Acho que me convenci de que as pessoas se abandonam. Mas nunca serei capaz de entender como funciona esse mecanismo ” largar-alguém-de-mão”. Enfim, se é desse jeito liiiindo que o mundo funciona, tá na hora de me adequar…
“Ninguém se separa, Rímini. As pessoas se abandonam. Essa é a verdade, a verdade verdadeira. O amor pode até ser recíproco, mas o fim do amor não, nunca. Os siameses se separam. Mas não se separam, tampouco: porque sozinhos não conseguem. Um terceiro precisa separá-los: um cirurgião, que corta pelo meio o órgão ou o membro ou a membrana que os une com um bisturi e derrama sangue na maioria das vezes, diga-se de passagem, mata, mata um deles, pelo menos, e condena o outro, o sobrevivente, a uma espécie de luto eterno, porque a parte do corpo pela qual estava unido ao outro fica sensibilizada e dói, dói sempre, e se encarrega de lembrá-lo, sempre, de que não está nem nunca vai estar completo, que isso que lhes tiraram nunca mais poderá ter de novo.” (O Passado, de Alan Pauls)













Gostei do seu blog vou linká-lo ok!?
Passa no meu quando der!!! Beijokitas!