” Qual é a essência que persiste no decorrer da mudança?” (Heráclito)
” Em rigor, não tomamos decisões, são as decisões que nos tomam a nós”
” …que as vidas são como os quadros, precisaremos sempre de olhá-las quatro passos atrás, mesmo se um dia chegamos a tocar-lhes a pele, a sentir-lhes o cheiro, a provar-lhes o gosto” (Todos os nomes, de Saramago)
Certeza: é bem melhor voltar atrás às vezes, porque manter a pose só pra não admitir que quer voltar atrás é uó. I know that. Eu não mantenho a pose, e me irrito com quem mantém. Eu não tenho vergonha de voltar atrás e vou fazer isso toooodas as vezes que me der na louca.
E, sabe…mais coisa. Isso que o Saramago disse sobre olharmos as vidas alheias como se fossem quadros. Certíssimo. Certííssiiiimoooo. Tem sempre algum detalhe num quadro que a gente só percebe na décima nona olhada. E é assim com as pessoas. A gente precisa se desfazer dos conceitos idiotas que faz dos outros. Ninguém consegue ser sempre brabo, sempre fechado, sempre lá longe. As vezes as pessoas chegam perto, nos tocam, são bacanas, dá vontade de passar mais tempo na sua companhia. E daqui pra frente pretendo contemplar quem quer que seja só desse jeito, como se fosse uma pintura cheia de mistérios que estou vendo pela primeira vez. Porque é assim que tem que ser. Porque, se não for assim, acabamos subestimando aqueles que mais importam. E nem sempre há perdão pra isso.











