano teve capacidade de usar, ousar e se dar bem.

    Chega de falar…minha dica final é sempre se olhar no espelho! Se vc tem certeza que tá bem, saia assim mesmo! Acertos e erros são bem vindos no aprendizado…e brega, no final das contas, sempre está no olhar do outro, ou até ele usar a mesma coisa qdo ela for hype na próxima estação!

    Beijos e sábado tou lá como observador!

  22. 22Paula

    hahaha!
    tb achoooo, paula!
    Eu sempre comentei que as meninas da minha faculdade todas se vestem com o combo: Mechas californianas no cabelo mega liso, sapatilha, bolsa LV, suéterzinho. É todo mundo iguaaaaaaaaaaaal, eu nunca sei quem é quem! haha! Eu continuo por aqui com meu cabelo pretão e meus vestidinhos coloridões.

    muito chato!

    beijo

  23. 23Paula

    paula, que lhinnnda. vc ja respondeu meu comentário. :)
    depois passa lá no meu blog? beijos! :*

  24. 24ricardocohen

    Paula, posso me meter? (risos)

    Concordo com vc. Tira as Chanéis, as Balenciagas e Birkins….sobra nada.
    Morei 2 anos em Londres, o berço do street style, em Londres o chique é ser diferente, mas diferente de todo mundo, ninguém quer ser igual a ninguém, ninguém quer parecer que foi produzido em série.
    Curto marca cara, claro. Mas par misturar com brechó e para usar de uma maneira menos caipira.
    O problema dessas pessoas é que elas são inseguras e necessitam de marcas para se enquadrarem, para se situarem, “olha, sou rica, tenho a tal da Chanel 2:55″…e blá blá blá.
    Estilo é algo que se nasce com, como diria Diana Vreeland (tem no you tube), e para algumas pessoas é tão natural, vem não sei de onde! Mas a pessoa não pode descuidar da educação, de estudar, de ter o que falar, conheço muitas meninas lindas, bem vestidas, mas que só falam sobre isso. Adoro moda, acho que de fútil não tem nada, mas é preciso cruzar horizontes.
    No Brasil as pessoas tem medo de ousar, de ser diferente, culpa da colonização.
    Um dia vim trabalhar com um terno slim, gravata slim e um sapato vintage (comprado em Paris, podre de chique), cheguei no trabalho e fui olhado COMO SE FOSSE UM ALIEN.
    Mas nem aí, tem que sustentar. Quando viajo, eu ouso mais, concordo. Mas não sou ligado em grifes, marcas, gosto, mas não tenho tanta coragem para gastar $$$….de vez em quando surto, mas….
    Em Brasília as meninas são cafonas, as metidas a ricas só usam o banal: Hervé Léger, Chanel, etc….
    Adoro as mais ousadas…adorei o post, adoro um bafo e uma polêmica.
    Beijo,
    Ricardo Cohen
    Passa la no meu blog, fia! Tem uns posts legais hoje.

  25. 25Danni

    Paula!!
    HAHAHA Adorei como tu classificou as ricas bregas de Sta Maria :P
    Morri. Eu nao aguento mais strass!! HAHAHA Qquer lojinha em q a gnt entre pra comprar brinco aqui, tem brinco c strass heuaheuaea

    Mas mto bom o texto. E concordo dmais c o texto do Bruno, aqui nos comments, tbm! hahaha

    Beijos

  26. 26Aline Copetti

    Bah, pior que a maioria acaba fazendo esse estilo “sem graça achando que tá agradando” mesmo, e não ousa descobrir… Noooosssa, se eu tivesse um décimo da riqueza faria horrores… hahaha!!!

    Adorei os look cheios de cor da Arden, e ela é super fofa em todas as suas montagens… gostei mesmo!!! Já a outra menina, sei lá, acho que exagerou “demais” em alguns looks, ficou caricata, feia mesmo!!! Mas, opinião é opinião, né… E gosto tb!!!

    Beijoooo

  27. 27Isabella

    Ah gente… Não gostei muito não …
    Achei que rolou um pouco de preconceito !
    Acho que cada uma tem o direito de se vestir como bem entender, com luzes ou sem luzes, sustentando marcas ou não e por aí vai… desde que se sinta bem!
    Eu adoro os comentários do Bruno e concordo em genero, número e grau ! É tudo uma questão de ponto de vista.
    Pra vc ela pode ser uma brega por usar VH e ter cabelos loiros, mas pra ela vc é quem pode ser cafona por não se adequar aos padrões de vida dela.
    Por isso eu acho que é mais interessante não julgar pela aparência e deixar cada um se produzir da forma q se sentir mais confortável !

    Beijos!

  28. 28Aline Copetti

    Agora lendo os coments, adorei o que o Bruno e o Ricardo escreveram. Isso mostra que não estamos sós, e não somos “unicAs” observadoras do mundo da moda.

    Mas eu ainda me perco nas montagens… Por isso tô sempre por aqui, lendo, descobrindo novos conceitos… hehehe!!!

    Beijoooo
    Adorei tudo.

  29. 29Juliana

    aqui na minha city é fácil identificar uma ryca brega: é cabelo cheio de luzes, bolsas Victor Hugo, botas country caríssimas, brincões de strass,megahair e scarpin preto de bico fino.
    Adorei! Hehehehehehe … aqui na “grande” Santa Maria dá pra avistar essas bregueeeeeeeeeeeeeeerrimas rycas de longe! Eu até me divirto com tanta falta de personalidade.

    PS: sou colega da Mare e conheci teu blog através dela; adorei e to acompanhando os posts!

  30. 30Diefani Piovezan

    Nossa eu confesso que sempre dou uma olhadinha no seu blog, mas raramente comento, porém eu amei esse post. Eu como você já sabe, moro nos Estados Unidos, e muitas vezes a breguice alheia chega a me ofuscar a visão. São tantas cores e coisas cromadas juntas que chega a dar medo. Muitas vezes estão usando coisas carissimas, mas a combinação é simplesmente pessima.
    Por outro lado, vejo a minha vizinha por exemplo, que as vezes vai em lugares e compra roupas por menos de 10 doláres e fica super bem vestida pelo simples fato de saber o que comprar.

    Beijos

    Ps: Dá uma passada no meu blog eu tenho certeza que você vai curtir, não é sóbre moda, mas você vai gostar.

  31. 31Lorena

    A vantagem de não ter nascido em berço de ouro é que a necessidade nos torna criativas o suficiente pra criarmos nossos berços, camas e aneis de ouro.

    As rycas geralmente têm tudo pronto. É só ir na Daslu, aqui na brasilandia, por exemplo, e comprar um figurino completo na prateleira. Onde fica a identidade da pessoa?

    Penso que o exercicio criativo tem que ser trabalhado senão ele se perde. No caso das Rhycccas, quase não usam. Quantas aqui não reformaram, tingiram, cortaram uma peça de roupa, pra ter um look novo pro fim de semana?! hahaha

    Imaginem a Paris Hilton fazendo isso! Never, manda buscar na Chanel mais próxima algo que custe mais que todo o seu guarda-roupas! rss

    C’est la vie! elas com a grana e nós com a criatividade!
    E….criatividade não vende em boutique!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Viva nós!

  32. 32barbararesende

    só vc mesmo pra fazer a nossa cabeça pensar diferente….parabens! bjos!

  33. 33carol p.

    hahahaah! adorei!!!
    Aqui também rola muitas luzes no cabelo e bolsas Victor Hugo… Além de maquiagem sem noção, como blush exagerado ou base mais clara que o rosto (certamente não lêem o 2beauty) e sempre o nome das marcas das roupas aparecendo em algum lugar (como se o bonito fosse o nome da marca e não a própria roupa!)
    Hello, people!

  34. 34Ale Garattoni

    Oioi!!

    Como leitora que tem um blog que fala muuuuito desses temas, me senti obrigada a opinar! Assim, eu não sou muito de julgar – não por ser boazinha, mas por achar que não é tão simples e estereotipado assim.

    Da mesma maneira que uma bolsa não traz estilo pra ninguém, essa mesma bolsa não pode virar símbolo de breguice, pura e simplesmente por ser de uma grife cara.

    Na minha opinião, uma peça de roupa não faz um estilo, não faz uma pessoa. O válido é observar pra que ela usa uma peça de marca X: nem sempre é pra ostentar ou pra “mostrar riqueza”, pode ser apenas por achar bonito, por gostar.

    Eu, por exemplo, sou maníaca por bolsas eternas (dessas que são clássicas e serão herdadas pela minha futura filha), mas não tenho coragem de comprar sapatos caros – talvez porque eles não durem muito, já que estão literalmente no chão! Acho que cada um tem sua mania e por isso prefiro não julgar sem conhecer.

    Maaaas, é óbvio que há casos extremos onde a gente vê que a necessidade da grife supera tudo. Essa dependência sim pode ser considerada brega! Mas ainda assim temos que ter cuidado na hora de julgar: já me surpreendi tanto com pré-julgamentos que fiz que desisti de faze-los!

    bjão e parabéns pelo post articulado

  35. 35Ale Garattoni

    p.s. aaaamo a Arden!!! mas também acho que ela tem o dom, se eu fosse ousar como ela, seria uma tragédia!!! Ousar é pra quem sabe, não pra quem quer!!

  36. 36GISLAINE CARVALHO

    Meu Deus, a Ale falou tudo. Não é a toa que sou fã incondicional dela!

  37. 37Luisa

    NUNCA me identifiquei tanto com um post. ahazou. por um mundo onde TODOS (não só as rycas, lets party!!!!!!!! hihihi) ousem e sejam felizessssss uhul

  38. 38Ceci

    Eu concordo em partes com vcs, acho uma chatice todo mundo igual, sem criatividade, ousadia, porém, tenho absoluta certeza, que quem desdenha demais quer comprar ” bolsas de Grife” (mas não pode) por isso, ficam depreciando demais quem pode comprar e quem fica linda loira, independente de ser natural ou não, pois mesmo o cabelo com luzes, a cor tem que combinar com a pele, tem que ter cara de loira.
    O que é brega para mim, “são essas morenas de pele ou negras loiras” que não combinam em nada com o tom da pele,tirando a maior onda- de loira pobre e brega – (horrivel). Ser loira é para poucas! Sejam morenas e negras chiques e lindas, seja realista não combina com a minha pele e pronto a não ser que queiram continuar com cara de pobre e brega.Aff!

    Obs:Não falo nada que seja conveniente,falo a verdade.

  39. 39Lu

    Amei o que disse. Realmente, esse é o padrão que eu vejo nas meninas de classe média da minha cidade: luzes no cabelo, cabelos escovados com progressiva, salto alto, relógio Swatch dourado. A mídia impõe padrões de beleza como, por exemplo, cabelos loiros. Aí, eu fico pensando: como é que em um país, onde boa parte da população é miscigenada, aceita-se passivamente esta imposição? Fora que tem mulheres lindas que tem cabelos escuros e pintam na tonalidade loira e que acaba não combinando com elas, mas elas não ligam né, afinal de contas, agora, são loiras. Não tenho nada contra as loiras. O problema é a pessoa, como você mesmo pontuou, não ter originalidade nem saber impor sua personalidade. O Brasil não é o país das loiras. Na Dinamarca e nesses países sim existem loiras de verdade. Manda as loiras mestiças daqui( sim porque tem pessoas que se declaram brancas aqui no Brasil mas quando vão para a Europa não é essa a classificação racial que recebem) irem fazer uma viagem p lá p elas perceberem o quão cafonas elas são. Porque, sinceramente, você menosprezar seus traços, a cor do seu cabelo só porque “tá na moda ser loira”, ou seja para um país provinciano como o nosso tá na moda ter a “cara do europeu branco”. Acho que a mídia nacional deveria resgatar e valorizar mais a beleza indígena, negra e miscegenada, pois é a beleza da maioria da população brasileira, e, ainda é bom lembrar que são estes estereótipos que fazem mais sucesso em muitos países europeus, onde a maioria da população é branca. Um outro ponto também, que eu tenho observado nesses círculos da “classe média tirada a rica”, são os modismos hipócritas. Você chega para algum deles e pergunta o que você mais gosta de comer?Aí, geralmente, a resposta é : coomida japoneeeesaaaa. Aiii, ninguém merece. Nada contra comida japonesa, até porque eu também gosto. Mas pelo amor de Deus o que será que sustentam essas pessoas no dia a dia? sashimi e sushi ou um prato de feijão com arroz? Então, porque na hora de dizer o prato preferido dizem comida japoneja se no dia-a- dia comem feijão com arroz? Ah, claro porque para essas pessoas dizer que come comida japonesa é sinônimo de sofisticação . Da mesma forma que para eles é chic dizer que amam Petit Gateau. Eu uma vez comentei até isso com uma amiga : aqui no Brasil Petit Gateau faz sucesso com a classe média por causa do nome, se a mesma sobremesa fosse anunciada nos cardápios como simples “bolo com sorvete”, vocês acham que faria o mesmo sucesso??? Como tem uma letra de música que retrata: “se farinha fosse americana, mandioca importada, banquete de bacana era farinhada”. O que falta, na verdade, não só nas mulheres brasileiras, como nos brasileiros, em geral, não é ousadia para inovar mas personalidade e autonomia para assumerem o que de fato são. (quero deixar claro que eu respeito todas as etnias)

  40. 40Fabiana

    Simplesmente adorei o post!
    Não gostei de nenhum estilo das roupas, mas concordo plenamente que está havendo uma massificação das pessoas.
    Para ser considerada rica precisa ser loira, ter cabelo comprido e lisérimo, usar uma bolsa VH ou LV , salto muito alto e roupa preta.
    Esses dias estava passeando com o meu namorado e nós passamos em frente a uma danceteria badalada aqui de POA, era TODAS iguais.
    As meninas de saia de cintura alta preta e curtíssima e blusa que mostrava a metade dos peitos, isso que aqui é muito frio.
    Falta um pouquinho de personalidade (se é que elas tem).

  41. 41Sílvia Moreira

    Aqui em Brasília as riquinhas do Lago Sul vão até a Feira do Paraguai e Feira do Guará, comprar produtos falsos e chegam em suas turminhas tirando onda. Eu acho que isso sim, é o cúmulo da breguice! E os cabelos são todos iguais…não sai um fio do lugar. Parecem bonecas feitas em série. Aff!

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