Terminei de ler o livro Furacão Elis. Essa mulher foi mesmo um furacão. Autêntica até o último fio de cabelo curto. Teve uma das vidas amorosas mais loucas das quais já ouvi falar. Abaixo, duas cartas que ela escreveu.
“Vê se não deixa passar um segundo do que você vai ver e viver. Fique atenta. Qualquer descuido pode ser fatal. Aproveite essa chance. Você ganhou ouro em pó de presente. Faça jóias com ele. Não pense muito em robes, chaussures e coiffeurs. A vida não é isso. Muito menos Paris. Não seja provinciana. Aja como uma mulher desenvolvida,que é o que não há por aqui. Meta uma calça comprida, uma bota, caderno e lápis e equipe-se para a vida. Isso, eu te garanto,não sairá dos salões e das maisons Dior. Até eles, que inventaram essas coisas,já sacaram que isso não está com nada. Que é uma mentira e coisa de minoria ridícula,que está em franco processo de desaparecimento, felizmente, que não tem os pés no chão e que na hora do tombo é que mais vai se machucar,porque trepou mais alto que o coqueiro. Não sei se você vai gostar ou achar uma merda tudo isso que eu te disse. Mas saiu e agora já tá… Um beijo e saudades de todo mundo aqui de casa. Carinhos. Elis” (carta a Patricia Figueiredo)
“Tô aporrinhada. Gosto muito de você. Desde muito tempo. Não quero falar muito. Que a gente nunca sabe. Mas, dentro do possível, queria que você continuasse pensando em altos níveis. Que você se mantivesse calma. Muito calma. Que ninguém é bobo e todo mundo saca tudo. Te vi ontem,de passagem. Cabelo vermelho e olhos idem. De choro. Chorei junto,porque te gosto. Porque te saco. E porque me lembrei do inverso. Você rindo, dançando, robertocarleando, dando tudo de si,amando. Tudo igual. Que nem nós todos. Amando. E nos danando porque amamos. Somos de paz. Somos de risos. Somos de sossego. Amanhã,depois,qualquer hora, a gente vai se encontrar. Dentro ou fora, sempre a gente vai se reencontrar. Beijos. Beijos. Beijos. Elis” ( carta a Rita Lee)













Pena que normalmenteas pessoas só descubram a maravilha Elis depois de muito tempo…e aí, me parece tarde demais…
LEREI!
Ah, fiquei com vontade de ler!
nada contra a maria rita, mas…vai dizer que a mãe não é muuito mais interessante?!
Parece mesmo ser bem interessante o livro. Eu gostava de muiiitas músicas da Elis, aliás, ainda gosto.
Bjobjo
Eu tenho esse livro, e é tudo! um dos lamentos da minha vida e não ter participado da vida da Elis, uma grande perda. As vezes fico pensando como ela estaria agora, meu consolo e ter os CD, DVD’s(otimos) e livro sobre essa grande mulher.