Dicas de restaurantes em Recife

Recife é linda demais – fui na sexta-feira para lançar o livro Novas Crônicas da Surdez e voltei hoje pela manhã. Fiquei hospedada no hotel Transamerica Prestige Beach Class, na praia da Boa Viagem. Novinho, com uma piscina ótima, quarto com vista pro mar, do tipo que a gente recomenda sem medo – só rolou um incidente chato com o carro que alugamos e a culpa foi do valet do hotel, mas ainda tá em tempo de resolver então vamos dar um crédito. Olha só que vela vista ao acordar pela manhã:

IMG_0073

 

Na sexta-feira à noite demos uma checada básica no TripAdvisor e rumamos para um bistrô que prometia (acho que o nome era Wiella, algo assim). Chegando lá, completamente vazio, o chef sentado com o sommelier conversando pra espantar o tédio. Não deu vontade nem coragem de entrar. Caminhando de volta pro hotel, encontramos o Camarada Camarão e ficamos boquiabertos. Essas fotos abaixo são das porções de entradinha. Uma ‘entradinha’ de camarão de R$50 é tão, mas tão farta, que duas pessoas comem e aplacam a fome. Tudo delicioso, nos esbaldamos. A dica é você mesmo ir ao aquário escolher as suas ostras fresquinhas (R$5,50 cada) e, se for mulher e inventar de ir de vestidinho como eu fiz, trate de encher as pernas de repelente, ou vai ficar lutando contra os mosquitos a noite toda…

IMG_0069

 

No sábado, fomos almoçar com amigos em Olinda num restaurante chamado Beijupirá. É bem conhecido e tem filial em Porto de Galinhas e na Praia de Carneiros. Fui com altas expectativas: o lugar é mesmo incrível, com uma vista espetacular, mas a comida é bem normal. A dica é pedir uma caipiroska de caju. É o tipo de lugar pra ir sem se estressar, porque o atendimento é lento e a comida demora mais de hora pra chegar na mesa se a casa estiver cheia.

IMG_0133 IMG_0132 IMG_0130

 

De lá, fomos para o Alto da Sé e pegamos aquele elevador (R$6 por pessoa) que tem a vista mais bonita de Recife/Olinda. É o tipo de lugar que tem-que-ir, e olha que eu sou total anti programa turistão. Lá de cima você enxerga as cidades e as praias e pode tirar as melhores fotos da viagem. A dica é levar um pau de selfie, rsrsrs!

IMG_0107 IMG_0105 IMG_0138

 

Sábado à noite nos aventuramos pelo peruano Chicama, que fica anexo ao bar Pisco. Os preços são mais caros mas a comida é feita com capricho e criatividade, como essa lagosta com camarões, vieiras e risoto de aspargos da foto. Uma garrafa de Chandon Brut sai por R$99. Fomos atendidos por um garçom como há muito tempo eu não via: timing perfeito, sabia tudo sobre os pratos e sobre a casa e não deixava nossas taças vazias nunca.

 

IMG_0149

 

O último passeio gastronômico foi na Praia de Carneiros – aliás, os locais dizem com veemência pra fugir de Porto de Galinhas e ir direto pra Carneiros. A melhor coisa que fizemos foi acatar essa dica. Acho que deu 1 hora de estrada (bem esburacada em vários trechos) até chegarmos. O único jeito para chegar até a beira-mar é pagando um estacionamento particular (custou R$30), já que é tudo propriedade privada. São 8 os restaurantes e bares da orla, e nós escolhemos o Bora Bora. Você pode chegar, deixar suas coisas num locker (custa R$10 e eles devolvem R$5 no fim do dia), reservar uma mesa do restaurante e ir aproveitar as piscinas naturais de Carneiros antes que a maré suba. Dá até pra deixar o seu pedido do almoço já feito, se quiser. Nós deixamos as mochilas no locker e contratamos um passeio de barco (R$120 por casal na baixa temporada) que durou uma hora. Depois fomos mergulhar nas piscinas naturais, tem que tomar cuidado porque é cheeeeio de ouriços, ou você pisa ou acaba sentando num ouriço se bobear dois segundos. De volta ao Bora Bora, a dica é pedir caipiroska de abacaxi sem açúcar, a entrada de polvo e a moqueca pra finalizar. Os preços são pega-turista mas estar nesse lugar paradisíaco realmente não tem preço…

IMG_0188 IMG_0186 IMG_0185 IMG_0181 IMG_0179

 

Achei que era meio lenda urbana o que as pessoas falavam sobre os tubarões em Boa Viagem, mas nossos amigos nos contaram CADA história. O mais curioso é que ninguém sequer molha os pezinhos no mar por aquelas bandas, tipo, o povo leva a sério de verdade. Pelo que entendi o homem destruiu o habitat natural dos tubarões e eles acabaram migrando pra lá – se eu fosse um também ia querer morar naquele mar quentinho delicioso, rsrsrs!!

Eu amei Recife, oxe!

10 amaram.
Compartilhar:

Hachiko: o clone do Zuma no centro do Rio de Janeiro

Vocês sabiam que existe um clone do Zuma no centro do Rio de Janeiro? Quando fui ao Hachiko, não acreditei. Não esperava nada demais dele, pois a entrada é super simples e fica num sobrado numa travessa ao lado da assembléia legislativa. Achei que, no máximo dos máximos, seria um japinha honesto sem grandes emoções. Só que, quando a comida começou a vir, eu e o Lu nos olhamos de olhos arregalados e ficamos totalmente surpresos com os sabores e combinações. É uma quantidade de comida que chega a doer o coração, porque é impossível conseguir comer tudo e experimentar o menu degustação por completo. Os garçons detalham os pratos de um jeito que você come com os ouvidos, com os olhos e depois com a boca. Quando comentamos que a comida era tão espetacular quanto a do Zuma, fiquei pensando que o preço devia ser tão exorbitante quanto. Até nisso o Hachiko te surpreende: o menu custa R$108 por pessoa. Esse valor por uma infinidade de entradas, sashimis, pratos quentes, pratos frios, sushis, hots e sobremesas. A carta de vinhos tem preços super bons. Numa cidade em que o atendimento tem por regra ser péssimo e os estabelecimentos têm por regra superfaturar tudo de um modo abusivo, esse japonês foi o nosso grande achado do ano. Amamos!

FullSizeRender (26) FullSizeRender (27) FullSizeRender (28)

 

Hachiko

Travessa do PAço, 10 • Centro • Rio de Janeiro

+55 21 2533 6366 • 2210 1950

Segunda a sábado: 11:30 às 16:00 • 18:00 às 23:00

13 amaram.
Compartilhar:

Bossa Carioca: FJ Praia se inspirando no Rio de Janeiro

Gaúcho é bairrista e é assim mesmo, não adianta. Sendo assim, não fujo à regra, e o post de hoje é pra falar com orgulho de uma marca que vem do eixo Santa Maria-Porto Alegre, das irmãs Fernanda e Juliana Bortholuzzi: a FJ Praia. Pra me deixar ainda mais babona, a terceira coleção da marca chama Bossa Carioca e foi inspirada no Rio de Janeiro – ontem chegaram lá em casa algumas maravilhas (tem foto no Instagram @sweetestpblog porque hoje já estreei um biquini no Arpoador!)

 

Fashion Filme – Coleção Bossa Carioca – Verão 2016 from FJ Praia on Vimeo.

As estampas vão das calçadas de Copacabana às araras e são liiiiindas de viver. O melhor é que a modelagem de várias peças é perfeita para quem já passou dos 30 e não usa mais aqueles biquinis micro, rsrsrs. Estreei esse da foto abaixo e me senti phyna e comportada.

A FJ Praia é famosa pelas peças “Tal Mãe, Tal Filha” e por vestir os babies da Gisele Bundchen. Para saber onde comprar, é só clicar aqui.

Captura de tela inteira 19082015 160722.bmp Captura de tela inteira 19082015 160756.bmp Captura de tela inteira 19082015 160802.bmp Captura de tela inteira 19082015 150417.bmp Captura de tela inteira 19082015 150139.bmp

 

fjpraia@gmail.com

@fjpraia

(55) 9900-0706/(51) 8552-8565

11 amaram.
Compartilhar:

O brunch do Sofitel no Rio aos domingos continua lindo

O que fazer no Rio de Janeiro num domingo, especialmente quando você acorda com aquela preguicinha peculiar do dia e não está com a mínima vontade de enfrentar restaurantes muvucados ou pilotar o fogão? A minha dica é daquelas imperdíveis, testada e aprovada e agora re-testada e novamente aprovada com louvor: o brunch do hotel Sofitel em Copacabana, no posto 6. Já escrevi sobre o brunch aqui, em outubro do ano passado. Honestamente não entendo como os cariocas ainda não descobriram essa maravilha, embora seja grata por isso. O segredo é ligar um ou dois dias antes e reservar, pedindo uma mesa com vista para a praia de Copacabana – e que vista!! Confesso que dessa vez fui um pouco receosa, imaginando que o combo crise + crise pudesse ter afetado esse programa tão querido de modo ruim. Achei que o buffet tivesse enxugado e o preço saltado às alturas, mas para minha surpresa, nada disso aconteceu. O buffet continua perfeito e o preço subiu R$25 de um ano para cá.

 

FullSizeRender (1) FullSizeRender (2)

 

Chegando lá, você precisa fazer o sacrifício de alternar o olhar entre duas vistas deliciosas. ‘Chato’, não? Os garçons começam trazendo um couvert recheado de pães artesanais fabricados pelo próprio Sofitel (acho que pela equipe do Le Pré Catelan). Dessa vez me lambuzei com um pão preto cascudo com castanhas do Pará e passas de comer de joelhos – ou com uma manteiguinha especial. Seria uma pessoa mais feliz e roliça se comesse esse pão dos deus todos os dias no café da manhã…

Vocês conseguem imaginar um lugar em que você sinta vontade de dizer para o garçom que ‘não precisa servir tanto espumante’? Não né, até porque isso seria ficção científica, já que a gente sempre precisa dar uma implorada, mesmo que seja num evento open bar. Só que no brunch eles são tão fartos na hora de servir espumante que a gente quase não dá conta do recado. Comentei isso antes de chegarmos com o casal de amigos que nos acompanhou e meia hora depois ele me disse: “Exatamente como você falou, já tô quase pedindo para ele segurar um pouco o álcool!”

E é melhor segurar para conseguir aproveitar toda a orgia gastronômica que te espera…

 

FullSizeRender (6) FullSizeRender (3) FullSizeRender (4) FullSizeRender (5) FullSizeRender (7) FullSizeRender (9) FullSizeRender (8)

 

Não tirei foto de tudo, mas deu para ter uma idéia da fartura do buffet. Além de tudo isso acima, há uma ilha de comida japonesa, pães de todos os jeitos, sopas, ostras fresquinhas e uma infinidade de sucos. Eu fico tonta tentando decidir o que comer, mas meu prato top favorito é a salada de lagosta com palmitos. A ilha de queijos e frutas tem um queijo de cabra que me deixa nas nuvens. As sobremesas é que são um problema, pois quando a gente finalmente consegue chegar nelas já não tem mais espaço suficiente no estômago e dá uma tristeza…

Não posso esquecer também da ilha de pratos quentes, com todos os tipos de carnes, peixes, massas e aves que vocês puderem imaginar. É muita opção, e tudo é delicioso. O atendimento é impecável, o ambiente nem se fala. A gente não sente o tempo passar, se diverte, come muito bem e volta para casa planejando a próxima ida.

 

FullSizeRender (10)

 

 

O brunch acontece todo domingo, das 12:30 às 16:30. Custa R$170 por pessoa com espumante Chandon brut livre. Para reservar: (21) 2525-1232.

10 amaram.
Compartilhar:

Inspiração diária: Rachel Newman

Preciso me alimentar com inspiração todos os dias. Faço um esforço para me manter positiva o máximo de tempo que consigo (na verdade isso é mais trabalhoso e cansativo do que malhação pesada) mas, às vezes, sucumbo. Meu truque é seguir e acompanhar pessoas que são um alento e sempre têm uma palavra de incentivo para dar. Uma dessas pessoas é a Rachel Newman, brasileira que foi embora para o Canadá e de lá faz um trabalho lindo inspirando, orientando e ensinando. Queria que ela fosse minha Life Coach de tanto que as coisas que ela escreve me acertam em cheio, every single day.

rnewman

 

Hoje, por exemplo, cheguei no hospital e me deparei com o seguinte post: “Generosidade é capacitar todos a progredirem. Aquele que é generoso diz: você primeiro. Ele não fica o tempo todo falando eu, eu. Generosidade é manter os outros na frente. Paradoxalmente, quando a pessoa não tem o desejo de manter-se à frente, ela alcança os frutos que seu coração deseja. A linguagem da generosidade é a linguagem do contentamento e de trazer benefício a todos. Os que falam essa linguagem são chamados Vitoriosos” (Brahma Kumaris Transformation Station)

Só sei que ela tem a capacidade de me fazer ler a coisa certa, na hora certa. Foi lendo o que a Rachel escrevia no Facebook há anos atrás que senti ainda mais curiosidade pela Cabala e passei a prestar muito mais atenção nisso de controlar o próprio ego. Faz um bem danado…

 

A Rachel também tem um canal no YouTube com vídeos maravilhosos. O último é sobre o nome de Deus que significa “Almas Gêmeas” (hello, Cabala!). Tenho tatuado no ombro direito, aliás! Ela tem a fala tão calma e a voz tão bem articulada que é impossível não sentir prazer ao assistir. Sou fã!!! Espero que ela seja capaz de inspirar vocês também 😉

25 amaram.
Compartilhar: