Hei

“Uma coisa:
Tem tanto que você não sabe sobre mim – coisas que eu não te contei – por exemplo, que eu tenho uma família, que eu acredito que exista um Deus, que um dia eu fui criança – e que eu já me apaixonei duas vezes e que nenhuma delas durou. Mas o que importa isso, no final, se você está sozinho? Qual é a nossa memória? Qual é a nossa história? Até que ponto uma parte de nós é a paisagem e até que ponto nós somos parte dela?”
(pg. 123, “Life After God”, Douglas Coupland)

 Acho que boa parte daquilo que nós somos de verdade está estampado na nossa cara e fica ainda mais claro e nítido em 5 ou 10 minutos de conversa. Por isso, pode vir o Papa me dizer que a gente precisa se resguardar, que não me importa. Eu sou o que sou em qualquer lugar e com qualquer pessoa. E não acho que seja útil pra minha vida ficar se segredinhos ou não permitir que ninguém saiba nada a meu respeito. Em resumo: eu não sinto medo algum de me mostrar. Por mais dark que seja meu lado de dentro.

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