Sweeties, olha que coisa mais fofa. Uma leitora mimooosa de 18 anos me mandou um email (e permitiu que eu reproduzisse aqui) com uma sugestão de post (adoreeeei!! principalmente porque isso me inspira a sentar e escrever!). Lá vai:
“Oi Paula !
Tenho 18 anos e a auto-estima mais oscilante de universo, e queria muito mudar isso. Não é uma coisa relacionada à minha aparência, é uma coisa generalizada mesmo. Todo dia penso que a vida tá passando, e to deixando de fazer tanta coisa, sentir tanta coisa, porque tô preocupada com o que certas pessoas vão achar de mim, ou preocupada com 3kg a mais na balança, ou com o fato de não ter o armário dos sonhos, ou seja, “preocupações” completamente inúteis, que nao me levam a lugar algum! Me assusta muito a possibilidade de um dia eu acordar com 50 anos de idade e ver que não fui fiel a mim mesma, que não segui meus instintos, que não fui verdadeiramente feliz…Sei que isso tudo deve ser só TEEN ANGST, e que conforme eu for amadurecendo, vai passar, mas quero muito que isso passe LOGO. Às vezes acho que o simples fato de parar pra analisar tudo isso já um sinal de amadurecimento, de progresso, mas no dia-a-dia ainda sinto que tenho muito pra aprender! Você mostra que é possível chegar lá, naquele ponto 100% apaixonada por si mesma, mas às vezes fico pensando, será que vai demorar até o dia que eu tenha sua idade pra eu chegar nesse ponto também? Espero que nao demore tanto tempo assim, por isso queria saber mais sobre como você era quando tinha a minha idade, quais eram seus erros, seu acertos…tipo, pensa assim: se eu pudesse escrever uma carta endereçada ao meu “eu” de 18 anos, o que eu escreveria?”
Nem sei por onde começar! A bem da verdade, minha adolescência não foi o bicho em vááários aspectos. Com 18 anos eu também me preocupava com os 3kg a mais ( ahh se pudesse ter de volta o corpinho dos meus 16 years….), me apavorava com o que os “outros” podiam pensar sobre – quase- tudo. E tinha total tendência à auto-destruição! Por isso quando falam em adolescência chego a sentir um arrepio na espinha – não quero me sentir daquele jeito nuuuunca mais! Falta de auto-confiança, medo até da própria sombra, inseguranças mil….Ai! Ninguém merece, né? Concordo contigo que o fato de parar pra analisar isso já é um bom sinal de maturidade (aposto que 75% das suas amigas estão mais preocupadas com gatxinhos e leituras do kamasutra)!! Isso mostra que você já tá aprendendo uma das grandes lições: estar atenta ao agora! Não importa o que vai acontecer com 21,25 ou 27, importa o agora, os seus 18 aninhos. A gente só se dá conta do poder e da beleza da juventude quando não é mais tão jovem. Hoje vejo que naquela época boa parte do meu caráter já estava mais do que formado. Nunca me rendi à turma do “xinaredo” (aqui no RS a gente chama assim mesmo, no resto do país “piriguete” serve, ha ha), por mais que parecesse que eram elas que se divertiam pra valer! Muitas coisas que as minhas “amigas” fizeram com 15 anos, fui fazer com 20, e não me arrependo. Sempre soube que se fizesse algo que sentia lá no fundo que não era o certo, a ressaca moral me derrubaria depois. Confesso que os seriados americanos (em especial “My so called life” e “Dawson’s Creek“) me ferraram de algumas maneiras, porque criei fantasias sobre estudar no exterior (que não se realizaram),sobre turmas de amigos perfeitos (que não existiam) e sobre o cara ideal (que até hoje não encontrei). Engraçado, não?? Uma coisa que aprendi nos meus tempos de adolescente e que acho importantíssima é: não devemos gostar de ficar no buraco. Traduzindo: não é legal curtir depressão. Faça o impossível pra detectar uma deprê no início. E pra cair fora o mais breve possível. Eu adorava curtir uma deprê, me trancar no quarto pra ouvir CD do Renato Russo e choraaaar as pitangas até secar as lágrimas. Patético! Não façam isso. Me arrependo muito de não ter sido mais crítica com várias situações (em especial as familiares). Não tenham medo de botar a boca em pai, mãe, avó. Apontem o dedo, mostrem as falhas, critiquem com força – pode ser aquele chachoalhão necessário que eles tanto precisam e ninguém dá. Não tenham medo de não se adequar à maioria, porque a maioria geralmente é composta por um bando de idiotas sem cérebro que não dá a mínima pra nós. Não tenham medo de se expressar, também. Tenho um grande amigo que me diz que uma das minhas maiores qualidades é conseguir me reinventar sempre que preciso. Em 1999 (acho!), juntei uns catálogos da Forum e da Triton, umas revistas Seventeen, e fiz uma série de envelopes lindíssimos. Daí pensei que precisava de um uso para eles. E então resolvi criar um codinome. Glitter Diva. Escrevi uma série de matérias com esse codinome e mandei pro jornal da cidade, dentro dos envelopes. Gente, foi engraçadíssimoooo! A cidade inteira queria saber quem era a misteriosa Glitter Diva, porque todas as matérias foram publicadas (até que um dia o editor do jornal, muito esperto, descobriu minha identidade secreta, pois fui numa festa coberta de glitter da Lancôme dos pés à cabeça, doiiidaaaaaa!). Em outras palavras, nunca tive medo do meu ridículo, de rir de mim mesma e de tentar ousar aqui e ali (no meu caso, as ousadias sempre foram em doses homeopáticas, mas foram!). Antes que me esqueça, sobre se preocupar com os outros. Isso me apavorava. Deixei de fazer muita coisa por pânico da reação alheia. Até que liguei o botão do “foda-se” e me surpreendi com as reações. Inventava umas makes loucas, pintava as unhas com respingos de umas 5 cores…e o povo vinha curioso querendo saber de onde tinha saído aquilo! Foque-se mais nos elogios do que nas críticas (geralmente as críticas são najice pura,simples e inútil). Sobre preocupações com peso: coma com moderação e começe a gostar de fazer exercícios djá! Uma vez me disseram que laxante era o bicho pra quem queria perder uns quilinhos. Claro que a tapada aqui virou consumidora assídua – até que fui parar no hospital com desequilíbrio eletrolítico desmaiada numa cadeira de rodas, e tive que explicar na frente de 3 médicos gatíssimos que eu abria o saquinho do chá chileno e comia a erva, em vez de tomar o chá. Pode??? Pode! Eu fiz isso! Hahahahaha! Também quase fiquei careca porque não gostava do meu cabelo crespo, que hoje amo de paixão. São coisas que, com 18 anos, parecem o fim do mundo, mas com 27, parecem uma formiguinha de tão pequenas. O processo é longo até podermos chegar ao ponto “100% apaixonada por si mesma“. Demora, é complicado. Cansativo e solitário, também. Nietzsche disse “Torna-te quem tu és“, como se isso fosse facílimo. O auto-conhecimento, pra mim, é a coisa mais complicada que existe. Mas é, também, a mais deliciosa de todas. Traz segurança, alívio, leveza. Por isso, meu conselho é: tire da cabeça todas as preocupações inúteis (como você mesma disse que são) e comece agora a se desvendar, se gostar, se inventar e reinventar. A base da paixão por si mesma é auto-estima (hey hey hey, by cabala), não adianta. Acho que passo a impressão errada aqui, como se eu fosse assim 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não tenho vergonha nenhuma de dizer que luto diariamente pra me adorar e ser minha maior fã. Não é fácil. Mas é recompensador, e tenho certeza absoluta que vale muito a pena! O grande barato da vida é ser diferente e celebrar essa diferença com um sorriso no rosto e muito orgulho!
PS: gurias, deixem seus conselhos sobre erros e acertos dos 18 anos aqui,please!!













“Não tenham medo de não se adequar à maioria, porque a maioria geralmente é composta por um bando de idiotas sem cérebro que não dá a mínima pra nós.”
Hahaha…Paula, eu te amo por essa frase!
Olha, os meus 18 anos até que foram relativamente bons, proque nessa fase eu já tinha superado algumas das coisas mais punks do início da adolescência, e nessa fase mais punk o que eu ouvia mesmo era Alanis, e escrevia , escrevia e escrevia ( tenho até hoje altas agendas e diários com declarações que me dão medo hahah…), acho que eu só teria aproveitado melhor o meu início de faculdade e teria curtido mais as festinhas e os zé rulas que dei uns beijos hahah sem a noía de querar namorar. Eu queria namroar de qualquer jeito! E me achava um et, feia, estranha d+, por não cosneguri arranajar um. E também eu acho que essa leitora não deve se preocupar tanto se a auto estima dela não é higher aos 18 anos, até porque isso é muito difícil porque a gente está se descobrindo. Vem naturalmente com o tempo, a gente aprende com os tombos, com as ” cobrinhas” que passam na nossa vida, com as responsabildades que vamos adquirindo… Enfim… E sobre ser autêntica , eu assino em baixo, as vezes as pessoas vão te olhar torto, mas e daí? As que realmente valhem a pena ter algum tipo de relação vão te admirar justamente por isso! É aquela história ” só quem é de verdade sabe quem é de mentira”
Aff, me empolguei! hahaha
Beijos e ótima semana!
Paulinha! Escrevendo lindamente como sempre!
Idadezinha complicada essa dos 18… mas como diz minha mãe, o ser humano é feito em série! Ou seja, tudo que a leitora sentiu, o q vc relatou, o q a Marina falou aí em cima, comigo foi igualzinho!
E hj é tudo muito parecido com o q vc escreve sobre o presente (tenho 28).
A real é que tudo passa, e passa rápido, por isso… encucar menos e viver maaaaaais é a grande luta!!!
beidjos
Tô nos 20, que não é muito diferente dos 18. E esse final de semana me dei conta de algumas coisas que são importantes ou não na minha vida. E ando numa deprê porque meu emprego me deixa deprê.
O negócio é que eu me sinto pressionada, por uma decisão. O que fazer, como fazer. Parece que com 20 ano eu não tenho nada. Não tenho grana pra viajar, fazer compras, gastar comigo. Não tenho coisas minhas, por mérito meu. Nada.
E sei que é errado pensar assim, mas esse buraquinho tá cheio de lama e tá difícil sair dela.
Esse post, assim como o do DVD O Segredo, vieram muito bem.
Orbigado Paula
Pois é… nos meus 18 aninhos dos acertos que me lembro foram de nunca me violentar p/ seguir o bonde, tipo nunca quis me envolver c/ droga, enquanto tinha uma galera que ia de cabeça, sexo tbm. nunca me pressionei a fazer pq. minhas amigas já transavam, então pelo menos nessas áreas sabia o que queria e não queria e como queria, em compensação sofria muitas oscilações de humor, ia da introspecção/tristeza p/ a alegria extrema, vivi paixões platônicas por muitos garotos por me sentir insegura de demonstrar que gostava e ser rejeitada, enfim, vivi muito o dilema “e se”.Mas acredito que tudo isso fez parte da minha descoberta e do meu aprendizado, infelizmente não existe fórmula milagrosa p/ passar impune por essas situações e inseguranças, eu só sei que tempo é sábio e professor, sabendo tirar proveito (pois têm gente que chega nos 80 e não consegue) a gente vai se conhecendo mais, se gostando mais e conseqüentemente a auto estima fica mais high!
bjo grande
Eu sempre fui extremamente tímida, minha vida inteira. Até hoje, apesar de já ter melhorado bastante.
Nunca fui do tipo de fazer amizades com facilidade. Minhas amigas eram aquelas que se aproximavam de mim, e não o contrário.
Não gostava do colégio, achava todo mundo muito metido e chato.
Mas sempre tive aqueles amigos “poucos mas bons” que estavam comigo sempre.
Afinal, era muito introspectiva e vivia num mundinho só meu (até hoje algumas pessoas ainda dizem isso de mim…).
E as paixões? 90% platônicas. O primeiro com quem eu fiquei mais tempo (3 meses, ná época, era uma eternidade) foi aos 17 anos. E foi também minha primeira dor de cotovelo.
Nunca me achei a última bolacha do pacote, mas também não tinha auto-estima baixa (a não ser pelos 3kg a mais… hehe).
Enfim, acho q essa personalidade do mesmo jeito que trouxe coisas ruins trouxe também coisas boas. Aacabei me voltando mais pra mim mesma.
Hoje com 25 anos, sinto que me conheço muito bem. E me amo.
Acerto aos 18 anos? Não lembro de nenhum. Eu não me gostava, vivia cercada de gente que só me explorava, me achava um desastre ambulante. Mas olhando pra trás, vejo como fui boba. Vendo minhas fotos daquela época, percebo que eu era bonita. Tinha um cabelo cacheado lindo (que as químicas destruíram), minha pele tinha um viço que não vai voltar. Enfim, eu era muito dura comigo mesma e isso só traz sofrimento e sentimento de inadequação.
Ma nada como o passar dos anos. E a psicanálise. Aos 35 anos, eu tô me gostando mais, iniciando uma nova profisssão, cercada de pessoas maravilhosas.
Se eu puder aconselhar essa princesa de 18 anos, eu diria pra ela ter paciência. O fato dela ter tantos questionamentos sendo tão joven, já demonstra como ela é especial. Se você já é assim aos 18, imagina aos 30. Vai ser um MULHERÃO!!!! Beijos.
Paula, adorei conhecer seu blog. Acho que nós, mulheres, dos 18 aos 30 temos sempre fases de recolhimento, reflexão e reinvenção…e isso é tudo dë bom!!! Eu, por exemplo, venci a timidez de escrever a pouco tempo, desisti de esperar meus textos ficarem bons a ponto de eu me orgulhar deles, e comecei um blog, só de crônicas femininas. Gostaria de te convidar (e suas leitoras, claro!) para conhece-lo…é http://www.abonitonaencalhada.blogspot.com Beijocas, Laura
Adorei o post e me identifiquei muito com as duas…
Tenhos 27 e tb era muito insegura aos 18!!
Apesar de entrar para faculdade tão novinha (17 anos), tudo na minha vida em relação a vida amorosa aconteceram bem mais tarde!!
Uma coisa é fundamental na vida: para os outros gostarem da gente e ter confiança em nós, primeiro temos que gostar de nós mesmas!!
Acho que esse é o primeiro passo para conseguir atingir os objetivos, arrumar namorado e muitas outras coisas!!
Outras duas dicas importantes: Não leve a vida tão a sério e não seja muito auto-crítica, isso não leva a nada!! Não desperdice seu tempo com bobagens!
É isso,
Bjos
Denise
O que tenho feito por mim é tentado não ser tão dura comigo mesma (mas até nisso às vezes me exijo demais). E já que oscilo tanto, tento aproveitar mais quando estou no alto. (Recomendo a leitura: http://revistatpm.uol.com.br/conteudo.php?cat_id=154)
tenho 22 e meus 18 não foram tão ruins não! só me arrependo d ter sido mt bobinha em algumas coisas e não ter aproveitado mais…mas tudo q a gnt passa é necessário pra formar o q seremos, então não reclamo! eu acredito mt em Deus e sei q ele toma conta d nossas vidas..e se uma coisa não acontece da forma q eu espero agora é pq ele preparou uma coisa muito melhor pra mim no futuro…e isso já aconteceu cmg, e aconteceram d um jeito tãooo melhor, q fico até feliz d não ter acontecido antes..meus planos são infinitamente menores q do os q ele tem pra mim..
essa coisa d não aproveitar tb me afligiou nessa idade…mas posso dizer?hj tô melhor q as pessoas q eu olhava com aquela invejinha(temos q ser sinceras ne haah) qd tinha 18 anos!
agora gata, só um conselho: relaxa! e corra atrás do q vc quer..mas não se culpe se td não der certo..nem tudo dá msm..o q a gnt não pode é deixar d tentar né!
Eu tenho 15 anos e sofro com exatamente as mesmas coisas descritas no e-mail. E seu post ajuda muito, apesar de a gente saber disso tudo beem no fundo. Amo seu blog e se um dia for tão realizada como você, estarei satisfeita
Ish época complicada… mas sérinho essa coisa de curtir fossa por nada não é legal!!! Eu odiava isso e nu8nca caí nesssa de Renato Russo(o mundoi é uma drogaaaaaaaaaa) que isso criança se joga na vida e aproveita enquanto não tem contas, trabalho, chefe…PROBLEMAS DE VERDADE!!!
ACREDITE: seu corpo vai criar forma, as espinhas vão embora, você vai decidir por UMA profissão, aquele carinha(Hellooooo, Mr.BIG) não presta e vocÊ não vai morreer se largar ele, pode até chorar mas sua vida vai continuar, ah e a sua mãe tem razão!!!
Se quer um conselho, siga meu exemplo: ouça a sua mãe,a credite apesar da rabugice ela já passou por tudo isso!
bjubju
Ah e não tenha pressa…tem muita coisa que minhas amigas fizeram com 18 e que eu ainda não fiz aos 23(qse 24)…
Paulaaa!! Mt legal seu textoooo!! tu tinha que ir fazer Jornalismo, e escrever numa revista feminina! Ia fezer sucessooo!! Beijos