Factory Girl


 

Coincidência estranha.

No posto abaixo eu coloquei uma foto de um pôster com uma frase do Andy Warhol… Nada demais, até porque não sabia quase nada sobre ele. Daí que hoje loquei uns DVD’s, e um deles era Factory Girl, que conta a história da ‘amizade’ de Edie Sedgwick e Andy.

Pra mim, o filme se resume nisso: as pessoas abandonadas são as mais tristes. Seja qual for o tipo de abandono. Pra mim qualquer abandono é insuperável.

No mais, hoje fiz a faxina do século. Remexi em tanta coisa do passado. Guardei meu vestido de tafetá em três tons de rosa, minha primeira roupa chique. Guardei a roupinha que meu irmão usava na festinha de 1 aninho dele. Guardei todas as roupas do ballet, os biquínis, as saídas de banho. E coloquei toneladas de coisas fora. E achei fotos. Fotos do meu primeiro aniversário. E através dessas fotos senti um alívio enorme e de certa forma vi que eu era só um nenezinho nas mãos de dois nenezinhos: não podia ter sido de outro jeito. E toda vez que vejo fotos de muitos anos atrás, tenho essa sensação estranha. Eu mudei, cresci. Tem muito ainda em mim daquela menininha risonha. Mas também não tem. Minha vida me dói muito ainda, não a vida de hoje, mas a vida antiga, as feridas antigas que não cicatrizam nunca. Tenho essa coisa de deletar tudo e todos da cabeça, e não pensar, e não sentir, e não lembrar. Mas um dia acaba tudo vindo à tona e é tanto sentimento  junto que dá um cansaço, um desânimo. Mas é a vida, né gente. Vocês que tiveram famílias perfeitas não sabem a sorte que têm. Se bem que nenhuma família é perfeita. Problemas, traições, abandono, vícios, depressão e recalques fazem parte das melhores famílias.

 

Be the first to like.
Compartilhar:

Leave a Reply