Se eu tivesse poderes mediúnicos, conversaria com o Caio Fernando Abreu. Que dúvida. Mas, sabe, algo me diz que ele me falaria coisas meio rudes, sei lá, tipo “Sossega, que o amor não é pro teu bico”.
Eu queria que o amor fosse pro meu bico. Porque é legal ter alguém em quem pensar. Alguém que te peça conselhos e te dê beijos em todas as partes do corpo. Alguém que te busque no trabalho com um sorrisão e te encontre sempre com um abraço de urso. Alguém que te dê um apelido e te dê carinho. Alguém que te mande torpedos de madrugada, na insônia, na chuva. Alguém que abstraia todos os teus defeitos e exalte todas as tuas qualidades. Alguém que converse contigo e te faça esquecer o significado da palavra solidão.
Porque é bom ter alguém. Porque é bom se sentir querido. Amado. Adorado. Endeusado. Idolatrado.
Virei pedra e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas. A solidão é muito sacana. Num dia, ela te deixa eufórico, pensando nessa liberdade possível de não dever satisfação a ninguém e nessa possibilidade infinita de realizar todas as tuas vontades. Mas, no outro dia, a solidão te dá uma rasteira daquelas bem dadas. E te faz cair na real. Tu estás só feito um cão de rua, meu filho. Ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te conhece, ninguém tem acesso à tua alma. Tuas neuras são só tuas, e parece que nada nem ninguém preenche esse vazio.
Eu queria ser daquelas pessoas que se encantam por todo mundo, mas não sou. Me encanto tão raramente que dói, porque é um saco não sentir encanto, não sentir frio na barriga, às vezes não sentir nada, me sentir um robô. É um saco. Talvez eu tenha me condicionado a não sentir mais nada.
Hei, I’m so fucking lonely these days. Lonely across the universe, baby. Lonely,lonely,lonely.












Desde que li o primeiro texto do seu blog, fiquei com vontade de fazer um comentario…fui deixando para depois. Mas agora vai: nao nos conhecemos, mas gosto do que vc escreve ou do que vc escolhe que ja foi escrito…me identifico, simpatizo, sei la. Vc escreve sem mascaras e sem pretensoes. Muito legal, vou acompanhar sempre.
Tchê…vc me fez lembrar de como é a solidão, fazia algum tempo que eu não parava pra pensar nela, que não lembrava dela. Faz 6 anos, eu tirava serviço em uma fria guarita…só eu e meu FAL 762mm e pensei “já fiz tanta ‘festinha’, já fiquei com um monte de garota e isso já perdeu a graça, ta na hora de encontrar alguém para eu amar e ficar, pelo menos por um tempo”. Sério, esse pensamento foi um pedido do fundo do meu coração, tipo “oh Giovane seu anta, te liga”…duas semanas depois encontrei uma linda menina que preenchera o vazio q havia em meu peito, daquelas que o camarada pensa “essa eu não largo mais”…pois é, esse tempo já passou e por incrível que possa parecer, contrariando toda a minha expectativa e tese a respeito de relacionamentos que passam dos 3° ano, a cada dia que passa meu amor parece crescer e quando estou ao seu lado, fico flertando como se fosse um rapazinho querendo ficar com uma gatinha na balada…isso é legal, é mágico….é tudo!
Valeu Paula minha amiga, por me lembrar de como era a solidão, não digo que foi uma bela faze de minha vida, mas toda faze é valida!!!!
oh my!
Achei o que eu procura….A exatidão de como tenho, venho me sentindo…A solidão diz:Eu sou uma completa incógnita. Tal dia quero, tal dia não quero
(Clarice)
Tava pensando nessa dor agora e cai no seu blog..rs
Vou roubar teu texto e colar no blog de um amigo…rs
Adorei =)