Num dos comentários do post “Sobre deixar chegar perto”, a leitora Karla me perguntou como lidar com o fato de não sermos irresistíveis aos olhos dos outros. Well, acho que isso só dói quando não causamos impacto em alguém que nos impactou demais. Não é aquele ego infantil ferido de tomar conhecimento que um indivíduo sem importância alguma não te acha bonita,interessante,atraente. Estamos falando daquela facada no estômago certeira que todas já vivenciamos: A pessoa não nos quer – ou não nos quer mais. Como lidar com isso? Trata-se de um pequeno grande luto. Uma tristeza aguda. Um vazio profundo. E dói. Durante um tempo apenas, porque A pessoa não será eternamente A pessoa. Os amores mudam, vêm e vão. Nós mudamos. Ficar imóvel, petrificada e suspensa no tempo, ansiando pelo olhar reluzente de alguém, não funciona. O que funciona é o movimento, a paixão por si mesma, o descobrimento de suas minimidades com doçura, o encantamento com pequenas coisas de beleza tão banal. People, há taaanta vida lá fora. Tanta!!! Parar tudo pra curtir aquele momento deprimente em que ficamos procurando (mais) defeitos, aumentando os já existentes, supondo que muitos outros existem e tendo certeza de que não comoveremos mais ninguém porque nos disseram que somos horríveis??? NÃO!! Não somos horríveis só porque um idiota que colocamos num pedestal disse -ou agiu de acordo. Quero ser irresistível pra mim, é o primeiro degrau da escada que conduz ao olhar apaixonado da pessoa certa. A Dra.Vodca sempre fala que ninguém pega táxi com o luminoso desligado! Portanto o negócio é aceitar os “nãos” que a vida nos dá e aproveitar para transformá-los em reinvenção! Reinvente-se! Tomar um não, tomar um pé, tudo isso se enquadra na categoria “CHACOALHADA NECESSÁRIA E BEM-VINDA”. Somente com essas super-chacoalhadas é que cai a ficha: tá na hora de ligar a luz interior again! Pra ser irresistível aos olhos alheios, isso é requisito indispensável: luminoso ligado! Luz! Vida! Rastro de energia! Daí, quando a gente menos espera, do lugar mais improvável, do jeito mais louco, surge um par de olhinhos prestando atenção aos detalhes fofos que nos tornam únicas no mundo.
PS Importante: Se você se acha irresistível, que diferença faz se os outros não acham? O problema é quando você não se acha, porque daí vai precisar mendigar desesperadamente a aprovação alheia.
**Essa foto do filme Before Sunset me faz pensar em “Maria gostava do João, que gostava da Ana, que só tinha olhos para Alfredo”… Para quem se encontra nesse tipo de situação, tenho um pequeno conselho! Se você é a Maria da história, foque-se nos defeitos do João e da Ana. E ria muito. É tiro e queda.













Ahhh eu nem tenho mais o que comentar sobre seus textos, concordo com tudo, rs.. vc escreve mto bem.. to amando todos seus posts.
Amei!
yes \o/ paulinha disse tudo querida! preciso enviar teu texto p/ uma amiga querida que precisa muito ler isso p/ chacolhar tudo e ligar o luminoso djá!
bjka
doí, não tem jeito.
durante muito tempo eu gostei de uma pessoa comprometida e cortei um dobrado. sempre pensava ” porque não eu?” pior que o filhote de cruz que o ser namorava estudava na mesma faculdade do que eu, então eu sempre esbarrava com a fofa. e pensva : ele namora “isso?”
o pior que o cara era meu amigo e nessa de não querer me magoar ele conseguiu me iludir e me fazer sofrer bastante. só muuito tempo depois eu fiz um exercício mais realista de consciência e consegui enxergar porque ele estava com ela, e aí sim caí na gargalhada.
mas durante esse período podia o bofe mais gato do mundo me olhar que eu não ia dar bola, sabe? quando nas pessoas legais que eu posso ter deixado de conhecer me vem até um aperto no coração, grrrrr…
mas tem que dar tempo ao tempo.
Aha,ha,ha,ha!!! amei o lance do táxi!! E tô ficando a fim de ver “Before Sunset” pela milionésima vez, outra vez, por causa dessas fotos. Aliás, os “Before…” são tudo de bom, né? Falta filme assim pra gente pirar o cabeção vez em quando. Lembro que quando vi fiquei uns dias “chapada”, tentando entender aquela enxurrada de sentimentos de uma vez só, foi demais!
Assino embaixo aí do seu post!
Beijocas
Paula, ficou tão lindo esse post.
BT.
Ai, essa história de “eu te quero, você não” é uma facada mesmo, principalmente se é aquela pessoa que te arrebatou mais do que deveria… ai, os problemas amorosos da vida de todos nós.
Não adianta ficar parada no ponto, tem que acender a luz do táxi (como diria Ivi) e sair por aí. Linda, poderosa, auto estima higher. Se você consegue isso, o resto se ajeita.
E Before Sunset/Sunrise vão djá pra minha lista de filmes que quero ver!
Beijos
I WANT MY OWN JESSE! Tenho vontade de ir a Paris com uma camisa onde tenha escrito “Je cherche mon Jesse” ou algo assim…haha Esse filme (e o primeiro) são impactantes, nunca me recuperei deles, apesar de achar que já encontrei O amor da minha vida… mas nunca se sabe.
Bom mesmo é quando tudo se encaixa perfeitamente: a gente ama e é correspondido na mesma medida, fica tudo leeeeeendo (Marina Smith®)!!!!!!!!!!!
Seu texto é muitoooooooo fofo viu?
AMEI.
acabei de sair de uma história parecidíssima à da marina e amei o texto. já favoritei o blog. tava bem precisando ler isso hoje! beijo enorme.
Primeiramente, gostei muito da notinha! Muito obrigada, seu texto, sinceramente me ajudou muito. Tenho um blog ” http://asloucurasdeana.blogspot.com, quando puder dê uma olhadinha!
Bom, vamos ao que interessa, gostei muito desse post também…rsrs e confesso que já passei por isso. A perda de um grande amor, de fato, è um “luto”, porém, concordo que embora a tristeza essas situações nos levam para outros lugares, como por exemplo, olhar para gente.
Minha terapeuta disse algo ótimo há algum tempo: ” Tudo começa na gente” e isso caiu como uma luva para mim. Pois, se esperamos e desejamos amor de outra pessoa, precisamos começar esse amor com a gente. Não é fácil, porém, necessário! Acho que vale a pena! Drummond resume isso da seguinte forma:
Ausência
(Carlos Drummond de Andrade)
Por muito tempo achei que a ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Maravilhoso né? Pensemos sobre isso
Gente, o mundo dá tantas voltas, mas tantas voltas, que a gente chega a ficar tonta. Em julho tomei um fora daqueles… lindo, cinematográfico, com direito a pessoa te dizer uma semana antes que queria fazer uma tatuagem em tua homenagem e uma semana depois não ter a menor consideração, te dar a notícia de que não queria mais e tu morrer chorando dentro do carro e ser assaltada (!!!). Eu até devia ter escrito para o “Eu, leitora” da Marie Claire.
Tive que usar óculos escuros durante 2 semanas, porque era pensar na situação e escorrer lágrima do olho e tal. A pessoa me ligava para “saber como eu estava” e eu nem conseguia atender. A pessoa me mandava mensagem e eu levava 3 dias pra responder. QUE PAPELÃO.
Enfim, ontem almocei com o cidadão e como de praxe sempre tomamos um café. Quando estávamos indo para o café o cidadão anunciou que não tinha dinheiro para o café porque tinha comprado um rolex. Aí leio isso que tu escreveu (sobre olhar os defeitos da Ana e do João) e não poderia fazer mais sentido nesse momento. A gente fica cega mas uma hora a cegueira passa, ainda bem.
Muito obrigada. (Sempre leio mas nunca comento…) Super Beijo!!!
CHACOALHADA BEM-VINDA ! Eu passei por isso semana passada ! Ficava nessa do “ele não me quer, ninguem mais quer”…tive que ver ele com outra pra me ligar e seguir em frente…e funciona tão bem, que foi mal acender a luz do Taxi, que alguem já me parou hahahahahaha o negócio não é como voce é, mas como voce se mostra para os outros….