“…quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”
” …depois de todas as tempestades e neufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro” Caio F Abreu
2007 foi um ano de tempestades. Intermináveis. E me sinto como uma garotinha que fica olhando pela janela pensando ‘vai passar, vai passar’. E passa. Sempre passa. As coisas duram o tempo que a gente deixa que durem, especialmente fossas, depressões, sentimentos de fraqueza e sentimentos ruins. Aprendi que não me permito ficar lá no fundo do poço por muito tempo. Não pode. Não pode, porque a vida é linda e cheia de pessoas lindas e coisas lindas e lugares lindos. E o que existe dentro de nós também é muito lindo, e deve ser descoberto, vivido, interpretado, aproveitado. É dentro da gente que está a verdadeira diversão.
Esse ano conheci um monte de gente, reativei amizades antigas, mantive as amizades de sempre. Porque eu acho essencial estar no meio das pessoas, não o tempo todo, mas às vezes. Ouvir vozes, ver rostos, trocar idéias. Aprendi que ninguém merece ser colocado num pedestal, todos temos defeitos cabeludos, horríveis. E basta chegar perto pra conhecer o lado dark de quem quer que seja. Aprendi também que é mais intenso e mais gostoso correr riscos e fazer coisas que normalmente não faríamos. Pois talvez um dia tenhamos netos e se não corrermos riscos agora não teremos histórias interessantes pra contar pra eles. Aprendi que satisfação só damos a nós mesmos. Aprendi que é errado criar expectativa quanto ao comportamentos dos outros. Aprendi que quando nos esforçamos demais por alguém e não dá resultado, chegou a hora de cessar o esforço. Aprendi a interpretar melhor as coincidências, tenho a sensação de que o universo me envia mensagens o tempo todo – mas só entendo muito tempo depois do que deveria. Aprendi que quando me é concedida uma chance, devo aproveitar – o arrependimento quase mata a gente depois.











